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Com uma maré de insultos que recebemos nas redes sociais, deixamos claro nosso posicionamento neste texto
Se você segue o Seu Dinheiro em qualquer uma das redes sociais — se ainda não segue, basta clicar aqui —, já deve ter visto (ou feito) comentários como estes:
“Credo! Este instagram foi comprado pela esquerda do Mark Zuckerberg, eu esperava mais.”
Quanto dinheiro vocês recebiam do PT na época do governo ladrão? Estão com saudades?”
“Mentirosos! O que faz a bolsa cair é a atuação péssima do Bolsonaro e do pior ministro da economia. Pergunte a qualquer um entendido. Lula em primeiro fez a bolsa subir de novo.”
Diariamente, nós recebemos centenas de acusações. A depender da notícia, nos tornamos “vendidos para a esquerda” ou “direitistas que não se importam com o povo”.
Não. Nós não fomos comprados pela ‘esquerda de Mark Zuckerberg’, nem mentimos quando alguma notícia relacionada ao Bolsonaro faz a bolsa subir forte, como o que aconteceu na última segunda-feira (03), quando o mercado se animou com a votação acima do esperado do presidente e seus aliados..
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Você tem o direito de ficar irritado com isso, mas nosso papel não é te agradar. Isso pode soar estranho, já que o maior objetivo de todas as redes sociais é criar um ambiente que jamais te aborreça para que você possa ficar cada vez mais tempo nos feeds de cada uma delas.
Os mecanismos entendem seus interesses e criam uma espécie de realidade paralela que ecoa sua opinião e a alimenta eternamente. Ou seja, por mais que as redes sociais tenham maximizado nossa impressão de que o mundo concorda conosco, as coisas não funcionam assim, muito menos o jornalismo.
A Marina Gazzoni, diretora de conteúdo da Empiricus e que fez parte da equipe que criou o Seu Dinheiro, costuma usar uma metáfora que elucida muito bem a nossa função.
Ela explica que o papel do jornalista se assemelha ao do médico. Você não vai ao consultório para ouvir que não está doente, mas para saber a verdade sobre o seu estado de saúde.
No jornalismo, nossa função é entregar os fatos, não importa quem se favorece ou sai prejudicado com eles. Mas eu entendo que seja frustrante lidar com um acontecimento que entre em choque com sua visão de mundo, até porque isso também acontece conosco quando precisamos publicar uma notícia que nos desagrade.
Esse sentimento inclusive é bem mais antigo que as redes sociais. Trata-se de um fenômeno biológico.
Nosso cérebro odeia opiniões discordantes. E isso não sou eu quem diz, Francis Bacon, filósofo inglês, sintetizou essa ideia em 1620:
“Uma vez que o entendimento de um homem se baseia em algo — seja porque é uma crença já aceita, ou porque o agrada — , isso atrai tudo à sua volta para apoiar e concordar com a opinião adotada. Mesmo que um número maior de evidências contrárias seja encontrado, ele as ignora ou desconsidera, ou faz distinções sutis para rejeitá-las, preservando a autoridade imparcial de suas primeiras concepções.”
Isso é conhecido como viés de confirmação. Outros pesquisadores da área afirmam que as pessoas aceitam qualquer tipo de informação não apenas por serem ingênuas, mas por alimentar as relações sociais e fortalecer as crenças anteriores.
E agora você pode estar pensando: “mas isso é coisa de pessoas pouco instruídas, ou facilmente influenciáveis". E se eu te disser que um dos maiores gênios da história da humanidade já ‘foi traído' pelo viés de confirmação?
Isaac Newton, um dos matemáticos mais influentes de todos os tempos, já se negou a acreditar em uma das conclusões de sua própria teoria justamente por causa desse mecanismo. Quem revela isso é Stephen Hawking, famoso cientista, em seu livro ‘Uma breve história do tempo’. Ele explica:
“Das leis de Newton, infere-se que não há um padrão único de repouso. Isso significa que não é possível determinar se dois eventos que aconteceram em momentos diferentes ocorreram na mesma posição no espaço. Desse modo, a inexistência de repouso absoluto significa que não é possível atribuir a um evento uma posição absoluta no espaço. Newton ficou muito preocupado com essa ausência de posição absoluta, porque isso não estava de acordo com sua ideia de um Deus absoluto”
O que eu quero dizer é que nossas crenças são importantes para nós e o nosso cérebro faz de tudo para protegê-las.
Afinal, é a nossa leitura e entendimento de mundo que estão em jogo e quando alguém ameaça atacá-las (mesmo que seja com a realidade), nós tendemos a ficar na defensiva e queremos protegê-las. Trata-se, inclusive, de um mecanismo evolutivo.
Vamos imaginar a seguinte situação: você é um nômade vivendo há milhares de anos e convivendo com uma série de animais perigosos. Se você ouve um barulho no meio dos arbustos, o mais sensato a se fazer é tentar sair de perto. Se o ruído é ou não um animal disposto a te matar, o mais sábio é não ficar ali para descobrir.
Ou seja, a crença de que atrás do arbusto teria algum ser querendo te matar protegeu a humanidade por anos. O fato em si nunca importou, a nossa crença, sim.
Até porque, quem foi conferir o que estaria causando tanto barulho, tem chances de não ter sobrevivido para contar história. Quem fala mais sobre isso é o professor de Psicologia social da crença da USP, Wellington Zagari. É difícil lutar contra milhares de anos de evolução, o que dá para fazer é controlar o instinto racionalmente.
Voltando ao eterno conflito das redes sociais que se acirrou com a evolução da corrida eleitoral. Não há como saber quem vai levar a presidência no dia 30 deste mês, mas uma coisa é certa: o Seu Dinheiro tem um lado, o seu.
Nós estamos do lado do investidor. Quando algo tem o potencial de afetar o seu bolso, nós iremos publicar notícias e análises que procuram se ater aos fatos e qual é o impacto direto deles no seu patrimônio.
Mas nós estamos abertos para continuar recebendo os seus comentários, caso você acredite que erramos ou tomamos partido em alguma publicação. Aliás, eu, como analista de mídias sociais do Seu Dinheiro, adoro a participação da nossa comunidade de leitores, pois uma das máximas das redes sociais é: “não existe engajamento negativo”.
Então aproveite para deixar sua insatisfação nas nossas redes sociais. Lembrando que nós também aceitamos elogios!
Basta clicar aqui para nos seguir no Instagram, TikTok, Linkedin e fazer parte do nosso grupo no Telegram.
Bom domingo e até a próxima.
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