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Somente em abril o preço do combustível derivado do petróleo subiu 2,35%, mesmo sem reajustes da Petrobras
Na mesma semana em que o valor da gasolina bateu recorde de alta, um novo dado assusta os consumidores. O preço médio do litro de combustível nos postos de abastecimento fechou abril em alta de 2,35% contra o mês anterior.
Segundo dados do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), na média, o litro está custando R$ 7,495. Contudo, em alguns lugares o valor real pode ser ainda maior. Em São Paulo, por exemplo, alguns postos já vendem a gasolina acima dos R$ 8,50.
A alta também foi tendência em outros combustíveis. O etanol, por exemplo, avançou 4,37% se comparado a março, com o litro comercializado em média a R$ 5,936. Comparando com o mês de janeiro, a alta chega a 9% para a gasolina e 3,1% para o álcool. O mais curioso é que, a Petrobras não realiza novos ajustes há 50 dias.
Desde o dia 11 de março a Petrobras não realiza reajustes no preço dos combustíveis. Segundo informações da Abicom, a defasagem em relação ao mercado internacional chegou a 11% na gasolina e 27% no diesel.
Entretanto, essa atitude não teve reflexo nas bombas. O Centro-Oeste foi a região que teve o maior aumento no valor do combustível, 3,44%. Por lá a gasolina passou de R$ 7,264 para R$ 7,514.
A região Nordeste é a que tem o preço médio mais caro de todo o território nacional, R$ 7,584. Contudo, durante o mês de abril o litro do combustível no Nordeste avançou 1,65% e foi o menos afetado com as variações de alta. Já os postos da Região Sul comercializam a menor média, a R$ 7,142.
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Assim como para a gasolina, nenhuma região apresentou recuo no preço do etanol. As altas que chegaram a 6,54%, como no caso do Sudeste. Mesmo comercializando o etanol pelo maior preço médio do país (R$ 6,162), a região menos afetada com as altas foi o Norte, com avanço de 1,73%.
A menor média para o litro do etanol foi registrada nas bombas do Centro-Oeste, apesar de a região apresentar a maior alta no preço do combustível, de 5,86%. Nos destaques por Estado, o Distrito Federal registrou o maior aumento do país para a gasolina (4,45%), que passou de R$ 7,437 para R$ 7,768.
Porém, o maior preço médio para o combustível foi encontrado nos postos do Piauí, a R$ 8,150. O valor da gasolina fechou em queda na Bahia e o Estado registrou o maior recuo no preço entre os demais (2,58%), com o valor de R$ 7,560 passando para R$ 7,365. Já o menor preço médio foi encontrado no Amapá, a R$ 6,943.
Em São Paulo, apesar de apresentar o menor preço médio do país para o litro do etanol, liderou com a maior alta para o combustível 8,61%. No estado o preço foi de R$ 4,693 para R$ 5,097 em abril. O Pará se destacou com o maior preço médio, a R$ 6,685. Nenhum Estado brasileiro apresentou baixa no valor do etanol.
Douglas Pina, diretor-geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil, dona da Ticket Log afirma que “quando comparamos com um ano atrás, os motoristas brasileiros já estão pagando 31,5% mais caro para abastecer com gasolina e até 30% para o etanol".
Mas o que os consumidores querem saber é qual o motivo para uma alta tão intensa? A guerra entre Rússia e Ucrânia pode ser uma explicação. A Rússia é o terceiro produtor de petróleo do mundo. Entretanto, desde a invasão da Ucrânia, outras nações decidiram suspender a importação da produção russa dessa commodity.
Essa sanção acaba gerando escassez e, consequentemente, aumento no preço do produto final. No caso do etanol, é possível que o preço tenha subido por conta da queda de 10% na produção de cana-de-açúcar.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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