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'VOTO DE CONFIANÇA'

O que muda com a suspensão da greve dos servidores do Banco Central

Greve foi suspensa por duas semanas em “voto de confiança” ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto

residente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tem negociado com servidores em greve. Imagem: José Dias/PR

Os servidores do Banco Central resolveram dar um "voto de confiança" ao presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, e suspender a greve por duas semanas na tentativa de avançar nas negociações por recomposição salarial e reestruturação de carreiras.

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O anúncio foi feito na noite de ontem pelo presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad.

Com isso, de paralisação total, a mobilização retorna ao estágio de operação-padrão.

Servidores do Banco Central retomam operação-padrão

Até dia 2 de maio, a categoria adotará operação-padrão, em que as atividades funcionam em ritmo mais lento, e retomará as paralisações diárias de 4h, de 14h às 18h, estratégia já adotada de 17 a 31 de março. A greve dos servidores do BC começou em 1º de abril.

Segundo Faiad, a proposta estudada pelo governo de reajuste de 5% é insuficiente e a categoria vai apresentar uma contraproposta: abrir mão do reajuste de 27% desde janeiro de 2022, considerando apenas a partir de julho, para reduzir o impacto orçamentário este ano.

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"Além disso, cobramos novamente o atendimento integral à nossa pauta não salarial."

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Servidores em greve querem resposta

Até dia 2, a categoria vai esperar uma resposta à contraproposta ou nova proposta oficial do governo.

"Nós declaramos que 5% são insuficientes, apresentamos uma contraproposta abrindo mão de que o reajuste de 27% seja no primeiro semestre de 2022, permitindo que a Medida Provisória tenha validade apenas a partir de 1/7/2022, e, além disso, cobramos novamente o atendimento integral à nossa pauta não salarial", disse, em nota.

Segundo o representante sindical, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que 5% era a proposta oficial do governo e garantiu a implementação de dois pontos da pauta não salarial da categoria, que envolvem também taxa de supervisão, considerar as carreiras do BC atividades exclusivas do Estado e aumento da autonomia do BC. Além disso, prometeu uma reunião com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

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Campos Neto, porém, pediu confidencialidade sobre os pontos que seriam atendidos. "A tônica é um voto de confiança", reforçou Faiad. "Apresentamos contraproposta e vamos negociar."

Relatórios do BC serão divulgados o mais cedo possível

A mobilização dos servidores atrasa diversos boletins e publicações do BC, dentre eles, o Boletim Focus, importante divulgação para acompanhar as expectativas para indicadores como o IPCA. O BC ainda não se pronunciou sobre a decisão da categoria nesta terça e nem se há nova data para as publicações atrasadas.

Com a suspensão até o dia 2 de maio da greve dos servidores, o BC informou ontem que os relatórios, notas e indicadores pendentes de divulgação ou programados serão divulgados "o mais cedo possível".

Entre esse conjunto de informações está o Relatório Focus, o Indeco, o Relatório de Poupança e o IBC-Br. "Informaremos com pelo menos 24 horas de antecedência as datas em que serão divulgados", disse o BC.

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