🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Game over para a Microsoft? O que acontece com as ações da empresa de Bill Gates se uma das suas maiores aquisições não for aprovada

Uma possível negativa da compra da Activision Blizzard pode invalidar toda a estratégia da Microsoft para voltar a ser competitiva em games

9 de março de 2023
5:51 - atualizado às 15:38
Call Of Duty, jogo da Activision Blizzard, estúdio que foi comprado pela Microsoft
Microsoft pagou US$ 69 bilhões pela Activision Blizzard, estúdio do jogo Call of Duty - Imagem: Divulgação

Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia. No dia 25 de abril, a comissão antitruste da União Europeia decidirá se aprova ou não que a Microsoft conclua a maior aquisição da história da indústria de games.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No ano passado, a big tech fundada por Bill Gates fechou a compra do estúdio Activision Blizzard por US$ 69 bilhões. Mas depende da aprovação dos reguladores para consumar o negócio.

Mais do que "azedar" a operação, uma negativa regulatória é capaz de invalidar toda a estratégia da Microsoft para voltar a ser competitiva em games.

A seguir, eu vou te explicar o porquê e comentar os possíveis impactos que essa história pode ter na ação de uma das melhores empresas do mundo.

  • Quer ter a chance de construir uma fortuna com criptomoedas? Conheça os 3 ativos digitais de inteligência artificial que, segundo o analista Vinicius Bazan, são os melhores candidatos a valorizações extremas neste ano. [ACESSE AQUI]

Em busca do tempo perdido

Dentro das demonstrações financeiras da Microsoft estão consolidados os resultados das suas operações de games.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números incluem as vendas diretas do console Xbox, os "fees" de vendas de games tanto no console quanto no PC e as receitas provenientes dos estúdios de games da Microsoft.

Leia Também

Os resultados desse segmento são constantemente detratores de rentabilidade e crescimento dentro dos números gerais da empresa.

Mesmo investindo bilhões de dólares em aquisições no segmento, como os US$ 7,5 bilhões destinados à compra da ZeniMax — o estúdio por trás de games como Fallout e The Elder Scrolls —, o segmento de games representou apenas 9% das receitas da Microsoft em 2022.

Há cinco anos o segmento representava 10% do total.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Sony ganhou a batalha contra a Microsoft

Os bilhões de dólares alocados em aquisições parecem apenas mascarar uma verdade conhecida de todos os gamers, mas de nem todos os investidores: a Microsoft perdeu a batalha no segmento de games.

Em consoles, a Sony é líder absoluta em volume de vendas. A Nintendo acompanha sua competidora japonesa, vendendo também volumes imensos de consoles portáteis.

No PC, o mercado é concentrado em distribuidores como a Steam e agora a Nvidia, que através da assinatura GeForce Now, possui mais de 25 milhões de usuários pagantes pelo mundo.

Ao ficar para trás, a Microsoft tomou um caminho ousado: ela se propôs a mudar estruturalmente a maneira como os games são vendidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Qualquer coisa “as a service”

Há vários motivos que explicam o renascimento da Microsoft na última década. Mas talvez o principal deles tenha sido a sua abordagem agnóstica em termos de hardware. Pagando a sua assinatura mensal, você pode usar os sistemas da empresa no dispositivo que quiser.

Essa abordagem faz total sentido para produtos em que o custo marginal de um novo usuário tende a zero. Isso porque o custo de servir uma licença do Office 365 não é muito diferente do custo de servir mil delas.

Isso é verdade sobretudo porque a maior parte dos gastos de pesquisa e desenvolvimento alocados num produto como o Office são incrementais.

Se a Microsoft precisasse todos os anos criar um editor de texto novo do zero absoluto, seria muito difícil praticar um modelo de assinatura a preços baixos. Afinal, como a empresa amortizaria tantos investimentos?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em certa medida, essa é a realidade das empresas de games.

Apesar das engines como Unity e Unreal simplificarem muitas etapas do processo de criação de um jogo, o produto final é resultado de anos de trabalho e milhões de dólares em investimentos.

Por exemplo, de acordo com estimativas da indústria, o recém lançado Hogwarts Legacy — um sucesso de vendas ambientado no mundo de Harry Potter — custou US$ 150 milhões em desenvolvimento e demorou cinco anos para ficar pronto.

E nasce o Xbox Game Pass

É difícil pensar que uma empresa seria capaz de suportar os investimentos simultâneos em dezenas de jogos como esse tendo como receitas alguns poucos dólares mensais, mesmo que de milhões de usuários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bom, a Microsoft decidiu testar essa hipótese e há alguns anos lançou o Xbox Game Pass.

O Pass é um serviço de assinatura que agrega os jogos dos estúdios Microsoft e de alguns parceiros e funciona em vários dispositivos. Mesmo sem um Xbox, é possível baixar o aplicativo do Pass numa smart TV, num celular, num tablet e simplesmente jogar os games do catálogo via streaming.

Para que esse modelo funcione, a Microsoft enfrenta o dilema da Netflix: conteúdo novo e de qualidade precisa chegar à plataforma com recorrência.

Para resolver esse problema, a empresa saiu às compras. A mais ousada delas é a Activision Blizzard, dona de franquias como Call of Duty, Overwatch, entre outros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E se aquisição for barrada?

Por ser uma indústria bastante fragmentada, a Microsoft não esperava enfrentar problemas regulatórios muito grandes nessa operação.

Mas a realidade tem mostrado que ela estava otimista demais.

Nas últimas semanas, por exemplo, alguns anúncios me soaram como se a Microsoft estivesse realmente preocupada com o risco de não aprovação.

Por exemplo, ela fechou um contrato de licenciamento com a Nintendo. Pelo acordo, os games da Activision seguirão sendo publicados no console por pelo menos 10 anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma parceria similar surgiu com a Nvidia, competidora direta do Xbox Pass no PC. A Microsoft irá disponibilizar todo o catálogo da Activision no GeForce Now, também por 10 anos.

Fonte: PCGamer

Se a Microsoft falhar em conseguir essa aprovação, ou consegui-la condicionada a muitas concessões, na prática é possível que essas condições inviabilizem o sonhado modelo do Xbox Games Pass.

Ou seja, essas restrições podem fazer com que a Microsoft nunca consiga criar um catálogo bom o bastante para desincentivar os gamers a comprarem um Playstation e permanecerem apenas com uma assinatura Microsoft.

Na prática, isso significaria que a Microsoft carrega em seu balanço um negócio de US$ 15 bilhões anuais, margens apertadas e provavelmente sem um futuro muito brilhante pela frente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Microsoft: um game com muitas fases

Depois do dia 25, se aprovada a aquisição, ainda estarão pendentes os avais dos reguladores norte-americanos e ingleses.

Uma aprovação, acredito, não traria nenhuma reação muito positiva para as ações; já a possibilidade da não aprovação, em minha opinião, seria potencialmente devastadora.

Neste caso, a Microsoft mostraria aos investidores que está formalmente de volta aos radares dos reguladores e não possui muitas opções de crescimento inorgânico realmente factíveis.

Quanto mais eu estudo as iniciativas da Microsoft no setor de games, mais incomodado eu fico enquanto possível acionista. Acredito que a empresa teria menos dor de cabeça e traria mais retorno aos investidores simplesmente recomprando ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas nenhum CEO quer ficar famoso por isso, não é mesmo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar