O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo
Que a Americanas (AMER3) provavelmente entraria em recuperação judicial todo mundo já sabia. Desde que revelou o rombo contábil bilionário em seus balanços na semana passada, a companhia vinha dando pistas de que pediria socorro à Justiça.
O sinal mais claro veio na manhã desta quinta-feira (19), quando a varejista alertou ter apenas R$ 800 milhões em seu caixa e que, “nos próximos dias ou potencialmente nas próximas horas” ajuizaria a solicitação de recuperação judicial.
Mas, mesmo com todos cientes de que o pedido viria a qualquer momento, sua protocolação menos de cinco horas depois do aviso inicial não deixou de gerar uma grande repercussão.
Como o pedido foi feito com o pregão em pleno vapor, a reação das ações AMER3 foi imediata: aprofundaram a queda que já vinha sendo registrada desde cedo e entraram em leilão por oscilação máxima permitida diversas vezes ao longo da tarde.
O saldo final foi um recuo de mais de 42%, com os papéis cotados a R$ 1, no limite da classificação de penny stocks — ou ação de centavos, que negociam abaixo desse patamar na bolsa.
A queda foi a maior do Ibovespa e também marca a última vez em que a companhia ficou no topo desse pódio ingrato: uma consequência da recuperação judicial é que, a partir de amanhã (20), as ações AMER3 estarão fora do Ibovespa e de todos os outros índices da B3 dos quais faziam parte.
Leia Também
Na outra ponta da tabela, o Magazine Luiza (MGLU3) anotou a maior alta do dia. Os investidores que fogem da Americanas, mas querem manter uma posição no varejo eletrônico, apostam na companhia e impulsionam os papéis.
A oficialização da recuperação judicial da empresa também não impediu o Ibovespa de fechar o pregão em alta.
Na verdade, o que quase atrapalhou a subida do índice foi a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista voltou a criticar a independência do Banco Central e questionou para que serve um BC independente se a inflação e taxa de juros estão elevadas.
A fala provocou um princípio de incêndio nos mercados, mas os bombeiros agiram rapidamente. Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, correu para as redes sociais para assegurar que "não há nenhuma predisposição por parte do governo de fazer qualquer mudança na relação com o Banco Central".
Com o risco político aliviado, o Ibovespa fechou em alta de 0,62%, aos 112.921 pontos. Já o dólar subiu menos e registrou apenas um leve avanço de 0,16%, cotado em R$ 5,1707.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
CONFIRA O RANKING
Americanas (AMER3) fica atrás da Oi (OIBR3) e é a quarta maior recuperação judicial da história do Brasil; entenda como funciona o processo. Tomando como base os R$ 43 bilhões em dívidas que a varejista diz ter, ela é superada por Odebrecht, Oi e Samarco na lista das RJs.
NO PRECINHO
JP Morgan cravou: a bolsa brasileira está barata — veja os setores mais atraentes. Cálculos do banco mostram que a bolsa brasileira está sendo negociada a um múltiplo implícito de 7,1 vezes em um horizonte de 12 meses ante a média dos últimos 10 anos de 10,8 vezes.
DESTAQUES DA BOLSA
MRV (MRVE3) recua após prévia; confira a opinião dos analistas e a recomendação para as ações. O que mais desapontou os investidores e acendeu o alerta para os especialistas foi a queima de caixa de R$ 539,5 milhões nos últimos três meses do ano.
FÊNIX CRIPTO
FTX pode voltar? Entenda rumores de retorno da corretora falida que fizeram a criptomoeda FTT disparar 32%. Quem deu esperanças da retomada foi o CEO responsável por consertar o estrago provocado pelo fundador da exchange.
FATO OU FAKE?
Lula não pode corrigir tabela do IR ainda neste ano? É isso que o governo alega, mas não é bem assim. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se a alteração fosse feita neste ano, só poderia entrar em vigor em 2024, por questões legais; especialistas em tributos discordam e dizem que problema seria fiscal.
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros