Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

RENDA FIXA

Letra de Câmbio (LC): entenda o que é, como funciona e se vale a pena investir nesse título de renda fixa

Títulos emitidos por financeiras funcionam de forma muito parecida com os CDBs e também contam com garantia do FGC

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de julho de 2025
15:18 - atualizado às 12:31
Dinheiro em espécie - notas de real
LCs tendem a ser mais rentáveis que CDBs de prazo equivalente. Imagem: Canva Pro

O universo da renda fixa com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), a mesma garantia da poupança, não se restringe aos já razoavelmente conhecidos CDBs, LCIs e LCAs. Existe ainda um quarto tipo de título bastante acessível para as pessoas físicas que funciona de forma muito parecida com os CDBs, mas com uma rentabilidade geralmente "turbinada": a Letra de Câmbio (LC).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As Letras de Câmbio (LC) são títulos de renda fixa privada emitidos por sociedades de crédito, investimento e financiamento, popularmente conhecidas como financeiras. Ao contrário do que o nome pode sugerir, portanto, as LC não têm nada a ver com operações envolvendo moedas estrangeiras.

Elas podem ser caracterizadas como os "CDBs das financeiras" pelo funcionamento semelhante ao dos CDBs e pela proteção do FGC para os valores investidos.

O que é uma Letra de Câmbio (LC)?

Assim como os bancos emitem CDB, as financeiras emitem LC para captar recursos junto a investidores e financiar suas atividades. Ou seja, quem compra uma Letra de Câmbio está emprestando dinheiro para a financeira emprestar para outras pessoas e empresas. Em troca, o investidor que adquiriu a LC recebe uma remuneração.

Assim, as Letras de Câmbio precisam ter lastro, isto é, a financeira precisa ter empréstimos e financiamentos atrelados à LC e que sirvam de garantia para o papel.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto rendem as Letras de Câmbio? 

Podemos considerar que as Letras de Câmbio são "CDBs turbinados" porque elas costumam pagar um pouco mais que os CDBs de mesmo prazo, ainda que contem com a mesma proteção do FGC.

Leia Também

É que as financeiras normalmente têm maior dificuldade de captar recursos que os bancos, mesmo os de médio porte, além de normalmente fazerem empréstimos com nível de risco mais elevado. Isso as obriga a oferecer remunerações maiores para atrair os investidores.

A maioria das LC é pós-fixada, com remuneração expressa na forma de um percentual da taxa DI, uma taxa de juros que caminha bem próxima da Selic. Geralmente, as LC pós-fixadas pagam mais de 100% do CDI.

Pode haver também LC prefixadas, que pagam uma taxa acordada no ato do investimento, sem correção por qualquer indexador. Por exemplo, 10% ao ano, 12% ao ano, 8% ao ano, e assim por diante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Finalmente, a rentabilidade da Letra de Câmbio pode também ser atrelada à inflação, expressa na forma de uma taxa prefixada mais a variação da inflação pelo IPCA.

Quais são os prazos e a liquidez das Letras de Câmbio?

Existem Letras de Câmbio de curto, médio e longo prazo, podendo ultrapassar os cinco anos. Para investir nesses papéis é recomendado casar a data de vencimento com a data em que se pretende usar os recursos, pois em geral não é possível resgatá-los antes do fim do prazo.

Existe um valor mínimo para investimento em Letra de Câmbio?

O investimento mínimo em Letra de Câmbio também costuma variar bastante, mas em geral essa aplicação é bastante acessível à pessoa física.

Mas assim como ocorre com outros títulos de renda fixa privada, quanto maior o valor do investimento, melhores são as remunerações obtidas. Porém, com alguns poucos milhares de reais já é possível comprar uma LC que renda mais de 100% do CDI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Riscos das Letras de Câmbio

O risco mais evidente das Letras de Câmbio é o de liquidez, uma vez que elas precisam ser levadas até o vencimento. Vendas antecipadas nem sempre são possíveis, e podem sacrificar os rendimentos.

Por isso, não se deve usar esses títulos como reserva de emergência, pois esta deve ser alocada em uma aplicação com liquidez diária. 

Outro tipo de risco que precisa ser salientado é o risco de crédito. Basicamente, quando se trata de Letras de Câmbio, o investidor está exposto ao risco de calote da instituição financeira que emitiu o papel. Isso faz com que as LCs sejam, no geral, mais arriscadas que os títulos emitidos por bancos, como os CDBs, LCIs e LCAs.

Afinal, as financeiras são instituições de pequeno e médio porte, cuja atuação é concentrada em setores econômicos específicos, como financiamento de veículos, empréstimo consignado, financiamento de maquinário, entre outros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Elas costumam fazer empréstimos apenas para determinados tipos de clientes, ficando muito expostas aos riscos específicos dos nichos em que atuam. Também podem trabalhar com mutuários com maior risco de crédito.

Entretanto, a garantia do FGC mitiga esse risco e na prática iguala as LC aos CDB e à caderneta de poupança para quem não for investir acima do limite garantido.

O FGC cobre os investimentos em LC e em outras aplicações garantidas até um limite de 250 mil reais por CPF, por instituição financeira, e até um limite global de R$ 1 milhão de reais, somando-se todas as instituições financeiras. 

Assim, respeitando os limites de cobertura, as LC podem ser consideradas tão seguras quanto a poupança e os CDB. Em caso de quebra da financeira que emitiu o papel, o investidor é ressarcido pelo fundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Taxas e tributação das Letras de Câmbio

Não há cobrança de taxas para o investimento em Letra de Câmbio. Quanto aos impostos, são válidas as mesmas regras dos CDB. Os rendimentos sofrem a cobrança de imposto de renda na fonte, de acordo com a tabela regressiva válida para as aplicações financeiras:

Prazo da aplicaçãoAlíquota de IR
Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20,0%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15,0%

Investimentos de prazo inferior a 30 dias também sofrem cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os rendimentos, porém normalmente as LC têm prazos maiores que um mês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar