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Plataforma de música e podcasts por streaming não está sozinha: Apple e Google também recuaram enquanto tropas avançam sobre a Ucrânia
A sexta-feira (25) foi histórica para Anitta, que alcançou o primeiro lugar no Spotify Global. E o dia também foi um marco para os russos que, além de não poder ouvir “Envolver” — a música que fez a cantora atingir o topo das paradas de sucesso internacionais — ficarão sem suas playlists favoritas.
A plataforma de música por streaming anunciou hoje a decisão de se retirar inteiramente da Rússia, com a previsão de que suas operações sejam totalmente suspensas no país até o final de abril.
O Spotify já havia parado de oferecer assinaturas premium na Rússia, mas seu serviço gratuito ainda estava disponível. No início deste mês, a plataforma informou que fecharia um escritório no país e removeria o conteúdo da mídia estatal russa.
Mas o que levou o Spotify a sair da Rússia? Será que a empresa seguiu os passos de outras gigantes que deixaram o país sob a pressão das sanções do Ocidente — e pelo temor de arranhar sua imagem por conta da guerra na Ucrânia?
O que explica a saída do Spotify da Rússia é um conjunto de leis recentes que restringem as operações de notícias no país que, segundo a plataforma de música, pode colocar seus funcionários em risco.
O Spotify é mais conhecido como streamer de música, mas também hospeda e distribui uma variedade de podcasts com conteúdo político.
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Com a invasão da Ucrânia, o governo russo tem aumentado a repressão à divulgação de notícias e às mídias que podem lançar uma luz negativa sobre a guerra.
A imprensa tradicional também tem sido afetada. A BBC suspendeu as operações na Rússia no início deste mês antes de anunciar que retomaria as reportagens.
A CNN e o New York Times também reduziram seus funcionários e operações no país, e alguns jornais estão removendo assinaturas de repórteres na Rússia.
O Spotify não está sozinho na decisão de sair da Rússia. Outras empresas de tecnologia, incluindo Apple e Google, recuaram e pararam de oferecer produtos e serviços no país.
Vários bancos e marcas de varejo, como McDonald's e Starbucks, também pararam de operar no país após a invasão da Ucrânia no mês passado.
As empresas que continuam a operar no país enfrentam desafios, incluindo serviços de pagamento limitados, logística e um rublo fraco.
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