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A usina de Zaporizhzhia abriga seis dos quinze reatores nucleares em território ucraniano; missão russa diz que pessoal da usina continua trabalhando normalmente

As forças militares já controlam o território no entorno da maior usina nuclear da Europa, a usina de Zaporizhzhia. A informação foi dada por Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA).
O ataque à região ocorreu na esteira da tomada de controle de Chernobyl, que aconteceu na última quinta-feira (24), primeiro dia da invasão russa à Ucrânia.
Para se ter uma ideia do tamanho da usina de Zaporizhzhia, seis dos quinze reatores para geração de energia nuclear em território ucraniano estão por lá.
A Missão Permanente da Federação Russa junto às organizações Internacionais em Viena afirmou em carta enviada ao diretor-geral que o pessoal da usina continua trabalhando normalmente, sem interrupções no fornecimento de energia ou no monitoramento dos níveis de radiação, que permanecem normais.
Na terça-feira (1), a Ucrânia havia comunicado à agência que o operador nacional ainda detinha o controle de todas as plantas do país. Na manhã de hoje (2), a Inspetoria Estatal de Regulação Nuclear da Ucrânia (SNRIU) enviou atualização em que afirma manter contato permanente com as usinas e que estas continuam operando normalmente.
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O Inspetor-Chefe Interino do SNRIU também pediu assistência para a IEAE para assegurar a segurança da central nuclear das centrais nucleares abrigadas no país, inclusive Chernobyl.
Para atender ao pedido, Grossi pretende manter contato e realizar consultas. O Diretor-Geral também afirmou que qualquer ação militar que possa ameaçar a segurança das usinas deve ser evitada e que as equipes que garantem a operação das plantas devem continuar aptas a realizar seu trabalho sem qualquer pressão indevida.
A usina de Chernobyl fica a cerca de 15 quilômetros da fronteira entre Ucrânia e Belarus, país que deve receber as delegações da Rússia e da Ucrânia para negociações de paz.
No dia seguinte à invasão foi detectada uma mudança nos níveis de radiação da região, que extrapolaram os níveis considerados normais. Especialistas da SNRIU afirmam que a mudança se deve ao movimento de um grande número de máquinas militares pesadas levantando a camada superior do solo no ar.
De acordo com fonte de segurança russa ouvida pela Reuters, a decisão de tomar o controle da região seria uma espécie de sinalização para que a Otan não interfira no conflito.
*Com informações da Reuters
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