🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

CAMPO MINADO

A guerra entre Israel e Hamas vai chegar à bolsa? Os desafios dos mercados globais a partir desta segunda-feira (09)

A catástrofe humana é inegável. O que não se sabe ainda é o tamanho da bomba que pode cair sobre os mercados globais — mas existem algumas pistas sobre o campo minado no qual os investidores podem operar

Carolina Gama
8 de outubro de 2023
17:11 - atualizado às 14:50
petróleo caindo sobre notas de dólar afeta bolsas hoje
Imagem: Shutterstock

Os investidores globais foram dormir na sexta-feira (6), de certa forma, aliviados: o impacto do payroll, como é conhecido o principal relatório de emprego dos EUA, foi absorvido, as bolsas ao redor do mundo fecharam em alta e, por aqui, o dólar terminou em queda. Mas devem acordar nesta segunda-feira (9) com outra preocupação no radar: os efeitos da guerra entre Israel e o Hamas sobre os ativos de risco. 

No sábado (7), o Hamas realizou um ataque surpresa e sem precedentes contra o território israelense — que respondeu com uma contraofensiva que não tem data para acabar e pode ganhar escala. 

Isso porque o Hezbollah, grupo extremista libanês inimigo de Israel e com grande potencial bélico, realizou uma ofensiva contra o país no domingo (8), deixando o mundo em um estado de alerta ainda maior. 

A catástrofe humana —  milhares de mortos e feridos dos dois lados logo nas primeiras 24 horas — é inegável. O que não se sabe ainda é o tamanho da bomba que pode cair sobre os mercados globais a partir desta segunda-feira (9). Mas existem algumas pistas sobre o campo minado no qual os investidores podem operar. 

O Seu Dinheiro contou na sábado quais podem ser os feitos da guerra entre Israel e o Hamas sobre o seu bolso e sobre os seus investimentos. 

Israel x Hamas e o petróleo no front

Na linha de frente do conflito entre Israel e o Hamas está o petróleo. A guerra acontece em uma região repleta de grandes produtores da commodity, entre eles a Arábia Saudita. 

Leia Também

Embora tenham terminado a sexta-feira (6) em alta, tanto o petróleo tipo Brent — usado como referência internacional, inclusive pela Petrobras (PETR4) — como o WTI, a referência para o mercado norte-americano, acumulam perdas de mais de 8% na semana e estão longe do patamar de US$ 100 o barril. 

A guerra entre Israel e o Hamas, portanto, tem um potencial enorme de fazer o petróleo disparar a partir da segunda-feira (9), quando os mercados voltam a operar normalmente. 

“A escalada do conflito entre Israel e o Hamas pode desencadear uma instabilidade regional, afetando potencialmente a produção e o transporte de petróleo no Médio Oriente”, disse o analista da FX Empire, James Hyerczyk. 

Ele não descarta que a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) e seus aliados liderados pela Rússia — grupo conhecido como Opep+ — reavalie os cortes de produção diante dos acontecimentos globais que se desenrolam, impactando significativamente a oferta e os preços do petróleo.

  • ONDE INVESTIR EM OUTUBRO? Analistas da Empiricus Research revelam suas principais recomendações para o mês em entrevista completa para o Youtube do Seu Dinheiro. Assista agora:

Segundo pelotão: as commodities metálicas 

O ouro e a prata gozam do status de porto seguro durante tempos de turbulência geopolítica e, a possibilidade é de que o aumento das tensões provoque uma procura ainda maior por esses ativos de preservação de capital. 

“Os desenvolvimentos geopolíticos têm frequentemente um efeito cascata sobre os valores monetários. Se o dólar enfraquecer como resultado do conflito, a prata ou o ouro podem se tornar mais acessíveis para os detentores de outras moedas, possivelmente aumentando o preço desses ativos”,  disse Hyerczyk. 

O analista da FX Empire lembra, no entanto, que movimentos especulativos, que também tendem a aumentar durante as tensões geopolíticas, poderão compensar o impacto sobre a procura, adicionando uma camada de volatilidade aos preços do ouro ou da prata. 

Na sexta-feira (6), os contratos futuros do ouro com vencimento em outubro fecharam com alta de 0,84%, cotados a US$ 1.831,80. Na semana, no entanto, acumulam perda de quase 1%. Já a prata avançou 2,92%, para US$ 21.645, acumulando queda de 2,81% na semana. 

Dólar no conflito em Israel

O dólar também é considerado um abrigo em momentos de incerteza no mercado, no entanto, os especialistas acreditam que as reações da moeda norte-americana estarão mais ligadas aos indicadores dos EUA desta semana, em especial os dados de inflação, do que à guerra entre Israel e o Hamas. 

“Esses eventos de risco são importantes e merecem atenção, mas as reações do dólar devem continuar mais ligadas às expectativas em relação à próxima decisão de política monetária do Federal Reserve, por isso, os investidores devem estar mais atentos aos dados de inflação da semana”, disse Aaron Hill, analista da FX Empire. 

Ele destaca a publicação da ata da reunião de setembro do BC norte-americano, na quarta-feira (11), e a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de setembro, na quinta-feira (12). 

Os Treasurys

Na semana passada, os investidores assistiram à disparada dos juros dos Treasurys — que atingiram o maior patamar em 16 anos. Na sexta-feira (6), os yields dos títulos com vencimento mais longo, de 30 anos, bateram na casa dos 5%. 

Esse avanço foi patrocinado por alguns fatores como a venda desses papéis por Japão e China, pela perspectiva de novo aumento dos juros pelo Fed ainda este ano e pelos dados mais fortes do que o esperado do mercado de trabalho norte-americano. 

Para o economista André Perfeito, caso o petróleo suba, os investidores continuarão colocando pressão sobre os juros norte-americanos — a alta dos yields dos Treasuries significa queda de ativos de risco e a penalização de ativos emergentes, inclusive os brasileiros.

 "Não me parece que o conflito irá se alastrar pela região envolvendo outros países, mas só essa possibilidade já mostra que a preferência pela liquidez dos agentes deve subir, fazendo com que ativos considerados livres de risco avancem", diz Perfeito.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar