Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Adeus, petróleo? Por que uma Petrobras “do bem” não é necessariamente boa notícia para os acionistas

A estatal está entre as maiores e melhores do mundo em exploração e produção, tem ativos de extrema qualidade e capacidade financeira — mas as vantagens competitivas somem quando o assunto é energia renovável

27 de janeiro de 2023
6:04 - atualizado às 17:50
Montagem mostra torneira com uma gota com o logotipo da Petrobras
Montagem mostra torneira com uma gota com o logotipo da Petrobras - Imagem: iStock / Montagem: Isabelle Santos

Se existe um consenso no mundo inteiro hoje é o de que, em algumas décadas, o petróleo terá um papel muito menos importante na economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investimento em baterias, carros elétricos e painéis solares são apenas alguns dos fatores que mostram que os combustíveis fósseis estão perdendo espaço. 

Desesperados com esse cenário, muitos acionistas de empresas petroleiras mundo afora têm forçado as respectivas gestões a investir pesado em segmentos renováveis, com o objetivo de postergar a morte dessas companhias. E isso, é claro, a inclui a Petrobras (PETR4).

Mas será que isso é realmente bom para os acionistas?

O pato e a Petrobras

O pato é capaz de executar mais tarefas do que a grande maioria dos animais: ele voa, nada e corre. Mas a verdade é que ele não faz nada disso direito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não me leve a mal, eu acho o pato um bichinho simpático. Mas se o pato fosse uma empresa, ele seria medíocre.

Leia Também

Iria perder feio no segmento "voo", "nado" e "corrida" para empresas especialistas e provavelmente iria entregar retornos ruins aos seus acionistas. 

Por que estou dizendo isso? Para triunfar e devolver retornos interessantes aos seus acionistas, as empresas precisam estar entre as melhores nos seus segmentos. Não basta ser "mais ou menos".

Quando se trata de exploração e produção de petróleo (E&P), a Petrobras está entre as maiores e melhores do mundo inteiro, com ativos de extrema qualidade e um corpo técnico bastante qualificado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, sua capacidade financeira permite a ela investir no pré-sal, onde os custos de extração são baixíssimos e a produtividade extremamente elevada, o que implica em diferenciais competitivos relevantes e retornos no segmento de óleo e gás muito superiores aos do Tesouro Selic.

No fim, tudo isso significa enorme capacidade de geração de valor aos acionistas.

Mas essas enormes vantagens competitivas da Petrobras somem quando o assunto é energia renovável. Neste segmento, a capacidade financeira não é um fator tão limitante quanto o pré-sal, e em termos de know-how eu não vejo a Petrobras acima de outros players já consolidados no segmento de energia.

Em outras palavras, nesse segmento não há capacidade de proporcionar retornos tão elevados quanto os do pré-sal aos acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa (possível) mudança significaria lucros decrescentes ao longo dos anos, à medida que o segmento renovável se torna mais representativo dentro do portfólio.

Dependendo da competição e da falta de diferenciação, podemos inclusive começar a ver retornos negativos, o que não só não faz sentido para os acionistas, como também seria um desfavor à sociedade.

Lembre-se que quem cobre eventuais rombos de empresas estatais somos nós, contribuintes, por meio dos nossos impostos.

O que importa é rentabilidade e alocação de capital

Essa discussão é muito importante porque, há alguns meses, eu tenho lido em vários lugares que o investimento em energia renovável traria longevidade e salvação aos acionistas da Petrobras, já que o petróleo está com os dias contados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é um enorme engano.

Duzentos anos de retornos pífios são muito (muito!) piores para os acionistas e para a sociedade do que uma empresa que proporciona dividendos formidáveis em um curto período de vida.

Para o governo, o “trade-off” é ainda pior, já que além de não receber dividendos e impostos da companhia por duzentos anos, ele ainda corre o risco de ter que fazer novos aportes para cobrir eventuais rombos — obviamente, com os impostos que você paga!

Ou seja, em nenhuma circunstância — nem financeira, nem política e muito menos social — o "ralo de dinheiro eterno" seria a melhor escolha. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso não quer dizer que a Petrobras não deveria investir nem um centavo em energia renovável.

Fonte: Petrobras

Com investimentos planejados da ordem de R$ 80 bilhões para os próximos anos, a companhia pode se dar ao luxo de destinar alguns bilhões para "investimentos verdes", até para incentivar o desenvolvimento deste mercado no Brasil e "sair bonita na foto". 

Mas não ache que investimentos pesados em energia renovável e longevidade são a chave para retornos exuberantes para os acionistas da Petrobras — incluindo aqui o próprio governo. 

Deixe os investimentos em renováveis para quem realmente entende do assunto e tem diferenciais competitivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Petrobras: Um exercício simples, mas esclarecedor

Hoje as ações da Petrobras negociam por cerca de R$ 26. Considerando os dividendos esperados para 2023 (R$ 5 por ação) e assumindo o mesmo resultado nos próximos anos, a recuperação do investimento via dividendos aconteceria em menos de seis anos, e tudo o que viesse depois seria lucro.

Ou seja, o fato de a Petrobras viver apenas mais dez anos não necessariamente significa prejuízo para os acionistas. Aliás, se mantiver a rentabilidade atual, dez anos seria mais do que o suficiente para retornos formidáveis. 

Por outro lado, você poderia comprar PETR4 por R$ 26 hoje e, depois de mais de um século de investimentos ruins, prejuízos e nenhum dividendo recebido, o seu tataraneto venderia a ação herdada de você com 80% de prejuízo em 2150. A longevidade não teria adiantado nada nesse caso.

De olho nos polpudos dividendos provenientes do pré-sal — e não na longevidade da Petrobras – a série Vacas Leiteiras mantém a companhia na carteira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
dinheiro

A série Vacas Leiteiras conta com 16 ações selecionadas pelos analistas Ruy Hungria, Rodolfo Amstalden e Richard Camargo. São empresas robustas, com forte geração de caixa, que distribuem “Super Dividendos”: pagamentos de R$ 1.000, R$ 5.000 ou até R$ 10.000 podem cair na sua conta durante o ano todo.

E o melhor de tudo: o primeiro pagamento pode ser feito já nos próximos 30 dias. Clicando neste link, você acessa todas as informações sobre a série e pode buscar seus “Super Dividendos” a partir de agora.

Powered by Empiricus Research.

Um grande abraço e até a semana que vem!

Ruy

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia