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Bolsonaro foi ao norte do país para participar de um evento da Igreja Católica, enquanto Lula esteve no interior de São Paulo
Faltando três semanas para o segundo turno das eleições presidenciais, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) tiveram um sábado agitado: enquanto o atual presidente foi ao norte do país, o petista permaneceu em São Paulo — ambos tentam angariar votos para a etapa final do pleito.
Lula terminou o primeiro turno na frente, com cerca de seis milhões de votos a mais que Bolsonaro; o ex-presidente teve votação particularmente forte no Nordeste, mas perdeu em São Paulo e Rio de Janeiro; já o atual ocupante do Planalto é forte entre o eleitorado evangélico, mas não tem o mesmo desempenho entre adeptos de outras religiões.
Essas particularidades ficaram bastante claras na escolha de cada um neste sábado (8). Veja abaixo como foi a agenda dos candidatos:
O presidente Jair Bolsonaro participou de uma romaria fluvial em celebração ao Círio de Nazaré, evento da Igreja Católica, em Belém (PA).
Mas, em foto do evento publicada nas redes sociais, o perfil de Bolsonaro errou a grafia da solenidade, chamando-a de "Sírio de Nazaré". O equívoco foi corrigido, mas foi alvo de críticas nas redes sociais; o ex-governador do Maranhão, Flávio Dino (PT), foi um dos que ironizou o presidente.
A romaria fluvial é uma das atividades da celebração do Círio de Nazaré, uma das maiores comemorações católicas. Responsável pela organização do evento, a Arquidiocese de Belém informou, por nota, que não houve convite a qualquer autoridade.
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"Temos o dever de observar a plena liberdade de qualquer cidadão ou cidadã de participar dos eventos do Círio de Nazaré. Todavia, não desejamos e nem permitimos qualquer utilização de caráter político ou partidário das atividades do Círio", diz a nota.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu agenda em Campinas, no interior de São Paulo. Em entrevista coletiva, ele fez novos acenos ao mercado financeiro e à ala liberal da sociedade, afirmando que seu eventual terceiro governo tem interesse em atrair investimentos internacionais.
O petista fez referência à postura do seu adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL), como um fator que afasta os investidores estrangeiros do Brasil. "Como eu sou um cidadão simpático à relação internacional, a gente vai voltar a ter o investimento direto no Brasil de muitos empresários de outros países", disse Lula.
O ex-presidente também disse que irá se encontrar com pessoas que, no passado, não votariam nele; a fala faz referência ao possível encontro com economistas que participaram da criação do Plano Real, como Pedro Malan, Pérsio Arida, Edmar Bacha e Armínio Fraga, que declararam apoio à candidatura do petista no segundo turno.
"No primeiro turno, a gente não teve a quantidade de votos que a gente tinha que ter. Talvez não soubemos pedir o voto com a maestria que deveríamos saber. O segundo turno serve para a gente fazer reparos naquilo que a gente se equivocou, naquilo que a gente errou", afirmou Lula, se dizendo confiante numa vitória em São Paulo.
*Com Estadão Conteúdo
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