Como o Ibovespa superou a forte queda da Petrobras (PETR4) e subiu nesta semana? Confira os destaques dos últimos dias
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo

Janeiro costuma ser um período de calmaria no mercado acionário — com muita gente de férias e poucas notícias para movimentar as cotações.
Mas, a poucos dias do fim, o primeiro mês de 2023 vem fugindo completamente desse histórico. Só nesta semana tivemos brigas públicas entre instituições financeiras e Americanas (AMER3), uma troca no comando da maior estatal do país e renovação dos temores com os bancos públicos.
Em viagem à Argentina, o presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmaram que tanto o BNDES quanto o Banco do Brasil utilizarão parte de seus recursos para financiar projetos e exportações nos países vizinhos.
Já nos últimos desdobramentos do caso Americanas, a varejista entregou no início desta semana sua lista de credores para a Justiça no âmbito do processo de recuperação judicial.
Entre os quase 8 mil nomes presentes no levantamento, estão alguns dos maiores bancos privados do país, que são os principais credores da companhia. E o escândalo contábil pesou sobre as cotações: o setor terminou a semana com mais de um representante na ponta negativa do Ibovespa.
O Bradesco (BBDC4), dono do segundo maior débito na lista da companhia, anotou a maior queda semanal. O Itaú (ITUB4), para quem a companhia deve R$ 2,9 bilhões, também apareceu no pódio ingrato.
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Ainda no noticiário corporativo, a União emplacou nesta semana o seu indicado, Jean Paul Prates, para a presidência da Petrobras (PETR4).
A posse do ex-senador, que é crítico da política de preços da estatal e da distribuição de dividendos bilionários, afetou os papéis da companhia na B3. Pressionadas ainda pela queda do petróleo, as ações ordinárias e preferenciais registraram fortes perdas de 3,1% e 2,8%, respectivamente, na semana.
O recuo da Petrobras e dos bancos — que, assim como a petroleira, têm um peso significativo na carteira teórica do Ibovespa — levaram o índice a cair forte nesta sexta-feira (27) e quase apagar os ganhos semanais.
Ainda assim, o Ibovespa avançou 0,25% no período, aos 112.316 pontos, enquanto o dólar à vista recuou 1,84% na semana, cotado em R$ 5,1120.
As perdas do índice com os gigantes foram compensadas pelo avanço dos setores ligados ao consumo e ao turismo — a CVC (CVCB3) registrou a maior alta da semana, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) ficou na segunda colocação com um salto de 18%.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
Confira outras notícias que mexem com o seu dinheiro
AQUILO QUE AINDA NÃO SABEMOS
Americanas (AMER3): Confira seis perguntas que seguem sem resposta duas semanas após a revelação do rombo bilionário. Mercado assumiu postura de desconfiança diante das falhas de comunicação e daquilo que encaram como falta de transparência por parte da varejista.
FUTURO PROMISSOR
Como a ação da Weg (WEGE3) pode subir ainda mais na B3 com um empurrão dos carros elétricos. Os papéis superaram os 15% de alta nos últimos 12 meses, mas podem se valorizar ainda mais na visão dos analistas do Credit Suisse.
É PRA TER CUIDADO?
Bank of America eleva Taesa (TAEE11) de venda para compra, mas faz alerta sobre o pagamento de dividendos. O banco norte-americano passou o preço-alvo de R$ 37 para R$ 39, o que representa um potencial de valorização de 7% com relação ao fechamento desta sexta-feira (27).
'SO FAR, SO GOOD'
Goldman Sachs: Bitcoin (BTC) é o melhor ativo de 2023 até o momento, com ganhos de quase 40% — mas até onde vai? Mesmo com o otimismo, os analistas ainda indicam que os investidores devem manter uma parcela de no máximo 5% dos seus investimentos em ativos digitais.
PRESENTE DE RUSSO
Vingança! Putin não deixa barato e prepara nova ofensiva na Ucrânia — entenda o que ele quer com isso. Do outro lado das trincheiras, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sinaliza que pode ser tarde demais para negociações de paz.
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