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A poucos dias da eleição presidencial, voto útil é a aposta de Lula para vencer em primeiro turno; Bolsonaro esbarra na alta rejeição
Estamos a menos de uma semana do primeiro turno das eleições e a previsão para os próximos dias é de uma tempestade. Será uma verdadeira inundação dos números das pesquisas de intenção de voto com o objetivo de apurar com a máxima precisão possível o resultado da eleição presidencial.
Entre amanhã e sábado, Datafolha, Ipec (ex-Ibope) e outros institutos contratados por veículos de comunicação e instituições financeiras devem apresentar a fotografia do que as urnas devem revelar no domingo. Você pode conferir as datas e os últimos resultados de cada uma no final desta reportagem.
No decorrer dos últimos anos, esses levantamentos têm sido alvo de questionamentos, especialmente por parte do presidente Jair Bolsonaro, que este ano busca a reeleição a bordo do PL e alega que os números estariam sendo manipulados de modo a minar sua candidatura.
Também por isso, institutos como o Datafolha, o Ipec e outros que ganharam projeção nos últimos anos parecem empenhados em proporcionar a maior clareza possível aos resultados de suas sondagens, seja por meio de entrevistas a veículos de imprensa, seja por intermédio de perfis nas redes sociais.
Uma das questões mais importantes para se interpretar um levantamento de intenção de voto é ter o entendimento de que pesquisa não é eleição. A pesquisa tem como objetivo captar, com base em amostras, quais são as tendências e propensões do eleitorado.
Afinal, considerando que cada ponto porcentual no dia da eleição equivalerá a 1,56 milhão de eleitores, milhões de pessoas ainda estão indecisas neste exato momento e vão tomar uma decisão na última hora.
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E hoje, como poucas vezes na breve história da redemocratização brasileira, o cenário eleitoral é incerto. Pode ser que a corrida presidencial termine já no domingo. Pode ser que se prolongue até o fim de outubro.
Nos últimos dias, as pesquisas têm captado uma tendência de voto útil em favor de Lula. O movimento ocorre em um momento no qual os apoiadores do ex-presidente têm buscado converter os votos de potenciais eleitores de outros candidatos, mas principalmente de Ciro Gomes (PDT).
Bolsonaro, por sua vez, tem esbarrado nos elevados índices de rejeição na tentativa de encurtar a desvantagem para Lula.
Quando considerados o que seriam os votos válidos dentro do universo de cada pesquisa, Lula flerta com o número mágico de 50% mais um voto em todas elas.
E, se houver segundo turno, será como se uma nova eleição tivesse início.
Quarta-feira (28/09):
PoderData (1º turno; rodada anterior: 21/09)
Em segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 50% a 40%.
Sexta-feira (30/09):
Datafolha (1º turno; rodada anterior: 22/09)
Em segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 38%.
Sábado (01/10):
Ipec/Globo (1º turno; rodada anterior: 26/09):
Em segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 54% a 35%.
Genial/Quaest (1º turno; rodada anterior: 28/09)
Em segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 52% a 38%.
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