Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Bolsonaro inelegível — e agora: teremos a volta da polarização ou uma oportunidade para a direita brasileira?

Se mantendo o quadro definido até aqui, quem perde com a decisão do STF? Além do próprio Bolsonaro, claro, outro perdedor parece ser o Lula

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
NÃO USAR ESSA FOTO - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Imagem: Diário do Comércio

Não sou cientista político. Nem pretendo ser. Apesar disso, sou alfabetizado (ao menos, parcialmente) e capaz de interpretar pesquisas eleitorais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Também não transponho minhas preferências ideológicas para minhas análises econômico-financeiras. Se há alguma curiosidade particular entre os três leitores, posso satisfazê-la: sou um irrefreável liberal na economia e nos costumes.

Feito o disclosure, posso dividir minha perplexidade ao acompanhar a movimentação nas redes sociais ao longo do final de semana. Identifiquei muitos perfis de esquerda, alguns deles claramente lulistas, comemorando a inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Confesso não ter entendido a celebração.

Em se mantendo o quadro definido até aqui, quem perde com a decisão do STF? Além do próprio Bolsonaro, claro, outro perdedor parece ser o próprio Lula, que sempre precisou de seu antagonista favorito para voltar a ser competitivo e, a julgar pelas pesquisas de intenção de voto na última eleição, perderia para qualquer candidato mais centrista num eventual segundo turno.

Sem Bolsonaro, os governadores mais à direita, como Tarcísio e Zema, ou até mesmo de centro-esquerda, como Eduardo Leite, teriam caminho livre para disputar com Lula ou algum outro quadro petista em 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que estamos muito longe e até mesmo uma semana pode ser longo prazo em política. Mas a tendência, mantido o quadro das intenções de voto até aqui demonstrado, seria Lula perder para qualquer um desses. E se Haddad fosse lançado, dado o bom trabalho que vem realizando à frente do ministério da Fazenda e a simpatia conquistada junto à Faria Lima, nem precisaria haver eleição — os mercados poderiam reagir bem com Tarcísio, Zema, Leite ou o atual ministro. 

Leia Também

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como não errar ao pedir crédito, a decisão do Copom e o acordo entre EUA e Irã

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Depois de uma Super Quarta vem uma Super Quinta

Isso é claramente importante porque hoje se forma um consenso sobre uma janela de curto prazo positiva para os mercados brasileiros. A inflação pode ficar na meta já neste ano, o PIB está mais forte do que se esperava, projeta-se, majoritariamente, uma redução de 50 pontos-base na Selic em agosto, com o juro básico caminhando, talvez, para algo como 9% até o final do ano que vem.

O Brasil virou o queridinho entre os mercados emergentes junto do México, até pela falta de alternativas viáveis. Os fundos multimercados e de ações estão aumentando risco em suas carteiras locais.

Só falta a pessoa física — o primeiro movimento já começou, com a redução dos resgates em fundos de risco; infelizmente, o histórico sugere que esse investidor entra mais atrasado, depois de uma alta mais consistente das ações e do início concreto do ciclo de cortes da Selic. Seja como for, esse fluxo ainda vai chegar e pode ajudar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mais interessante, no entanto, é que esse ciclo conjuntural pode se transformar, a se confirmar o cenário citado acima, num longo período estrutural em prol de mais racionalidade econômica, retorno de reformas fiscais e liberalizantes e, ainda mais relevante, numa agenda de medidas para aumento da produtividade brasileira, estagnada há mais de 20 anos. 

Com efeito, essa é a única saída para o Brasil na próxima década. É a real pauta necessária! Não há outra de igual relevância ou sequer parecida.

Com Bolsonaro fora do jogo, o risco é uma oportunidade?

Conforme deixou clara a última pesquisa, a população brasileira cresce em ritmo muito mais lento do que supúnhamos e envelhece rápido. Recorrendo ao modelo clássico de Solow, só podemos crescer com capital, trabalho ou aumento de produtividade.

Não haverá muita mão-de-obra disponível à frente por conta da demografia. Capital também nunca foi nosso forte. Restam os ganhos de produtividade, que só virão a partir de reformas para melhorar o ambiente de negócios e muito investimento em educação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mundo se abre para potenciais ganhos de produtividade como talvez não víamos desde a revolução agrícola. Estamos diante de um tsunami vindo com a inteligência artificial. Até aqui, o Brasil se esforça mais uma vez para honrar o título do país que nunca perde uma oportunidade de perder uma oportunidade. Ainda há tempo de mudar e abraçar essa chance única que o mundo nos oferece.

Aquilo que seria uma janela de 12 meses pode se transformar num longo bull market estrutural. Há dois riscos aqui. O primeiro: esta talvez seja nossa última chance de evitarmos a tragédia de nos tornarmos um país velho antes de virarmos um país rico. O Japão ficou velho e teve de lidar com esse problema, mas pelo menos já era rico. Não teríamos esse privilégio.

O segundo: a direita rachar novamente e termos o nome de Michelle Bolsonaro nas urnas, mantendo a polarização e os mesmos temores de radicalização de parte a parte. O risco é também uma oportunidade para a direita: ela pode se diferenciar da esquerda e mostrar sua capacidade de aprender com os erros do passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Círculo de cadeiras pretas em sala escura, iluminadas no centro, com logotipos de ferramentas de IA nos encostos, voltadas para um espaço vazio 12 de junho de 2026 - 7:16
inteligencia artificial bdr bdrs investimento tecnologia 10 de junho de 2026 - 13:15

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: IPOs das big techs — aos vencedores, a ressaca?

10 de junho de 2026 - 13:15
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma estrada de terra saindo de um canavial em direção a uma cidade do futuro, mas há um buraco no meio do trajeto 10 de junho de 2026 - 8:35
Imagem gerada por inteligência artificial mostra um investidor de terno preto segurando um escudo em que está escrito ETF. Ele está em um escritório e, ao fundo, vemos gráficos vermelhos em queda 9 de junho de 2026 - 8:45
Barril de petróleo sobre dólares Irã Israel guerra 9 de junho de 2026 - 7:08
Examinador lendo um currículo durante uma entrevista de emprego; vagas abertas 7 de junho de 2026 - 8:00
Imagem mostra uma mão feminina escrevendo em um tablet. Símbolos de sustentabilidade e fatores ambientais são projetados. 3 de junho de 2026 - 8:47
Imagem tirada de um drone mostra a cidade de Cartagena. Em primeiro plano, a cidade antiga, e, ao fundo, prédios altos e modernos 2 de junho de 2026 - 8:26
ID da foto:2232370416 Eleição na Colômbia. Mão do homem que põe seu voto na urna e na bandeira da Colômbia no fundo 2 de junho de 2026 - 7:45

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A virada colombiana e o novo pêndulo político da América Latina

2 de junho de 2026 - 7:45
hedge funds ou fundos de fundos imobiliários como almoço grátis no mercado 31 de maio de 2026 - 8:00
Ferrari Luce: faltou conselho? 30 de maio de 2026 - 9:01
Imagem gerada por inteligência artificial mostra cavalos de corrida saindo da bolsa de valores brasileira 29 de maio de 2026 - 8:46
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar