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Deflação pressiona FIIs de papel, mas Maxi Renda (MXRF11) garante que vai sustentar os dividendos — saiba como

O fundo, que é o maior da indústria em número de cotistas, aposta em duas estratégias para manter o patamar atual dos proventos

Moedas empilhadas ao lado de uma pequena casa amarela representando o investimento em fundos imobiliários | Maxi Renda HCTR11 fii fiis
Imagem: Getty Images

O anúncio de que a inflação medida pelo IPCA-15 — considerado uma prévia do índice oficial brasileiro — recuou 0,73% em agosto embala o mercado acionário brasileiro nesta quarta-feira (24).

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A notícia é boa para a bolsa, mas, na outra ponta da renda variável, os fundos imobiliários (FIIs) de papel não reagem tão bem à deflação. Isso porque a categoria investe em títulos de renda fixa ligados ao setor imobiliário cuja rentabilidade está muitas vezes atrelada ao IPCA.

Com isso o IFIX registrava leve recuo de 0,07% por volta das 14h de hoje. Vale relembrar que os recebíveis imobiliários são a categoria de maior peso no índice que reúne os principais FIIs da B3, representando 43% da carteira teórica.

Um fundo de papel, porém, vai na contramão do setor. No mesmo horário, o Maxi Renda (MRXF11) avançava 0,20%, a R$ 10,10.

O FII, que é o maior da indústria em número de cotistas, nada contra a maré ao garantir que seus quase 590 mil investidores não devem temer o efeito da redução do IPCA nos dividendos dos próximos meses.

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Em relatório gerencial, o MXRF11 afirma que está em uma “posição confortável para atravessar esse período de deflação sem impacto significativo sobre as distribuições”.

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Reserva e reciclagem: os dois “Rs” do Maxi Renda (MXRF11) para garantir os dividendos

A gestão do Maxi Renda já havia se preparado para mitigar o impacto das variações negativas do IPCA nos proventos.

O fundo aproveitou os meses em que a inflação estava em alta para construir um colchão de segurança financeira. De acordo com o relatório, a reserva acumulada com a correção monetária chega a R$ 45,92 milhões, ou R$ 0,203 por cota.

Para o MXRF11, que distribuiu R$ 0,12 por cota em julho, o valor é suficiente para compensar a queda prevista para o resultado financeiro dos próximos meses.

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Além disso, o FII aposta na estratégia de reciclagem da carteira para equilibrar os ganhos. Segundo a gestão, “portfólios de mais baixo risco estão melhor posicionados para atravessar o cenário atual e com retorno ao investidor ainda bastante interessante”.

Em julho, por exemplo, o fundo adquiriu fatia de R$ 48,58 milhões em quatro novos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e vendeu R$ 2,7 milhões de outros dois títulos de crédito.

Com o rebalanceamento, a alocação por indexadores da carteira de CRIs do Maxi Renda agora está dividida da seguinte forma:

  • IPCA+: 54%
  • CDI+: 45%
  • IGP-M+, pré-fixados e %CDI: 1%.
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