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Wilson Lima, do União Brasil, era favorito para conquistar a reeleição ao governo do Amazonas; Eduardo Braga (MDB) é Senador pelo estado
Nada muda no Palácio Rio Negro, sede do governo do Amazonas: Wilson Lima, do União Brasil, venceu Eduardo Braga (MDB) e foi reeleito ao cargo para os próximos quatro anos — e, embora o estado tenha tido um segundo turno, a disputa não foi exatamente acirrada.
Com 99,99% das urnas apuradas, Lima foi eleito com 56,66%. Jornalista de formação, ele teve uma ascensão rápida no Amazonas: a disputa pelo governo em 2018 foi a sua primeira campanha a um cargo eletivo — na ocasião, ele era filiado ao PSC.
Lima foi um dos que surfou a onda do bolsonarismo em 2018: antes da carreira política, ele era apresentador do ‘Alô Amazonas’, um programa policial exibido pela TV A Crítica — e um sucesso de audiência no estado.
A primeira administração de Wilson Lima, no entanto, esteve longe de ser unanimidade em termos de aprovação popular. O novo governador foi criticado pela condução da saúde pública durante a pandemia de Covid-19 — o Amazonas foi duramente castigado pelas diversas ondas de coronavírus em 2020 e 2021. Pedidos de impeachment chegaram a ser aceitos pela Assembleia Legislativa do estado, mas não tiveram prosseguimento.
Ainda assim, numa disputa com outros ex-governadores do Amazonas, Lima mostrou-se popular o suficiente para obter vantagens seguras no primeiro e no segundo turnos; a associação de Braga ao governo Dilma e, consequentemente, ao petismo, pesaram contra seu adversário nas urnas neste dia 30.
Wilson Lima (União Brasil), agora governador reeleito, teve como principal rival Eduardo Braga (MDB), ex-prefeito de Manaus e ex-governador do estado; atualmente, ele ocupa o cargo de Senador pelo Amazonas. Também ficou conhecido por exercer o cargo de ministro de Minas e Energia no governo Dilma, entre 2015 e 2016.
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Lima liderou o primeiro turno no Amazonas, obtendo 42,82% dos votos válidos. Braga, o segundo colocado, teve 20,99%. Amazonino Mendes (Cidadania), outro ex-governador do estado, ficou em terceiro, com 18,56%.
As pesquisas de intenção de voto para o segundo turno apontavam uma vantagem relativamente folgada para Lima: o candidato à reeleição tinha 56% dos votos válidos contra 44% de Braga, segundo levantamento Ipec divulgado em 19 de outubro — a associação de Braga com o governo Dilma e, consequentemente, com o PT, pesaram contra o Senador.
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