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Stanley Druckenmiller aponta risco sobre situação fiscal dos EUA há mais de dez anos e prevê “quebradeira” para a economia
Stanley Druckenmiller é um dos investidores mais bem-sucedidos da nossa geração.
Ele é conhecido por ter administrado um fundo de George Soros, onde - com a ajuda desse megainvestidor - fez um trade memorável.
Ele lucrou cerca de 1 bilhão de dólares em poucos dias, e fez Soros passar a ser conhecido como o “homem que quebrou o Banco da Inglaterra” - escrevemos sobre esse trade aqui.
Em 1986, abriu sua própria gestora, a Duquesne Capital Management, e entregou 30% de retorno ao ano desde a fundação - chegando a administrar 12 bilhões de dólares.
Então, Druckenmiller converteu o fundo e a gestora em seu family office em 2010. Hoje, ele administra seu próprio dinheiro na Duquesne Family Office.
Num cenário atual tão incerto de taxas de juros americanas em patamares não vistos em mais de uma década e grandes tensões geopolíticas no mundo, Stanley Druckenmiller foi entrevistado na semana passada.
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A entrevista foi feita por ninguém menos que Paul Tudor Jones - outro trader lendário do mundo da gestão de investimentos - e Druckenmiller pôde discorrer sobre o mundo e sobre suas maiores convicções no momento.
Quando ele para pra falar, nós paramos para ouvir e o resultado é esse resumo que fizemos dos principais tópicos abordados na conversa que você pode conferir abaixo:
Um dos grandes receios de mercado que tem contribuído para a alta dos juros das treasuries americanas é a situação fiscal dos Estados Unidos, com endividamento e déficits crescentes.
Druckenmiller alerta sobre esse risco há mais de dez anos, quando ele percebeu que sua geração de “baby boomers” iria se aposentar entre os anos de 2020 e 2035, sobrando menos pessoas produzindo e pagando impostos.
Para ele, inevitavelmente que sem nenhuma reforma relevante, quando mais pessoas recebem benefícios do governo sendo bancadas por menos pessoas, o déficit público deveria aumentar.
O que ele não previu e só contribuiu para piorar a situação foi a falta de disciplina fiscal nos governos Trump - em que o déficit público passou de um trilhão de dólares - e Biden - no qual o déficit mais que triplicou após os generosos estímulos depois da pandemia.
“Os EUA só estão conseguindo financiar esses gastos porque a sua moeda, o dólar, continua sendo a reserva de valor internacional", explica o investidor.
"[...] As grandes ofertas de treasuries americanos para buscar esse financiamento, somada a uma inflação galopante levaram os juros aos patamares que estamos vendo hoje”, revela.
VEJA TAMBÉM: Onde investir em novembro: ações, dividendos, FIIs, BDRs, criptomoedas - Veja indicações gratuitas
“Os efeitos dos juros mais altos ainda não foram sentidos na economia, pois quando os juros estavam próximos de zero as empresas e famílias se financiaram com dívidas de baixo custo e vencimento longo", afirmou.
"Ou seja, vai levar um tempo até o custo de suas dívidas aumentar (quando elas tiverem que se refinanciar)".
"Por outro lado, o Tesouro americano foi o único que não aproveitou os períodos de bonança para se financiar a baixo custo, numa das maiores tragédias de gestão do Tesouro”, completou Druckenmiller.
Apesar desse efeito diluído no tempo, a alta de juros é assustadora: se em 2033 toda a dívida pública fosse financiada com os juros de hoje, só o pagamento dos juros seria equivalente a 4,5% do PIB americano.
Em 2043, este percentual subiria para 7% do PIB, mais que todas as despesas discricionárias do governo.
Para que os EUA mantenham sua credibilidade, esses números mostram a urgência de uma ampla reforma fiscal no país.
Além disso, boa parte das empresas deve se refinanciar com juros mais altos até 2026, as novas hipotecas das famílias estão sendo financiadas a uma taxa de 8%, contra uma média atual de 3,6%.
Stanley Druckenmiller recomenda que o investidor se prepare, pois acredita que no próximo ano terá “quebradeira” na economia, e se não em 2024, então em 2025.
As eleições para a presidência do país aumentam ainda mais os riscos.
Druckenmiller acredita que, caso Trump seja o vencedor, os gastos públicos vão acelerar ainda mais e um “fantoche” do presidente deve comandar o Fed, instituição que o republicano enxerga com desdém.
Neste cenário, ele não descarta uma inflação próxima de 10%, a qual poderia carregar consequências terríveis no mundo todo.
Caso o vencedor seja outro republicano ou Biden, o estímulo fiscal vai ser menor e a conta vai ser paga com alguma recessão, o que pode inclusive trazer a deflação.
Diferentemente dos acadêmicos que estão caracterizando a subida de juros como um prêmio de risco, ele acha que o movimento recente foi apenas uma normalização.
Isso porque as pessoas continuam acostumadas com os tempos de Quantitative Easing (programa de afrouxamento monetário após 2008) e uma inflação de 2%.
“Taxas de juros na casa 5% eram perfeitamente normais antes do QE. Se a inflação se estabelecer acima disso em 3%, é razoável imaginar juros entre 5% e 6%”, explicou Druckenmiller.
Em relação à bolsa, ele está pessimista. O S&P500 está negociando a um múltiplo de 20x preço/lucro, comparado a uma média histórica antes do QE de 15x.
Ou seja, a assimetria de estar comprado no mercado de ações não é boa, dado que elas não estão baratas.
Além disso, ainda há riscos relevantes no horizonte: irresponsabilidade fiscal, problemas na cadeia de suprimentos e a pior situação geopolítica que Druckenmiller viu na sua vida - ele não duvida de uma terceira guerra mundial.
Como ele acredita que algo deve quebrar com os juros mais altos, ele está ‘aplicado’ em títulos de 2 anos apostando que o juros curtos vão cair.
Mas está ‘tomado’ em títulos de 30 anos por ter essa visão estrutural negativa de longo prazo para a economia americana - acreditando que os juros longos ficaram altos por mais tempo.
Para o investidor brasileiro, é interessante ouvir que países como os EUA têm problemas como os que vemos no Brasil, ainda mais quando abordados por um investidor americano deste calibre.
É importante se preparar sempre para o pior cenário.
É por isso que na Carteira Market Makers focamos em comprar empresas baratas com balanços saudáveis e fundamentos sólidos de longo prazo, das quais queremos ser sócios e enxergamos elevada margem de segurança, faça chuva ou faça sol.
Um abraço,
Matheus Soares
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