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Os últimos dias foram marcados pela aparição de um cenário profético e o ressurgimento da guerra entre stablecoins
A semana dos investidores em criptomoedas não poderia ter sido melhor. O bitcoin (BTC) teve uma valorização de 35,69% e atingiu as máximas do ano. O patamar de US$ 26.900 não era visto desde meados de 2022, o que injeta um novo ânimo no mercado.
Isso porque a maior criptomoeda do planeta conseguiu se beneficiar de dois cenários diferentes ao longo dos últimos dias.
A crise bancária que começou com a falência do Silicon Valley Bank (SVB) impulsionou o BTC no começo da semana — você pode conferir mais detalhes do que rolou esta semana no final da matéria.
Após isso, a injeção de dinheiro nos bancos impulsionou as bolsas internacionais — e o bitcoin também conseguiu surfar essa onda. Foi a ajuda de US$ 30 bilhões ao First Republic Bank anunciada ontem (16) que fez o bitcoin renovar as máximas de 2023.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Name | Price | 24h % | 7d % |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 26.882,43 | 8,18% | 35,94% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 1.757,49 | 5,77% | 26,80% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,03% | 0,25% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 334,91 | 5,97% | 25,21% |
| 5 | USD Coin (USDC) | US$ 0,9996 | -0,01% | -0,03% |
| 6 | XRP (XRP) | US$ 0,3772 | 3,79% | 4,28% |
| 7 | Cardano (ADA) | US$ 0,3465 | 5,68% | 14,21% |
| 8 | Polygon (MATIC) | US$ 1,22 | 6,69% | 24,35% |
| 9 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,07551 | 6,45% | 17,90% |
| 10 | Binance USD (BUSD) | US$ 1,00 | 0,08% | 0,03% |
O otimismo galopante dos investidores em criptomoedas pode ter criado um suporte interessante para o que virá na próxima quarta-feira (22). A chamada Super Quarta conta com as decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos.
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Mas o aperto monetário que mexe com as criptomoedas vem do Federal Reserve — ou Fed, como é chamado o BC por lá.
As expectativas estão divididas. De um lado, parte do mercado acredita em uma elevação de meio ponto percentual nos juros norte-americanos; do outro, a narrativa de uma subida de 0,25 ponto percentual ganhou força nos últimos dias.
De acordo com dados do CME Group, as chances de o Fed elevar os juros em 0,25 pp passaram de 54,6% ontem para 81,9% agora. Já a probabilidade de manutenção no nível atual de 4,50% a 4,75% ao ano baixaram de 45,4% ontem para 18,1% agora. Já as apostas em um aumento de 0,50 pp estão zeradas.
A inflação dos Estados Unidos continua crescendo, mesmo com as sucessivas altas de juros do Fed. O crescimento forte do emprego por lá também indica que o aperto monetário tem espaço para continuar.
Entretanto, o que desencadeou a crise bancária foi justamente os juros mais altos, que reduziram o preço à vista de títulos do Tesouro do Federal Reserve, os chamados Treasuries.
Recapitulando, o SVB havia comprado um montante significativo desses títulos e se viu obrigado a vendê-los com um prejuízo de US$ 1,8 bilhão. Como é típico dos investimentos atrelados aos juros, quando as taxas sobem, os preços de tela caem.
Uma das alternativas do Fed agora é estabilizar os juros ou reduzir o aperto monetário para estancar uma possível piora do balanço dos bancos dos EUA. A questão é se Jerome Powell, presidente do BC americano, terá disposição para encarar o dragão desarmado.
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