Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
MARKET MAKERS #36

O Brasil da hiperinflação: Entenda os erros de Lula que podem levar o país de volta ao cenário pré-Plano Real

No episódio #36 do podcast, Marcos Mendes, pesquisador do Insper, conta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode estar repetindo os erros cometidos na gestão de Dilma Rousseff

Ao lado do presidente Lula, Dilma Rousseff participou de comício em Curitiba
Ao lado do presidente Lula, Dilma Rousseff participou de comício em Curitiba - Imagem: Flickr/Jeso Carneiro

Há quem se recorde de como era viver no “Brasil da hiperinflação”, o medo de retornar aos mercados horas depois e encontrar um amontoado de remarcação de preços, uma colada por cima da outra. Ao final da década de 80, os preços chegavam a subir mais de 3.000% ao ano no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Plano Real surgiu com a intenção de resolver uma das maiores crises inflacionárias do mundo e trazer os preços de volta a um patamar, no mínimo, aceitável. Desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, o dragão da inflação foi abandonando os palcos brasileiros cada vez mais — isto é, até a explosão da pandemia. 

No ano passado, os temores de inércia inflacionária e indexação voltaram aos holofotes — e, do mesmo jeito que na época da hiperinflação, as altas de preços passadas voltaram a se refletir nos preços futuros e manter a inflação em alta.

Afinal, é tudo uma questão de expectativa. Fabiano Rios, CIO da Absolute Investimentos, chegou a afirmar no Market Makers que a razão para o patamar mais elevado dos juros era justamente a projeção do aumento de preços, chamada de inflação prospectiva. 

No episódio #36 do podcast, o economista Marcos Mendes, Doutor em Economia pela USP e pesquisador do Insper, diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode estar repetindo os erros cometidos na gestão de Dilma Rousseff.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Entre 2011 e 2015, a política monetária do Banco Central foi absolutamente inconsistente. O governo baixou juros na marra achando que isso ia fazer baixar o juros da economia como um todo, e o efeito foi completamente inverso. Na hora que o mercado olhou para a influência política sobre o Banco Central, as taxas de longo prazo dispararam e as expectativas de inflação se desancoraram”, explica Mendes. 

Leia Também

LOTERIAS

Tem brasileiro que já acordou milionário com a Lotofácil — e agora o país inteiro disputa R$ 260 milhões na Quina de São João

NÃO TEM VOLTA

Quina de São João sorteia R$ 260 milhões neste domingo; confira o horário do sorteio e como acompanhar

“A gente vê hoje, de novo, o mesmo discurso. É como se a prática recente não tivesse demonstrado cabalmente que houve uma ‘barbeiragem’ de política monetária ali e que não é a fixação da taxa Selic que determina uma taxa de juros alta na economia brasileira.”

Isso porque, segundo o economista “pai do teto de gastos”, quem determina a taxa de juros altos na economia brasileira são as incertezas, a expectativa de inflação e a insegurança fiscal.  “Toda vez que o Banco Central tenta puxar a Selic, o restante da curva [de juros] não acompanha ou até anda na direção contrária”.

Confira o episódio completo:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil da hiperinflação

O economista Marcos Mendes acredita que o governo de Lula poderia ter um bom resultado caso estivesse focado na atuação nos segmentos ambientais, educacionais e de energia. Porém, o “erro” do petista foi ter escolhido a área econômica.

“Infelizmente, o governo está indo para uma agenda econômica absolutamente retrógrada que repete boa parte dos erros. Não tem uma sinalização clara de política econômica consistente”, afirma o pesquisador.

Em conversa com os apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago, Mendes cita alguns dos projetos que podem acabar com o governo Lula por completo. “Eu vejo sinalizações muito complicadas. Eu não sei como esse governo [de Lula] chegará na metade com esse direcionamento. Corremos o risco de voltar para uma situação pré-Plano Real.”

“Eu acho que a gente vai para um modelo de financiamento inflacionário, a não ser que haja alguma mudança de orientação de política econômica. Hoje, nós estamos discutindo aí se [a inflação] vai ser oito ou seis por cento. Daqui um ano, a gente pode estar discutindo se vai ser de 10%, 12% ou 15%. Isso muda o patamar, e logo será normal discutir se o número estará entre 20% ou 25%.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Clique aqui para ouvir o podcast:

Os erros de Lula

Entre as questões que preocupam o economista Marcos Mendes, estão o “cavalo de pau na gestão da Petrobras” e o programa “Desenrola”, que pretende tirar a negativação do nome de pessoas de baixa renda.

“Você vai pegar 10 bilhões de reais [dos recursos públicos], vai pagar a dívida das pessoas para que elas voltem a tomar crédito. Enquanto o Banco Central está aumentando o juros para acalmar o mercado de crédito, o Poder Executivo está colocando mais pessoas no mercado de crédito que podem tomar crédito novo, dar calote e quebrar de novo. Um programa complicado.”

Já em relação à Petrobras (PETR4), Mendes destaca a interrupção de concessões, privatizações e a “perigosíssima redução de distribuição de dividendos para financiar investimentos”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É só dar play aqui embaixo para assistir à conversa completa!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
26 de junho de 2026 - 9:30
suplemento alimentar anvisa (1) 25 de junho de 2026 - 14:42
Henrique Meirelles 25 de junho de 2026 - 10:44
copa do mundo seleção brasileira 25 de junho de 2026 - 10:10
Logo Wendy´s 24 de junho de 2026 - 15:46
Em primeiro plano, Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG. Em segundo plano, Gabriel Galíopolo, presidente do Banco Central do Brasil. Em destaque, a frase: O problema de Galípolo 24 de junho de 2026 - 13:35
ID da foto:1307414278 24 de junho de 2026 - 10:31

PROGRAMA NACIONAL CELULAR SEGURO

Nova fase do Celular Seguro: governo cria banco nacional para rastrear celulares roubados

24 de junho de 2026 - 10:31
cidades - são paulo 24 de junho de 2026 - 9:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar