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Presidente vem reforçando seu time para a fase final das eleições com nomes da direita da política brasileira; confira os apoios que podem fazer a diferença na reeleição de Bolsonaro
Menos de 24 horas depois da definição do primeiro turno das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciaram uma verdadeira corrida em busca de apoio para a última etapa do pleito, marcada para 30 de outubro.
A corrida contra o relógio não se deu por acaso: a união de forças políticas pode ser decisiva para a definição do próximo chefe do Executivo — e para os rumos que o novo governo vai trilhar.
Embora Bolsonaro tenha encerrado o primeiro turno com uma votação mais alta do que antecipavam as pesquisas, ele foi o primeiro presidente a tentar a reeleição que não terminou o primeiro turno à frente de todos os demais desafiantes. Em tese, ele precisa tirar uma diferença de mais de 6 milhões de votos.
E enquanto Lula lançou-se cada vez mais ao centro, em alguns momentos flertando com a centro-direita, os apoios obtidos por Bolsonaro concentram-se à direita do espectro político.
Se ideologicamente a opção parece limitada e proporciona poucas novidades em relação ao primeiro turno, do ponto de vista eleitoral, os partidos identificados com o campo conservador poucas vezes estiveram tão representados no Congresso Nacional.
Bolsonaro leva para seu palanque no segundo turno os governadores reeleitos de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), já livres das amarras da campanha.
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Ele também conquistou o apoio de Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo derrotado na tentativa de reeleição no último domingo (2).
Bolsonaro ainda conseguiu o apoio do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro (União Brasil), que deixou o governo em 2020 rompido com o presidente.
Outro nome que faz parte do time de apoiadores de Bolsonaro no segundo turno é o do ex-procurador da operação Lava Jato Deltan Dallagnol (Podemos), o deputado federal mais votado do Paraná.
De todos os apoiadores de Bolsonaro, Zema é apontado como o mais importante. O governador do Novo foi reeleito em primeiro turno, mas quem venceu a votação para presidente em Minas foi Lula.
O ex-presidente obteve 48,29% da votação no segundo maior colégio eleitoral do país. Bolsonaro conseguiu 43,60%. Essa informação ganha ainda mais relevância pelo fato de, em todas as eleições presidenciais de 1989 a 2018, quem venceu em Minas Gerais chegou ao Palácio do Planalto.
O reforço de Zema pode ajudar a reverter esse quadro em favor do atual presidente. Ao anunciar apoio a Bolsonaro (PL) no segundo turno, o governador reeleito alegou ter herdado "uma tragédia" quando assumiu Minas Gerais, em 2019. Ele é sucessor de Fernando Pimentel (PT), correligionário de Lula.
Talvez a maior surpresa entre os apoios declarados a Bolsonaro nos últimos dias tenha sido o manifestado por Rodrigo Garcia (PSDB), atual governador de São Paulo.
Durante toda a pandemia de covid-19, o governo paulista comandado por João Doria e o Palácio do Planalto se digladiaram. O fechamento da economia, a proibição de aglomerações, o uso de máscaras e as vacinas foram as principais fontes de conflito com Bolsonaro.
Doria deixou o governo de São Paulo para tentar concorrer à presidência, mas acabou perdendo a vaga para a senadora Simone Tebet (MDB), representante da chamada terceira via apoiada pelo PSDB.
Foi quando Rodrigo Garcia entrou em cena. Vice de Doria, Garcia trocou o DEM pelo PSDB, assumiu o governo e tentou a reeleição, mas ficou em terceiro lugar na disputa por São Paulo. A derrota eleitoral pôs fim a uma hegemonia de 28 anos do PSDB no Estado mais rico da federação.
Na terça-feira (4), Garcia declarou apoio “incondicional” a Bolsonaro. O anúncio pegou o PSDB e até mesmo a equipe de governo desprevenidos.
Diante do passo de Garcia, o PSDB liberou seus integrantes para votar em quem quiserem no segundo turno das eleições presidenciais.
Tasso Jereissati, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros caciques tucanos foram para o lado de Lula.
A decisão de Garcia também levou secretários do Estado a apresentarem pedidos de demissão ao governador de São Paulo. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, secretário de Ações Estratégicas do governo de São Paulo, integra a lista de demissionários.
Em contrapartida, o centrão tenta atrair Rodrigo para a fusão em andamento entre PP e União Brasil.
À primeira vista, o posicionamento parece mais benéfico para o próprio Rodrigo Garcia do que para Bolsonaro, uma vez que o governador não demonstrou força nas urnas e aprofundou o racha do partido pelo qual concorreu.
Além do mais, o presidente já conta com um palanque no Estado mais rico da federação, já que o ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos) está no segundo turno na eleição para governador contra Fernando Haddad (PT).
No front dos governadores reeleitos em primeiro turno, além do mineiro Zema, Bolsonaro conta com os apoios de Claudio Castro (PL-RJ), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ratinho Junior (PSD-PR).
Bolsonaro ainda está pressionando pelo apoio de ACM Neto (União Brasil), candidato que disputará o segundo turno na Bahia contra o petista Jerônimo Rodrigues.
A pressão não é sem motivo: a Bahia, junto com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, forma os quatro maiores colégios eleitorais do país.
Outro candidato a governador ao lado de Bolsonaro é seu ex-ministro Onyx Lorenzoni, que disputa o governo do Rio Grande do Sul com Eduardo Leite (PSDB).
Em 2018, logo depois de garantir a vitória nas urnas que o levou ao Palácio do Planalto, Bolsonaro convidou Sergio Moro para integrar o governo. No início de 2019, já na condição de ex-juiz da Lava Jato, Moro assumiu o cargo de ministro da Justiça.
Na ocasião, Moro era considerado um símbolo da luta contra a corrupção por ter condenado Lula à prisão — imagem bastante explorada pelo novo ocupante do Palácio do Planalto. Tinha status de superministro.
Mas a lua de mel com Bolsonaro durou pouco. Em abril de 2020, Moro deixou o governo acusando o presidente de tentar interferir na Polícia Federal (PF) — instituição subordinada ao Ministério da Justiça.
Bolsonaro, por sua vez, acusou Moro de ter condicionado uma troca no comando da PF a sua indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado foi o rompimento.
Mas nada como ter um rival em comum — neste caso, Lula — para reunir dois desafetos. Assim que soube do apoio de Moro no segundo turno, Bolsonaro elogiou o ex-ministro da Justiça e disse que o desentendimento que teve com o ex-juiz da Lava Jato está "superado".
Nas eleições deste ano, Moro primeiro queria sair candidato a presidente. Acabou trocando de partido e foi eleito senador pelo Paraná.
Mas a imagem de Moro já não é mais aquela de 2019. A figura do ex-juiz ficou bastante desgastada no cenário político nacional de lá para cá — muito em função da soltura de Lula depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter anulado o julgamento por considerar que o ex-juiz teria atuado de maneira parcial.
Outro nome ligado à Operação Lava Jato que se juntou ao time de apoiadores de Bolsonaro é o do ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos).
Embora envolto em polêmicas, Dallagnol foi eleito deputado federal pelo Paraná com mais de 344 mil votos — o mais votado do Estado para o cargo.
No entanto, o registro de candidatura dele continua pendente de julgamento, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Pesam contra o registro de Dallagnol pelo menos duas ações de impugnação.
Para justificar o apoio, o ex-procurador repetiu o discurso bolsonarista e citou o mensalão, o petrolão, o aumento da violência e acusações de saque a estatais, defesa da censura, apoio a ditaduras e a “maior crise econômica da história”.
Dallagnol, no entanto, não cita nenhum escândalo envolvendo Bolsonaro e seus familiares.
Tanto no caso do ex-procurador quanto no de Moro, a percepção de que eles teriam usado a Lava Jato como trampolim para impulsionar suas carreiras políticas tem causado consternação entre membros do Ministério Público e remanescentes da Lava Jato, segundo mensagens obtidas por Malu Gaspar, colunista de O Globo.
Ao longo de toda a semana circularam informações divergentes sobre um suposto apoio do ex-presidente Michel Temer a Bolsonaro.
Depois da notícia de que Temer pretendia anunciar o apoio, o próprio ex-presidente soltou uma nota (sem mesóclise) em que desmentiu a informação.
“Não fiz declaração de apoio a ninguém. Meu compromisso sempre foi e sempre será com a democracia”, afirmou o ex-presidente.
Segundo interlocutores, Temer também não votaria em Lula “de jeito nenhum”. De acordo com Diego Amorim, repórter da rádio NovaBrasil, o ex-presidente ressente-se de ser chamado pelos petistas de “golpista” — pelo impeachment de Dilma Rousseff — e de “escravocrata” — pela aprovação da reforma trabalhista.
Seja com ou sem Temer, o estreito arco de alianças construído por Bolsonaro contraria o teor da maioria das análises feitas logo depois da divulgação do resultado do primeiro turno: a de que um tira-teima com Lula forçaria ambos a acenarem ao centro.
Costuma-se dizer que, em matéria de política, manifestação de apoio é algo que não se rejeita. De falta de palanque, porém, Bolsonaro não vai poder se queixar.
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