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Aplicativo de idiomas mais famoso do mundo, Duolingo tem ações negociadas na bolsa norte-americana e já vale R$ 27 bilhões – contra R$ 20 bilhões do Magalu
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. Você sabia que o Duolingo — o aplicativo de idiomas mais famoso do mundo — é uma empresa de capital aberto nos EUA?
E que as suas ações sobem mais de 100% em 2023?
Bom, neste momento, o valor de mercado do Duolingo está acima dos US$ 5,5 bilhões (R$ 27 bilhões).
Ou seja, num câmbio de R$ 4,90, o Duolingo é mais valioso que o Magazine Luíza (MGLU3), cujo valor de mercado atual está na casa dos R$ 20 bilhões.
E aí, será que vale a pena investir num dos aplicativos mais famosos do mundo?
O Duolingo é uma daquelas histórias de empresas fundadas por pessoas absolutamente fora da curva.
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Luis von Ahn, o fundador, é doutor em ciência da computação pela universidade Carnegie Mellon é um dos criadores do CAPTCHA.
Eu sei, ninguém acha o CAPTCHA fantástico. Mas isso é só até você descobrir o impacto real que ele teve na história da internet.
O seu sucessor, o Re-CAPTCHA colocava lado a lado duas palavras forçando o usuário a digitá-las. Nós sempre achamos que, digitando-as corretamente, teríamos o acesso autenticado ao site.
Na realidade, das duas palavras mostradas pelo Re-CAPTCHA, apenas uma era conhecida pelo banco de dados, mas a outra não.
A palavra desconhecida era uma digitalização de algum livro sem formato digital, mas que os algoritmos não foram capazes de traduzir para zeros e uns.
Ao respondê-los, o usuário ajudava a digitalizar um livro! Entre 2007 e 2009, por exemplo, o Re-CAPTCHA digitalizou mais de 5 milhões de livros.
Num determinado momento, Luis von Ahn percebeu que poderia fazer mais do que digitalizar livros. Ele poderia traduzir a internet inteira, para qualquer idioma, com a ajuda dos próprios usuários.
Assim nasceu o Duolingo.
De acordo com dados da Apptopia, o Duolingo tinha cerca de 7x mais downloads que o segundo maior aplicativo de idiomas do mercado em 2021, na época do seu IPO.
A fama é tanta que a coruja do Duolingo apareceu no filme da Barbie, sem que a empresa tivesse que pagar nada por isso.
Atualmente, mais de 70 milhões de pessoas utilizam o aplicativo todos os meses e cerca de 25 milhões utilizam todos os dias!
As receitas da empresa vêm de três fontes diferentes: as vendas do seu produto premium (o Duolingo Pro), anúncios vistos por usuários que utilizam a versão gratuita e do teste de inglês do Duolingo, que hoje é aceito em mais de 3 mil universidades no mundo.
Em 2022, essa receita totalizou US$ 370 milhões, uma alta de 47% versus 2021.
Mesmo hoje, com a maioria das empresas de tecnologia desacelerando forte, o Duolingo ainda cresce mais do que 30% ao ano, algo impressionante.
A quantidade de usuários ativos tem crescido, bem como a conversão destes em usuários pagantes do plano premium.
Pelas minhas contas, o ticket médio de usuário premium está na casa dos US$ 100 por ano. Como referência, também pelas minhas estimativas, um usuário ativo mensalmente gera receitas de apenas US$ 1,50 dólar por ano para a empresa.
Atualmente, cerca de 27% dos usuários ativos diariamente costumam tornar-se pagantes e o objetivo deles é aumentar esse número em longo prazo.
Outra avenida de crescimento é o teste de inglês. Pelas minhas estimativas o Duolingo fez mais de 330 mil testes em 2022, com um ticket de US$ 49 dólares.
Como comparação, antes da pandemia, o famoso TOEFL fazia mais de 2 milhões de testes presenciais anualmente.
O teste do Duolingo é online, mais barato e serve ao mesmo propósito. Imagino que ele deva ganhar muito mercado nos próximos anos.
Então, tudo são maravilhas e o aplicativo de fato deveria valer muito mais do que empresas consolidadas como, por exemplo, o Magazine Luiza?
Apesar do sucesso, o Duolingo ainda está muito distante de ser uma empresa lucrativa.
Em 2022, por exemplo, o prejuízo foi de US$ 60 milhões.
A maior parte do prejuízo se dá na forma de remuneração de ações aos funcionários, e portanto não tem efeito caixa (ou seja, o Duolingo dá prejuízo, mas não queima caixa).
Mesmo assim, o efeito disso é dilutivo para o acionista e precisa ser precificado.
Sem um horizonte de lucratividade (nas minhas estimativas, nada no azul nos próximos cinco anos), é difícil encontrar upside para uma empresa que já vale 10x as vendas estimadas para 2024.
De toda forma, o sucesso comercial do Duolingo é, sem dúvida, um ativo intangível de muito valor e, se as ações eventualmente passarem por um correção, pode se abrir uma excelente oportunidade de investimentos.
Por enquanto, prefiro ficar de fora.
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