🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

DE OLHO NAS REDES

O ultimato de Mark Zuckerberg: se não quiser pagar, pare de reclamar — por que a Meta quer cobrar mensalidade de usuários, é o fim da era da internet de graça?

Bia Azevedo
Bia Azevedo
19 de novembro de 2023
8:15 - atualizado às 12:35
mark zuckerberg
Imagem: Shutterstock/Montagem Felipe Alves

Recentemente, a Meta (dona do Facebook e Instagram), de Mark Zuckerberg, deu duas opções para os usuários de vários países da Europa: ou vocês pagam para usar nossas redes sociais, ou param de reclamar que nós usamos seus dados para anúncios. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem escolher a primeira alternativa terá que desembolsar quase 10 euros (R$ 52,80 na cotação atual) por mês para versão web das duas redes ou 12,99 euros (R$ 68) para iOS e Android. 

Mas nem mesmo quem optar pelo pagamento vai estar livre de ser decodificado pela empresa. Isso porque a mensalidade garante que suas informações não serão usadas em anúncios, mas não quer dizer que a Meta vai desistir delas. 

A rede social ainda vai saber por onde você anda, do que você gosta, sua etnia, gênero, opiniões políticas, terá uma estimativa da sua renda e assim por diante.

No comunicado, a companhia praticamente parece deixar claro que está fazendo isso a contragosto. “Acreditamos em uma internet baseada em anúncios, que dá às pessoas acesso a produtos e serviços personalizados, independentemente da sua situação econômica”, afirma a empresa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A impressão é de que, com isso, a Mark Zuckerberg dá um ‘cala boca’ na União Europeia, que vinha encrencando com a política de dados da Meta há um tempo. 

Leia Também

Não dá para esquecer que o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), que vigora nos países do bloco desde 2016, é a legislação de privacidade e segurança mais rígida do mundo. 

Mark Zuckerberg, inclusive, já teve que ficar de frente com o Parlamento Europeu por causa da suspeita de uso indevido de dados pessoais dos usuários na esteira do escândalo da Cambridge Analytica

Além disso, é possível olhar para a medida da Meta como uma forma de testar se os internautas são realmente tão contra o uso de dados assim. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No final a questão é a seguinte:

Se é isso que Mark Zuckerberg quer, você se importa tanto assim em ser um … produto

“Se você não está pagando por um produto, o produto é você”. A frase resume o acordo tácito entre sociedade e as big techs. Todos nós meio que sabemos que o Facebook ou o Instagram nunca foram de graça mesmo, os usuários são a commodity. 

O famoso documentário de Jeff Orlowski, O Dilema das Redes, mostra exatamente como funciona o mecanismo de recompensa que nos vicia nos aplicativos e usa isso para vender cada vez mais informações para quem puder pagar melhor. 

É uma simples questão hormonal. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A série de likes, compartilhamentos e comentários faz nosso cérebro liberar a substância que todos nós buscamos: a dopamina, carinhosamente apelidada de a Kim Kardashian dos hormônios pelo psicólogo britânico Vaughan Bell, por ser um hormônio bem famoso. 

Quanto mais vício, mais dados. E assim a máquina de Mark Zuckerberg e outros bilionários se alimenta. 

Não me entenda mal, eu adoro trocar minhas informações mais sensíveis por alguns  minutos (ou algumas horas) de vídeos divertidos e rápidos, ou posts motivacionais. Afinal, além de tudo, esse é meu trabalho.  

Mas a questão é que esse mecanismo parece não estar sendo mais o suficiente. A Meta não é a primeira empresa a começar a cobrar pelos seus serviços — mesmo que a mensalidade para Facebook e Instagram só esteja em vigor em países da Europa, por enquanto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Decisão de Mark Zuckerberg sinaliza para o fim da era da internet de graça?

A primeira plataforma entre as gigantes que capturou esse movimento foi o YouTube, que começou a cobrar uma mensalidade para você poder curtir seus vídeos sem anúncios. 

O serviço já havia alcançado mais de 80 milhões de pessoas no final de 2022 e eu conheço muita gente que se gaba de estar muito mais feliz na plataforma depois de se tornar pagante.

Mesmo assim, o número não chega nem a 4% do total de usuários ativos do YouTube, que já ultrapassa os 2 bilhões globalmente. 

Outras redes sociais também já estão de olho na cobrança. Recentemente, o TikTok confirmou que está fazendo testes como esses em um país que ainda não foi revelado. O que se sabe até agora é que o serviço poderia custar em torno dos US$ 4,99 (pouco mais de R$ 24, na cotação atual).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E nem o X (ex-Twitter) está à salvo. De uns tempos para cá, Elon Musk vem ventilando a ideia de cobrar um dinheiro mensal dos usuários. Supostamente, a intenção seria evitar os bots na plataforma. A rede social já cobra cerca de R$ 38  pelo selo de verificação. 

 O Reddit também oferece a opção paga por US$ 5,99 ao mês (R$ 29,17).

Até pode dar certo, mas…

Ou seja, a internet baseada unicamente em anúncios que conhecíamos parece estar dando indícios de fraqueza. Será que esse é o começo de uma mudança estrutural ou não vai colar? 

Por ser um movimento relativamente novo, ainda precisamos de mais testes para saber se essa é uma tendência de fato. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas 3 pontos podem ser considerados, um ‘a favor’ e dois ‘contra:   

1- A cobrança, em teoria, pode sim ser lucrativa: de acordo com os cálculos do The Washington Post, a empresa de Mark Zuckerberg lucra menos de US$ 8 por mês por cada pessoa usando o Facebook. O que significa que uma mensalidade de US$ 17 faria a companhia arrecadar mais do que com os anúncios. 

2- Tem quem não se importe: eu, por exemplo, não ligo o suficiente para o compartilhamento dos meus dados ou em ver anúncios a ponto de estar disposta a pagar. Por ser uma péssima decisão? Sim, mas não me convence. 

3 - Nem todo mundo será capaz de pagar: o que não dá para deixar fora da jogada é que uma parte relevante dos usuários simplesmente não vai ter condições de pagar. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com  Nina Jankowicz, pesquisadora e escritora americana, a extensão que o Facebook possui entre as camadas mais pobres da população global é impressionante. 

Países como Índia e Filipinas estão entre os mercados em que a Meta mais se expande, onde milhões de pessoas acessam as redes de empresas pelo celulares, pois os planos de telefonia garantem o acesso gratuito às plataformas. 

Ou seja, essas pessoas usam o Facebook e afins para estar em contato com o mundo. Não é tão simples assim abandonar as redes.

O que significa que, para boa parte dos usuários, não é uma opção reservar seus dados. Isso coloca em questão se realmente seria uma escolha dos usuários ou, como eu disse, uma forma das big techs fugirem da discussão com legisladores sobre o tópico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Algo do tipo: “vamos fazer uma para inglês ver”. 

A conclusão, por enquanto, parece ser uma internet ainda gratuita, mas que segrega quem quer ou não ter seus dados compartilhados. E você, pagaria para as redes sociais não usarem os seus dados? Mande um e-mail pra gente com o seu comentário.

O Seu Dinheiro segue (de graça) em todas as redes

Enquanto isso, o Seu Dinheiro continua postando conteúdos exclusivos e relevantes para o seu bolso em todas as redes sociais. Fica o convite para se inscrever no nosso canal do YouTube. Basta clicar aqui. 

Publicamos diariamente conteúdos e análises de mercado que te ajudam no processo de acumulação de capital. Clique aqui e se inscreva. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nós ainda temos um canal no WhatsApp para quem quer ficar ainda mais próximo da nossa redação. Clique aqui e faça parte desse grupo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar