O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Hoje, os estaleiros que eram símbolo da retomada da indústria naval nos governos do PT de Lula e Dilma estão em recuperação judicial
“Cada geração de empresários paga a sua conta da indústria naval brasileira.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE— André Esteves
O Museu de Grandes Novidades do Brasil acaba de ganhar mais uma obra: A Retomada da Indústria Naval.
Seu retorno já era dado como certo tendo em vista o que diz o PT sobre ela e as declarações que o presidente Luiz Inacio Lula da Silva já havia dado anteriormente.
Quem cortou a fita na inauguração da obra foi o novo presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
“Chego à Transpetro com essa missão de retomar a construção de navios em estaleiros brasileiros”, disse no último dia 4. Se a declaração de Bacci não diz tudo sobre as intenções do governo para a subsidiária da Petrobras, seu currículo o faz. Ele é ex-vice-presidente do Sinaval, o sindicato da indústria naval.
Apreciar esse tipo de obra é difícil para mim pois eu estava na mesa quando o Market Makers recebeu o Marcos Mendes, doutor em economia e pesquisador do Insper.
Ele nos demonstrou que projetos desse tipo já nascem de premissas erradas e velhas.
“Existe um pensamento, que vem da Cepal, lá dos anos 1940, de que crescimento econômico e prosperidade quem faz é o governo. O governo é que tem que puxar o crescimento, estimular a demanda. Uma ideia de que o governo é que tem capacidade de saber quais setores puxarão a economia e portanto receber financiamento subsidiado”, resume Mendes.
Governos infelizmente não conseguem fazer isso, e, ironicamente, a provar é o próprio setor naval. No episódio 24 do Market Makers, Marcos Lisboa, então presidente do Insper, usou as tentativas do governo PT de transformar o Brasil numa potência de estaleiros como exemplo de como iniciativas assim acabam por se tornar uma coleção de favores a empresários que só criam indústrias pouco competitivas e produtos ruins.
“Se você é o governo que cuida da indústria naval, você está distribuindo os benefícios e você não faz a conta do efeito delegado. Na hora que você subsidia, quem compra navio vai pagar mais caro e o navio vai ser de pior qualidade. E você vai deixar de fazer outra coisa, vai largar estrada, portos… Será que o saldo líquido é positivo ou negativo? Nos casos que conheço a contas é bem negativa para o país”, explica Lisboa.
Entendo que as opiniões dos nossos dois convidados podem não ser suficientes para você, portanto vamos aos fatos.
Hoje, os estaleiros que eram símbolo da retomada da indústria naval nos governos do PT de Lula e Dilma, como Atlântico Sul, Ecovix e Enseada, estão em recuperação judicial, conforme esta reportagem do Valor. Isso mesmo tendo recebido R$ 18,7 bilhões do BNDES.
Não se trata aqui de uma perseguição aos estaleiros ou navios. Não temos nada contra eles.
Mas se trata de querer que o governo aprenda e dessa vez conduza uma boa e justa alocação do dinheiro público, pois, se o governo fizer de novo o que já fez — subsídios que resultam em empresas incompetentes — o resultado será o mesmo: falência, recuperação judicial e navios que não flutuam direito.
Leia Também
Abraços,
Renato Santiago
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro