O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Carros com bom mercado e volume podem dar menos dor de cabeça mesmo quando se aposentam, mas alguns podem virar mico; entenda
Imagine a situação: você passa anos economizando para um dia ter seu carro, até que sai feliz da concessionária com seu zero-km. Ou ainda: sem reservas, prefere financiar e assume uma dívida pelos próximos quatro anos.
Qualquer que seja a situação, é um sonho de consumo de alto valor. Só que aquele carro, que havia sido lançado e você leu tantas avaliações positivas que te convenceram a comprá-lo, sai de linha, com pouco tempo de mercado.
A decepção é inevitável. A primeira sensação é de que seu carro será desvalorizado, você vai perder dinheiro e poderá ter problemas com reposição de peças. Mas nem sempre isso acontece e eu vou te explicar o porquê.
Mesmo que um carro tenha ficado pouco tempo no mercado, o que importa é seu volume. Isso vai fazer toda a diferença em seu posicionamento como valorização e peças de reposição.
Quanto mais dele foi produzido, melhor. Ou seja: um carro que vendeu muito e sai de linha tem um mercado melhor do que outro que teve poucas unidades emplacadas e desaparece.
“O mercado é sempre regido pela oferta e demanda. Quando uma montadora tira de linha um carro que caiu no gosto do consumidor e tem vários atributos, menos problemas”, observa Ricardo Bacellar, Membro do Conselho Consultivo da SAE Brasil e do Grupo Stefani.
Leia Também
Para o especialista, o “pulo do gato” é ser um usado bem aceito. “Isso porque quem produz peças dele quer preservar seu mercado, tem demanda. E o inverso é verdadeiro. Se saiu de linha e vende mal entre usados e seminovos, é mico.”
Uma das referências é o ranking da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), entidade que reúne 26 associações regionais de todo o país, e congrega cerca de 48.000 revendedores de veículos seminovos e usados.
E veja só que curioso: da lista de 15 seminovos e usados mais vendidos da Fenauto no acumulado de 2022 até abril, 10 são modelos fora de linha. Outros dois – Gol está quase se despedindo, e Onix continua, mas sua antiga geração Joy deixou o mercado este ano.
| Modelo | Situação |
|---|---|
| 1º Volkswagen Gol | Há mais de 40 anos em produção, é aguardado para sair de linha em 2022 |
| 2º Fiat Uno | Saiu de linha no fim de 2021 |
| 3º Fiat Palio | Saiu de linha em 2018 |
| 4º Chevrolet Corsa | Saiu de linha em 2012 |
| 5º Fiat Strada | Em produção |
| 6º Chevrolet Celta | Saiu de linha em 2015 |
| 7º Chevrolet Corsa Sedan | Saiu de linha em 2015 |
| 8º Ford Fiesta | Saiu de linha em 2019 |
| 9º Volkswagen Fox | Saiu de linha em 2021 |
| 10º Fiat Siena | Saiu de linha em 2021 |
| 11º Toyota Corolla | Em produção |
| 12º Ford Ka | Saiu de linha em 2021 |
| 13º Honda Civic | Saiu de linha em 2021 |
| 14º Chevrolet Onix | A versão Joy, antiga geração do Onix, saiu de linha em 2022. A atual geração do Onix continua em produção |
| 15º Hyundai HB 20 | Em produção |
Sair de linha faz parte do ciclo de um carro. Algumas exceções estão aí, mas são pontos fora da curva, como Toyota Corolla, nascido em 1966 e resistente até hoje. Outros continuam à venda fora do Brasil, enquanto aqui deixaram de ser produzidos, como ocorreu com o Honda Civic – vai voltar, mas importado e mais exclusivo.
Alguns motivos aceleraram as aposentadorias. A pandemia gerou uma crise sem precedentes de escassez de autopeças e, antes disso, uma reviravolta no mercado brasileiro, que há anos ensaiava uma saída pela tangente de seus modelos menos rentáveis, outrora chamados de “populares”.
Além de o mercado rejeitar carros menos equipados (lei da oferta e demanda), por força de novas legislações, a segurança teve de ser reforçada (air bags, freios ABS, cintos de 3 pontos, Isofix, apoios de cabeças, etc.), elevando o custo dos veículos nos últimos anos.
As novas tecnologias de assistência à direção e conectividade também passaram a ser mais exigidas, o que inviabilizou a oferta de carros chamados “pé de boi”, ou muito básicos.
A pá de cal foi a entrada em vigor na virada de 2021 para 2022 das novas regras de emissões do Proconve L7, que tirou de cena carros mais antigos, que não valeriam um investimento em motor e exaustão.
Foi o fim de linha para sempre de modelos consagrados, como os Fiat Uno, Siena, Doblò, os Hondas Fit e WR-V, e as versões Joy do Chevrolet Onix, entre outros.
Ficar pouco tempo em produção não quer dizer necessariamente baixas vendas. Se foi um carro com bom volume e teve de sair de linha, é preciso analisar sua performance no mercado de usados.
O exemplo mais simbólico é o do Chevrolet Joy hatch e sedã, com os antigos desenhos do Onix e muito procurados por motoristas de aplicativo, locadoras e consumidores que querem um carro de ótimo custo-benefício.
Produzido apenas entre 2019 e 2021, deixaram oficialmente as linhas de montagem porque seus motores não atenderiam mais às novas normas de emissões.
Mas com a crise de semicondutores, por trás está uma decisão da Chevrolet em priorizar a rentabilidade: deixar de oferecer a versão mais baratinha do Onix e manter em produção os modelos mais novos e de maior valor agregado.
Mesmo fora de linha, hatch e sedã compartilham componentes do modelo que foi líder de mercado por alguns anos e possuem ótima aceitação entre os usados.
A estratégia de manter a antiga geração junto ao modelo renovado virou uma fórmula de sucesso.
Do antigo Gol Special ao atual Hyundai Creta, são vários os exemplos. Mas provavelmente o de vida mais curta foi o Nissan V-Drive (2020-2021), antigo Versa que mudou de nome com a chegada do modelo atualizado.
Produzido em Resende (RJ), o sedã foi outra vítima da pandemia. A Nissan preferiu priorizar a produção do SUV Kicks e decidiu tirar o V-Drive de linha mesmo com pouco tempo de mercado.
O sedã da Nissan não está na lista dos mais vendidos da Fenauto, até porque não representa grandes volumes, mas o modelo tem qualidades que o tornam atraente. Primeiramente porque ele não é um novo carro, é uma continuação – só mudou de nome e ganhou algumas atualizações.
Pelo ótimo espaço interno e de porta-malas, é um dos preferidos por motoristas de aplicativo e por quem busca um sedã honesto, de ótimo custo-benefício.
Com um pouco mais de tempo em produção, o Honda WR-V (2017-2021) pode-se valer por estar sob uma das marcas mais valorizadas do mercado.
Honda Fit, HR-V e Civic, mesmo fora de linha, são altamente aceitos no segmento de usados e seminovos. A diferença é que esses possuem mais volume no mercado.
O “SUV compacto” WR-V, por sua vez, não deve decepcionar consumidores após sua aposentadoria.
Mas há muitos outros motivos para uma montadora tirar um modelo de linha, a maioria de forma estratégica e nem sempre transparente. Alguns fazem jogadas de marketing e outros nem anunciam, saem à francesa.
Mas nada pior para o consumidor do que tirar de linha um modelo com pouco tempo de mercado e baixos volumes, a não ser que um dia ele caia nas graças e torne-se colecionável, algo tão raro que podemos tratar em outra reportagem.
O mais recente balde de água fria veio com o término da produção do Caoa Chery Tiggo 3x, carro lançado em julho de 2021.
Em maio passado, a marca anunciou que ele deixaria de ser feito. O motivo é que a fábrica onde era produzido fechará por três anos, enquanto será readequada para receber linhas de veículos eletrificados.
O Tiggo 2 também deixou de ser produzido no início do ano, por seu conjunto mecânico não atender às novas normas de emissões do Proconve L7. Estava no mercado desde 2018, relativamente pouco tempo.
O Tiggo 3x, por sua vez, era a opção de entrada da marca, após a saída do Tiggo 2, o que não durou muito.
Em menos de um ano na vitrine, o SUV compacto vendeu entre junho de 2021 e maio de 2022, apenas 7.951 unidades.
A questão das peças passa pela quantidade. Um carro de alto volume também tem peças “paralelas”, ou seja, será mais fácil de encontrar componentes de reposição. Já o dono de um carro de menor volume ou série especial pode enfrentar mais dificuldade.
Outro case de carro mal-aventurado é o do Kia Rio (2019-2021). Importado do México, teve exatas 539 unidades licenciadas no Brasil.
Atropelado pela pandemia e pela disparada do dólar, o hatch que em condições favoráveis já teria dificuldade de emplacar no mercado, certamente decepcionou seus poucos consumidores.
Agora, sua vida na revenda não deverá ser fácil e vai deixar consumidores preocupados com oferta de peças e manutenção.
Também dramática é a história do Volvo XC40 Hybrid (2020-2021), a não ser que o consumidor que gastou perto de R$ 300 mil não sinta a desvalorização tão forte no seu bolso.
Enquanto a importadora adotou o discurso de “evolução” e estratégia de eletrificação, o que aconteceu na verdade é que o híbrido não atenderia às novas normas de emissões L7 e o investimento em uma readequação não valeria a pena.
Com um ano de mercado, ele mudou e tornou-se 100% elétrico. Nesse pouquíssimo tempo de vida, ter um XC40 Hybrid pode preocupar na hora da manutenção e na provável desvalorização.
Para o consultor Ricardo Bacellar, todo cuidado é pouco para quem fica com a batata quente na mão: acredita na marca e compra um carro que, seja lá o motivo, sai inesperadamente e precocemente de linha.
“Sair de linha não quer dizer que é um mico. Depende de seu sucesso no mercado”, enfatiza o especialista.
No caso de uma marca sair do país, como fez a Ford, Bacellar chama a atenção para o nocivo “efeito manada”.
À época que a Ford anunciou o fechamento das fábricas, vários donos de Ka e EcoSport correram para vender seus carros e perderam dinheiro.
“Apesar de a Ford fechar, vários de seus modelos continuam super bem vistos entre seminovos e usados”, avalia.
Quem correu para vender seu Ford pode ter se arrependido. Nessa hora, o ideal é ter calma.
“Espere. Acompanhe e fique de olho para onde o mercado corre. Veja hoje: os carros mais básicos são os mais valorizados na revenda”, destaca Bacellar.
Eis aqui alguns modelos com morte precoce:
Modelo | Período em que foi vendido | Motivo pela saída de linha |
| Caoa Chery Tiggo 3x | 2021-2022 | A fábrica de Jacareí (SP) fechou |
| Nissan V-Drive | 2020-2021 | Questões de mercado |
| Volvo XC40 Hybrid | 2020-2021 | Foi substituído pelo elétrico / Híbrido não atenderia às novas normas de emissões |
| Kia Rio | 2019-2021 | Alta do dólar inviabilizou sua importação |
| Chevrolet Onix Joy/ Plus Joy | 2019-2021 | Não atenderia às novas normas de emissões |
| Caoa Chery Tiggo 2 | 2018-2022 | Não atenderia às novas normas de emissões |
| Caoa Chery Arrizo 5 | 2018-2022 | Fábrica fechou / Questões de mercado |
| Honda WR-V | 2017-2021 | Não atenderia às novas normas de emissões |
Município com pouco menos de 15 mil habitantes segue à risca o limite de 55 decibéis, estabelecido por lei
A assinatura, no entanto, não faz o acordo valer imediatamente. Após o evento, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país do Mercosul
Para fugir de criminosos, o FGC alerta que não solicita o pagamento de qualquer taxa ou o depósito prévio de valores
Enquanto os apostadores se preparam para o sorteio da Mega-Sena, outras quatro loterias também voltam a correr neste sábado
Entenda os pontos sob investigação e o que o empresário diz sobre sua relação com o banco
O indicador da atividade industrial foi um dos que registrou as maiores altas; veja como a divulgação movimenta o mercado hoje
Entenda como a China está mudando a percepção sobre energia nuclear e explorando novas tecnologias com seu ‘sol artificial’
Confira os 6 melhores locais para se refugiar das altas temperaturas da estação mais quente do ano
Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela segunda vez na semana. Com isso, a Quina promete o maior prêmio desta sexta-feira (16).
Relatório da Global X compilou as tendências globais dos próximos anos e fala como os ETFs podem viabilizar a participação nesses investimentos
Avesso aos holofotes, o empresário morreu aos 45 anos após lutar contra um câncer e deixou como último grande projeto a Cidade Center Norte
O Orçamento aprovado no Congresso prevê aproximadamente de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares
A corretora atua no setor financeiro e de câmbio desde 1999 e possui filial nos Estados Unidos
Os ganhadores do concurso 3587 da Lotofácil efetuaram suas apostas por meio dos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal
Trump volta aos holofotes ao suspender temporariamente o processamento de vistos de 75 países, meses antes da Copa do Mundo
O microempreendedor individual pode se regularizar por meio do parcelamento dos débitos com a Receita Federal
Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, fala no podcast Touros e Ursos sobre os impactos da situação da Venezuela e do Irã no mercado petroleiro
Investidor conhecido por apostas agressivas, o polêmico empresário agora é citado em investigações sobre o Banco Master; entenda o fio que conecta o investidor à polêmica
Segunda etapa da Operação Compliance Zero recolhe dinheiro vivo, bens de luxo e bloqueia R$ 5,7 bilhões em investigação sobre o Banco Master
Aumento de 4,26% segue a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA