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Bruno Savaris revelou as duas principais apostas em ações do fundo Itaú Hunter para 2024; confira as teses do fundo
Mesmo que o filme do Ibovespa esteja mais para uma novela mexicana traumática em 2023, o desempenho do principal índice de ações da bolsa brasileira no último mês fez a fotografia dos mercados sair bonita.
O índice acionário avançou 12,54% em novembro e terminou o mês perto das máximas do ano, aos 127.331 pontos, despontando como o melhor investimento do mês.
A melhora da bolsa foi influenciada pelo otimismo dos mercados após dados mais positivos nos Estados Unidos e a perspectiva de um soft landing (pouso suave, em português) da economia norte-americana, aliada a um dólar mais fraco que é benéfico para mercados emergentes como um todo.
Apesar da corrida do Ibovespa em novembro, Bruno Savaris, gestor do fundo multimercado
Itaú Hunter Total Return, afirma que a bolsa ainda tem espaço para subir mais em 2024 — ainda que a assimetria agora seja menor do que antes do rali.
Em evento da Itaú Asset Management, o gestor projetou que o principal índice de ações brasileiro pode atingir a marca de 145 mil pontos no próximo ano.
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Vale ressaltar que o Itaú Hunter Total Return realiza investimentos nos mercados de renda variável, renda fixa, moedas e commodities no Brasil e no exterior. O fundo acumula uma rentabilidade de 9,19% no ano, equivalente a 76% do rendimento do CDI em 2023.
Desde sua criação, em julho de 2020, o Itaú Hunter entregou um rendimento de 44,5%, 11,7 pontos percentuais acima do retorno do CDI no acumulado do período.
No segmento de renda variável, a carteira do fundo Itaú Hunter é composta principalmente por ações de commodities, com maior exposição ao setor de petróleo devido aos patamares elevados de dividendos.
Além disso, o fundo mantém investimentos em papéis mais defensivos, como ativos ligados a concessionárias de serviços públicos, varejo alimentar e shoppings.
Já do lado do varejo geral e de saúde, o gestor destaca que não vê assimetria boa nos setores.
No caso das varejistas, Saravis destaca o “problema crônico de competição”, especialmente após a entrada de rivais asiáticas como Shein e Shopee.
Já para as empresas de saúde, o gestor ressalta a falta de um “perfil de crescimento adequado para os múltiplos em que as companhias negociam”.
Mas existe um setor da bolsa brasileira que chama a atenção do gestor: o de bens de capital.
Na visão do especialista, o setor conta com uma assimetria relevante — e Savaris revelou as duas principais apostas em ações do Itaú Hunter para 2024: Embraer (EMBR3) e Marcopolo (POMO4).
No caso da Embraer (EMBR3), o gestor acredita que a empresa brasileira deve ter um ano “bastante interessante” em 2024.
“A gente vê revisões de quase 50% nas estimativas operacionais da empresa. É um momento onde você vê todos os segmentos de negócio se recuperando de forma sincronizada”, afirma, durante o painel.
Nas contas de Savaris, a ação EMBR3 atualmente negocia com desconto acima do padrão em relação ao múltiplo histórico do papel.
Já a segunda aposta da Itaú Asset, a Marcopolo (POMO4), trata-se de uma tese que “deve se manter de pé independente do cenário macroeconômico” que vier pela frente, de acordo com Savaris.
Segundo o gestor, a companhia de ônibus “fez a lição de casa” e deve se beneficiar da atual situação do Brasil, com passagens aéreas mais caras e com a retomada dos investimentos do governo no programa “Caminhos da Escola” para ônibus escolares.
“Tem bastante gente pegando ônibus agora e o governo agora volta a priorizar o ‘Caminhos da Escola’, que é um programa de ônibus escolar em que a empresa ganhou uma grande licitação.”
Na análise do gestor, a companhia entrega um retorno sobre o capital investido de quase 25%, enquanto negocia a um múltiplo baixo em relação aos números históricos, de aproximadamente 4,5 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) — contra máximas de 11 vezes o indicador.
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