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Muitos desastres ambientais, como furacões e tormentas, são facilmente monitorados e previsíveis, mas abalos sísmicos e os seus inevitáveis tremores de terra são quase sempre uma surpresa indesejável.
Mas ao contrário do que dita a natureza, Brasília consegue sentir a aproximação de um terremoto que pode rachar as estruturas do Banco Central brasileiro e a confiança do mercado financeiro no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Não é de hoje que o novo chefe do Planalto tem se mostrado descontente com o patamar elevado dos juros no país e com a sinalização de que os riscos fiscais devem evitar que a Selic recue no curto prazo. Ao longo do fim de semana, o presidente não poupou palavras e fez apitar os radares.
Na posse do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Lula não tentou amenizar a situação e pode até mesmo ter aumentado os atritos, uma vez que voltou a criticar a comunicação do BC e justificou o seu posicionamento: “Se eu que fui eleito não falar isso, quem vai falar? O catador de papelão?”.
Os tremores de terra em Brasília foram, em parte, compensados por um terremoto do outro lado do mundo. Esse sim fruto do choque entre duas placas tectônicas.
A tragédia que atingiu a Turquia e a Síria deixou pelo menos 3 mil mortos e levou muita destruição aos países — danificando até mesmo o mais importante oleoduto da região e um dos principais centros de exportação.
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Para o mercado de petróleo, isso significa que um desequilíbrio na produção não está descartado, o que pode levar a uma redução da oferta da commodity.
O tremor de terra foi gatilho para uma alta do Brent, utilizado como referência global na definição do preço de combustíveis, e a salvação para o Ibovespa — que chegou a cair mais de 1% na mínima do dia.
A alta do preço do petróleo foi de pouco mais de 1%, mas o suficiente para puxar a Petrobras (PETR4) e garantir que a estatal impactasse positivamente o principal índice da bolsa.
Com as ações ON e PN da petroleira subindo quase 4%, o Ibovespa garantiu uma leve alta de 0,18%, aos 108.721 pontos. O dólar à vista fechou longe das máximas, mas ainda assim apresentou ganhos de 0,51%, a R$ 5,1737.
Veja tudo o que movimentou os mercados segunda-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
COMPASSO DE ESPERA
Por que o mercado ignorou o recado do Banco Central e manteve a previsão de queda da Selic em 2023. Divulgação da ata do Copom, prevista para amanhã, pode ter levado parte dos agentes do mercado a aguardar o documento para rever os juros, mas não é só isso.
AINDA PODE SUBIR MAIS
Mesmo após a disparada de 2022, o Citi ainda vê potencial de alta para as ações da Cielo (CIEL3). Na avaliação do banco, a empresa trouxe um resultado financeiro forte e deve manter a mesma tendência ao longo deste ano.
JOGO DE TABULEIRO
No tabuleiro de ‘War’ dos frigoríficos, Minerva (BEEF3) leva a melhor e pode subir mais de 60%; ações da BRF (BRFS3) caem 7%. Analistas do Banco Santander apontam que a atuação internacional de algumas empresas acaba desfavorecendo as projeções para os papéis dessas companhias.
ABASTECE AÍ
Itaú BBA diz que é hora de encher o tanque com Vibra e Ultrapar — saiba o potencial de alta de UGPA3 e VBBR3. Segundo o banco, a dinâmica da distribuição de combustíveis tem variado bastante ao longo dos anos, regida pelas políticas de preços da Petrobras e flutuações no mercado internacional.
BITCOIN A US$ 80 MIL?
A disparada do BTC neste ano pode ser fichinha perto do que deve vir aí. É isso que um dos maiores analistas em cripto do Brasil revela em entrevista exclusiva para o Seu Dinheiro. Ele também avaliou quais são as chances de o Ethereum deixar o Bitcoin para trás e deu o nome de outras 3 criptomoedas que têm tudo para subir daqui para a frente. Clique aqui e confira o papo na íntegra.
EXILE ON WALL STREET
Felipe Miranda: No meio está a virtude, sendo os extremos, vícios. Se insistirmos na convergência acelerada da inflação em 3%, possivelmente mergulharemos o país numa recessão, com o risco real de uma grave crise de crédito e quebradeira no meio do caminho.
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
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