🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Itadakimasu: um conceito japonês para Lula absorver neste momento tenso da economia

Lula poderia aprender o Itadakimasu, expressão adotada em agradecimento à comida servida, mas de forma ampla, a todos os fornecedores

27 de março de 2023
18:01 - atualizado às 15:02
Construção em estilo japonês em primeiro plano; ao fundo, o monte Fuji, um dos símbolos do Japão
Imagem: Divulgação

Há três fases comuns em um bear market. A primeira delas é o chamado “de-rating”. A segunda se refere a uma queda dos lucros. E a terceira é a capitulação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um ciclo de mercado normalmente está associado a um ciclo econômico, que, por sua vez, costuma se associar às diretrizes de política monetária. O Banco Central sobe os juros. A renda fixa passa a pagar mais. Logo, para não haver arbitragem e diante de mercados minimamente eficientes, as ações também precisarão pagar mais.

Para que os mercados estejam em equilíbrio, o dinheiro investido em renda variável também vai precisar voltar mais rápido, pois o custo de oportunidade do capital se elevou. Para o mesmo lucro por ação, portanto, o investidor precisará pagar menos. Os múltiplos (preço sobre lucro, por exemplo) caem — esse é o de-rating.

Os fluxos de capital se ajustam mais rápido do que o mercado de bens. Num segundo momento, a elevação dos juros pelo Banco Central bate na economia. Os investimentos caem, o consumo a prazo também. A desaceleração da demanda agregada significa menores lucros corporativos. Se os lucros caem e as empresas vão mal, as ações tendem a seguir…

Então, chegamos à terceira fase da tendência de baixa, tipicamente chamada de capitulação. Nas mesas de operações, recebem uma alcunha mais elegante, em francês, resumida no acrônimo: “ZEM” ou “zera essa merda”: quando a dor já é muito grande ou os sistemas de gerenciamento de risco obrigam à desmontagem de posições. É aí que algumas coisas fogem ao fundamento estrito e ficam excessivamente baratas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual a fase atual do ciclo?

Há alguns sinais de que podemos ter encontrado a fase da capitulação na última quinta-feira. O Ibovespa veio ali para seus 97 mil pontos — se retirarmos a performance de Vale e de todo setor de siderurgia e mineração desde a eleição presidencial, estamos beirando os 100 mil pontos.

Leia Também

A comparação com o CDI, a poupança ou a inflação desde 2020 (e lá se vão três anos) é covarde: o índice marcava 120 mil pontos em janeiro daquele ano.

A intensidade da pressão vendedora chama atenção. Várias ações caíram 5%, 7%, até 10% sem uma mudança muito significativa em seus fundamentos. Como catálise (ou falácia da narrativa), tivemos a reunião do Copom na véspera, quando o comitê de política monetária adotou tom duro e afastou cortes iminentes na taxa Selic.

Ocorre que, segundo a imprensa, Roberto Campos Neto teria ligado já na quinta-feira para o ministro Haddad para se explicar e não explodir pontes. Na sexta-feira, o susto do Deutsche Bank já trouxe de volta uma probabilidade de 20% para corte da Selic em maio. Amanhã temos a ata da última reunião do Copom, quando talvez as coisas se expliquem melhor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fato é que temos mais de um mês até a próxima reunião de política monetária, o que significa uma eternidade, dada a velocidade dos acontecimentos e o tanto de cisnes pretos e cinzas por aí. “Muito cisne para pouco lago”, nas palavras de um grande banqueiro.

E agora, o que esperar?

Outro ângulo possível para observação se apoia na ideia de que os fundamentos podem melhorar à frente ou, ao menos, parar de piorar — o que, dado o nível de preços, poderia já ser suficiente —, com o Ibovespa em 6x lucros, nível comparado somente a outras situações de ruptura.

E, talvez ainda mais surpreendente: se mantendo num range de valuation muito barato por muito tempo.

No curto prazo, os preços se movem, na margem, muito mais por conta do fluxo de notícias do que propriamente por valuation. Por mais barato que um ativo esteja, uma notícia ruim inesperada tende a empurrá-lo mais para baixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme o tempo passa e novas informações são incorporadas ao preço, seu valor intrínseco vai sendo percebido pela redução da assimetria informacional. O barato pode ficar ainda mais barato antes de ficar caro.

A política e o mercado

Arthur Lira parece ter demarcado uma linha no chão. Ainda que, merecidamente, possa ser criticado por descumprir importantes ritos institucionais (vale ler o editorial de hoje no Estadão) e ter motivações pessoais em sua disputa com Rodrigo Pacheco e Renan Calheiros, emite sinais de estar empenhado em impedir uma regra fiscal muito frouxa.

De acordo com a imprensa, teria se aliado a Haddad em prol de um arcabouço fiscal rigoroso e crível. Voltamos àquela máxima do final do primeiro turno das eleições, quando a composição do Congresso, mais à direita e conservadora, foi vista como garantia contra rompantes heterodoxos exagerados.

Se este pobre redator escrevera há poucos dias estar preocupado com o fato de Haddad representar uma espécie de “exército de um homem só”, único interessado em responsabilidade fiscal num governo de perdulários, agora esse mesmo sujeito precisa reconhecer o relevante apoio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E chegamos a outro ponto por “serendipity" — perdoe o anglicismo, não encontro tradução razoável. Há malas que vêm de trem. Sem a viagem para a China, Lula e Haddad ficam no Brasil. A paz com Rui Costa teria sido selada na quinta-feira. O caminho está aberto para a apresentação (finalmente!) do novo arcabouço fiscal.

Há uma chance real de retirarmos boa parte da incerteza e recuperarmos algum tipo de âncora, perdida desde os vários puxadinhos feitos no teto de gastos. Feita a regra fiscal, com a melhora dos núcleos da inflação (conforme demonstrado pelo IPCA, na sexta) e com o Fed possivelmente parando de subir sua taxa básica de juros em maio, poderíamos abrir caminho para uma discussão técnica em prol da revisão das metas de inflação.

Se o cenário muda, eu mudo…. E você? As condições estariam postas para redução da taxa Selic. Finalmente, teríamos encerrado o ciclo de aperto monetário para iniciar outro de afrouxamento. Volte ao parágrafo original para tentar dimensionar os efeitos que isso poderia ter.

Segundo se especula, a viagem à China seria remarcada para maio, quando Lula participa de reunião do G-7 no Japão. Aproveitaria a proximidade geográfica pra esticar o passeio. No Japão, talvez pudesse também se dispor a aprender o conceito de “Itadakimasu”, expressão adotada em agradecimento à comida servida, mas feito de forma ampla, a todos os fornecedores: a quem plantou o arroz, ao clima que permitiu sua colheita, por aí vai.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lula foi eleito por uma Frente Ampla e para representá-la. Parece ter se esquecido disso em seus primeiros três meses de governo. Arthur Lira foi lá para lembrá-lo. Lula acolhe Lira ou perde o Congresso. As lembranças de Eduardo Cunha não são propriamente agradáveis ao PT — deu no que deu.

Uma coisa parece clara: não teremos quatro anos de sofrimento. O país não aguenta. Voltamos ao ditado clássico — mais vale um fim terrível do que um terror sem fim.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

TRILHAS DE CARREIRA

O ano novo começa onde você parou de fugir. E se você parasse de ignorar seus arrependimentos em 2026?

4 de janeiro de 2026 - 8:00

O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FIIs de logística agitaram o ano, e mercado digere as notícias econômicas dos últimos dias

2 de janeiro de 2026 - 8:28

China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado

RETROSPECTIVA

As ações que se destacaram e as que foram um desastre na bolsa em 2025: veja o que deu certo e o que derrubou o valor dessas empresas

31 de dezembro de 2025 - 8:51

Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empreendedora já impactou 15 milhões de pessoas, mercado aguarda dados de emprego, e Trump ameaça Powell novamente

30 de dezembro de 2025 - 8:43

Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: 10 surpresas para 2026

29 de dezembro de 2025 - 20:34

A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como cada um dos maiores bancos do Brasil se saiu em 2025, e como foram os encontros de Trump com Putin e Zelensky

29 de dezembro de 2025 - 8:13

Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)

DÉCIMO ANDAR

FIIs em 2026: gatilhos, riscos e um setor em destaque

28 de dezembro de 2025 - 8:00

Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Mirassol das criptomoedas, a volta dos mercados após o Natal e outros destaques do dia

26 de dezembro de 2025 - 9:01

Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De Volta para o Futuro 2026: previsões, apostas e prováveis surpresas na economia, na bolsa e no dólar

23 de dezembro de 2025 - 8:33

Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026

EXILE ON WALL STREET

Tony Volpon: Uma economia global de opostos

22 de dezembro de 2025 - 19:41

De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esquenta dos mercados: Investidores ajustam posições antes do Natal; saiba o que esperar da semana na bolsa

22 de dezembro de 2025 - 8:44

A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O dado que pode fazer a Vale (VALE3) brilhar nos próximos dez anos, eleições no Brasil e o que mais move seu bolso hoje

19 de dezembro de 2025 - 8:31

O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora

SEXTOU COM O RUY

A Vale brilhou em 2025, mas se o alerta dessas mineradoras estiver certo, VALE3 pode ser um dos destaques da década

19 de dezembro de 2025 - 6:08

Se as projeções da Rio Tinto estiverem corretas, a virada da década pode começar a mostrar uma mudança estrutural no balanço entre oferta e demanda, e os preços do minério já parecem ter começado a precificar isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As vantagens da holding familiar para organizar a herança, a inflação nos EUA e o que mais afeta os mercados hoje

18 de dezembro de 2025 - 8:55

Pagar menos impostos e dividir os bens ainda em vida são algumas vantagens de organizar o patrimônio em uma holding. E não é só para os ricaços: veja os custos, as diferenças e se faz sentido para você

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: De Flávio Day a Flávio Daily…

17 de dezembro de 2025 - 20:00

Mesmo com a rejeição elevada, muito maior que a dos pares eventuais, a candidatura de Flávio Bolsonaro tem chance concreta de seguir em frente; nem todas as candidaturas são feitas para ganhar as eleições

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quanto o seu banco paga de imposto, que indicadores vão mexer com a bolsa e o que mais você precisa saber hoje

17 de dezembro de 2025 - 8:38

Assim como as pessoas físicas, os grandes bancos também têm mecanismos para diminuir a mordida do Leão. Confira na matéria

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar