Taxas, tarifas e um bicho que nunca dorme: Ibovespa enfrenta volatilidade com Fed, Copom, Trump e indicadores
Ibovespa encontra-se no nível mais baixo em quatro meses às vésperas de um novo marco do tarifaço de Trump

Julho se aproxima do fim com muitos investidores dormindo de luz acesa. Motivos não faltam. Os mercados financeiros vivem uma semana agitada, com balanços e indicadores econômicos de primeira linha na agenda.
Além disso, estamos às vésperas de mais uma Super Quarta. Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciarão novas decisões de juros amanhã.
Em ambos os casos, o consenso é de que as taxas de juros serão mantidas nos níveis atuais. Com isso, as atenções se voltam para a entrevista coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, e para o comunicado do Copom.
Mas o que tira mesmo o sono dos investidores, especialmente os locais, é a bazuca tarifária de Donald Trump direcionada ao Brasil.
Se nada mudar nos próximos dias, os EUA imporão, a partir do primeiro dia de agosto, uma sobretaxa de 50% às importações de produtos brasileiros.
Diante disso, uma vírgula fora do lugar ou um dado ligeiramente acima do esperado, impedindo um corte de juros nos EUA, basta para que a volatilidade retome o controle.
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Esquenta dos mercados
O Ibovespa fechou em queda de mais de 1% ontem.
O principal índice da bolsa brasileira encontra-se agora no nível mais baixo desde março.
Pesa sobre o humor dos investidores o impasse em relação ao ataque tarifário de Donald Trump contra o Brasil.
Enquanto o governo brasileiro tenta negociar e os norte-americanos não dão o braço a torcer, há quem se apegue à esperança de que Trump mude de ideia na última hora.
É bem menos que os 50% da ameaça original ao Brasil.
A dúvida é se, no mapa de Trump, o Brasil é “todo mundo”.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
TOUROS E URSOS
Podcast Touros e Ursos: Como investir no meio do fogo cruzado com meta de juros e incerteza global.
ENTREVISTA
Brasil vai conseguir escapar das garras de Trump? Saiba qual é a ‘bala de bronze’ do país na guerra comercial, segundo este gestor. O Seu Dinheiro conversou com o head de renda variável do ASA, Marcelo Nantes Souza, que apontou para um possível trunfo do Brasil na negociação com os EUA.
TARIFAS À ESPREITA
BTG diz que é hora de pensar em “contenção de danos” para WEG (WEGE3) e Embraer (EMBR3). Com pouca perspectiva de mudança na taxa de 50% aplicada pelos EUA, analistas do banco estimam os impactos para as duas companhias brasileiras.
CADA VEZ MAIS CONCENTRADO
Magazine Luiza (MGLU3) vai ficar para trás? UBS BB vê três gigantes vencendo a corrida do e-commerce no Brasil. O banco também avalia que o e-commerce brasileiro ainda tem um longo percurso pela frente, apesar de registrar uma expansão expressiva nos últimos anos.
RECUPERANDO O FÔLEGO
FIIs de lajes corporativas reduzem vacância pelo quarto trimestre consecutivo; saiba o que esperar a partir de agora. O segmento ainda alcançou uma outra marca: também registrou absorção líquida acima de 90 mil metros quadrados pelo quarto trimestre seguido.
TARIFAÇO VEM AÍ
Não pagaram para ver: veja quais países já fecharam acordo para aliviar as tarifas impostas por Trump. Japão, UE e Vietnã estão entre os que conseguiram reduzir as tarifas; Brasil segue na lista vermelha de Trump.
QUE RUFEM OS TAMBORES
Tarifaço de Trump entra em semana decisiva, e perspectiva de acordo com os EUA fica mais distante. Até o momento, não há o menor sinal de que esse movimento poderá ser revertido ou adiado.
MENOS É MAIS
Milei corta imposto de exportação e BTG vê efeito positivo no agronegócio da Argentina. Para o banco, tornar essa redução permanente oferece incentivos corretos que devem sustentar os volumes de exportação agrícola do país.
GANHA-GANHA
Samsung e Tesla (TSLA34) fazem acordo bilionário para produção de chips nos EUA e ações sobem forte no exterior. Parceria de US$ 16,5 bilhões impulsiona direção autônoma e fabricação local de chips de última geração.
ÀS COMPRAS
BTG Pactual (BPAC11) reforça aposta internacional com aquisição da operação do HSBC no Uruguai, por US$ 175 milhões. A operação faz parte da estratégia de expansão do banco na América Latina, que representa cerca de 12% da receita do BTG. O negócio ainda precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores.
VOO SOLO
Embraer (EMBR3) tenta escapar do tarifaço de Trump com ofensiva própria nos EUA. CEO da companhia afirma gerar 12,5 mil empregos no país, e oferece investir mais US$ 1 bilhão; Lockheed Martin é vista como obstáculo.
ADEUS À BOLSA BRASILEIRA
Tekno (TKNO4) acerta venda que deve resultar em deslistagem depois de quase meio século na B3. Listada em 1977, a empresa de pintura de bobinas e chapas de aço anunciou que vendeu 89,69% de seu capital para a Dânica, controlada pela ArcelorMittal Brasil.
NOVO DIRETOR
Méliuz (CASH3) anuncia novo diretor de estratégia de bitcoin (BTC) para atrair investidores nos EUA. Mason Foard assume a estratégia de criptomoeda da plataforma de cashback e deve estruturar novos produtos com foco em bitcoin.
NOVAS ASPIRAÇÕES
Empresa de vape aposta em modelo de negócio da Strategy e entra no jogo das ‘crypto treasury’. Negociada na Nasdaq sob o ticker “VAPE”, a CEA Industries levantou US$ 1,25 bilhão para montar a maior tesouraria corporativa em BNB no mundo.
NOITE CRIPTO
Criptomoedas recuam e bitcoin (BTC) estagna, mas duas altcoins ganham os holofotes em semana de decisão do Fed. Alta histórica, tesourarias bilionárias e apostas institucionais em meio a uma semana tensa para o mercado. BNB e ethereum brilham enquanto mercado aguarda decisão de juros nos EUA.
PRIMEIRO EMPREGO
Vagas de estágio e trainee: Johnson & Johnson encerra inscrições nos próximos dias; confira essa e outras oportunidades com remuneração de até R$ 9.200. Os aprovados nos programas de estágio e trainee devem começar a atuar até o início de 2026; as inscrições ocorrem durante todo o ano.
VEM AÍ
H&M no Brasil: concorrente europeia da C&A e da Renner anuncia data para desembarcar no país — com loja física e e-commerce. Serão duas unidades físicas abertas até o começo de setembro, em diferentes regiões de São Paulo.
VITÓRIA CHILENA
Como “tempestade perfeita” ajudou este Chardonnay a ser eleito o melhor vinho branco do Chile em 2025. Com estratégia, solo raro e névoa excepcional, Amelia Chardonnay 2023 conquistou a pontuação mais alta do relatório de Tim Atkin para o Chile.
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