O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A gestora de Guilherme Aché, Squadra, publicou uma carta, em 2020, apontando “inconsistências” no balanço do IRB
Muitos investidores ouviram falar de Guilherme Aché pela primeira vez em 2020 quando sua gestora, Squadra, publicou uma carta de 184 páginas apontando uma série de “inconsistências” no balanço do IRB (IRBR3).
Mas Aché está no mercado desde 1991 e coleciona um histórico de investimentos que incluem multiplicações milionárias e uma perda inesquecível.
Formado em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, Aché sempre teve ligação com dinheiro e muita vontade de construir alguma coisa.
Seu primeiro emprego foi num pequeno banco, Performance, especializado em títulos públicos. Após o Performance, foi trabalhar num banco internacional, Montreal Bank, analisando empresas.
Não ficou muito tempo no Performance, pois foi chamado para um processo de entrevistas no Pactual, um dos principais bancos de investimento do país naquela época.
Conseguiu uma das poucas vagas e aos vinte anos estava trabalhando no departamento de análise do Pactual. Três anos depois, tornou-se chefe da área de análise de ações do banco.
Leia Também
Naquele tempo, o Pactual crescia de forma acelerada e tinha quatro sócios experientes e um pessoal mais jovem como o próprio Aché.
Apesar do ambiente pouco amigável e muito competitivo, a vivência no Pactual era muito rica e o contexto proporcionava grandes aprendizados, pois o Brasil passava por um período de grandes sustos na economia, o que implicava enormes impactos nas empresas.
Enquanto estava no Pactual, Aché enfrentou:
O mundo era volátil e o Brasil mais ainda.
Ainda no Pactual, Aché fez um dos investimentos mais marcantes da sua trajetória: recomendou a compra das ações do Banco Nacional.
Pouco tempo depois, o Nacional quebrou junto com vários outros bancos que estavam acostumados a ganhar dinheiro em função da instabilidade da economia e não conseguiram se reinventar após o Plano Real.
O Banco Nacional virou pó e o Pactual perdeu 100% do investimento.
Apesar disso, Aché não foi demitido do Pactual e acredita que isso só aconteceu porque na época não existia nenhum outro analista para colocar em seu lugar.
Em 1998, Aché saiu do Pactual com uma proposta para se tornar um dos sócios da gestora JGP, fundada por Paulo Guedes e André Jakurski (ex-sócios fundadores do Pactual).
Naquela época, a JGP tinha um viés forte de operar no curto prazo e contava com a habilidade única do Jakurski à frente da mesa de operações.
Mas essa nunca foi a especialidade do Aché.
Seu forte sempre foi investir olhando os fundamentos das empresas e com um horizonte de mais de longo prazo. Por isso, era um dos grandes responsáveis pela volatilidade dos fundos da JGP, por que fazia posições grandes e que estavam mais sujeitas aos altos e baixos da bolsa.
Mas nem sempre conseguia convencer os sócios a investir assim e em alguns casos precisava ceder ao estilo mais curto-prazista. Esse “embate” cobrou seu preço num investimento que Aché fez entre 2001 e 2002.
Com o início do ciclo de alta de preços das commodities no mercado internacional, Aché decidiu investir na siderúrgica CSN e comprou, através da JGP, 5% da empresa por um valor total aproximado de US$ 50 milhões.
Em poucos meses a ação subiu 70% e logo embolsaram o lucro.
O call de Aché se demonstrou acertado, mas vender tão rápido “custou” caro: alguns anos depois essa fatia de 5% chegou a valer mais de US$ 1 bilhão.
Se no Pactual aprendeu a importância de evitar os erros capitais, aqueles que fazem o investidor perder tudo, na JGP entendeu a importância de analisar a fundo o risco das operações, porque a grande preocupação da gestora era não perder dinheiro (preservar capital).
Em 2007, Aché já era o terceiro maior sócio da JGP, mas achava que já tinha atingido o limite, não tinha mais pra onde crescer ali.
Com a confiança de que poderia atrair uma boa equipe, no final de 2007, montou sua própria gestora: Squadra Investimentos.
Investindo em ações e tocando também um private equity, Aché acredita que ter um processo de investimentos não é mais um diferencial, pois isso já virou commodity.
Além de conhecer a fundo as empresas, analisar os números e conversar com profissionais que tocam os negócios, o que faz a diferença é ter disciplina para executar o processo.
Em resumo, Aché acredita que seu trabalho é estudar, investir em bons negócios por um preço justo e não vender após qualquer sacudida no mercado.
Aos mais curiosos e que desejam entender quais eram as inconsistências encontradas por Aché e seu time no IRB, deixo aqui os links das três cartas da Squadra sobre o caso:
Carta 1: resumo da análise (fev/20)
Carta 1.2: detalhes da análise (fev/20)
Forte abraço,
Josué Guedes
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais