🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Moura Dubeux (MDNE3) cumpriu planos do IPO antes do tempo e com volume maior, diz CEO

Em métricas importantes para o setor, a incorporadora e construtora nordestina vence outras concorrentes listadas — que, em sua maioria, são muito maiores em termos de valor de mercado

Larissa Vitória
Larissa Vitória
13 de julho de 2022
7:03 - atualizado às 21:37
Diego Villar, CEO da Moura Dubeux (MDNE3)
Há 15 anos na empresa focada em empreendimentos de luxo e alto padrão, o executivo conversou com o Seu Dinheiro sobre as perspectivas para a Moura Dubeux. Imagem: Divulgação

Líder absoluta e sem concorrentes de peso em sua região de atuação, margens acima dos pares e pressão inflacionária controlada: nada disso foi suficiente para impedir que as ações da Moura Dubeux (MDNE3) acumulassem uma queda de mais de 70% desde a abertura de capital, realizada em fevereiro de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em métricas importantes para o setor, a incorporadora e construtora nordestina vence outras concorrentes listadas — que, em sua maioria, são muito maiores em termos de valor de mercado.

Mas quando o assunto é a performance das ações, a Moura Dubeux fica atrás dos pares e só perde para a endividada Tenda (TEND3). Veja abaixo a comparação com outras incorporadoras da B3.

O desempenho sinaliza que há algo errado com a empresa ou representa uma oportunidade de compra para os investidores que gostam de ações do imobiliário?

Fomos direto à fonte para responder a essa pergunta e conversamos com Diego Villar, CEO da Moura Dubeux. Também consultamos os especialistas do setor e o veredito você confere a seguir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Liderança absoluta no Nordeste é o principal trunfo da Moura Dubeux (MDNE3)

O CEO da companhia reforça que a empresa não deixou de cumprir com o compromisso feito com os investidores durante a oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês), concluída às vésperas do início da pandemia da covid-19.

Leia Também

“O que foi possível, nós fizemos, antes do tempo, inclusive, e com um volume maior do que o que tínhamos prometido”, afirmou Villar, em entrevista ao Seu Dinheiro. Foram lançados 34 projetos no período, com Valor Geral de Vendas (VGV) bruto de R$ 3,2 bilhões e comercializado de R$ 2,7 bilhões.

Segundo Villar, a liderança regional é um dos principais fatores que explicam a boa performance — ao menos fora do mercado acionário — em um momento complicado para o setor.

“Se você me perguntar qual é a segunda maior incorporadora do Nordeste, eu não faço a menor ideia”, afirmou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há 15 anos na empresa focada em empreendimentos de luxo e alto padrão, o executivo explica que nem sempre foi assim. “No passado, todas as grandes empresas de São Paulo estavam aqui”.

Cyrela, Rossi, Tecnisa e outras companhias de porte desembarcaram na região após levantarem recursos com aberturas de capital, mas encontraram dificuldades para atuar em um mercado desconhecido.

Já outros nomes como Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS deixaram o Nordeste ou restringiram a atuação na esteira da recuperação judicial provocada pelos escândalos de corrupção. 

A Moura Dubeux — fundada há quase 40 anos em Recife, capital de Pernambuco — aproveitou o espaço para consolidar a marca e hoje está presente em sete dos nove estados nordestinos, com 20% de market share.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mão de obra abundante reduz pressão inflacionária

Para Villar, os benefícios trazidos pela liderança isolada são a maior vantagem competitiva da empresa. Além disso, a companhia conta ainda com a ajuda de características próprias do mercado nordestino que suavizam parte dos problemas sentidos pelo setor em São Paulo, por exemplo.

“Elas [incorporadoras paulistas] sofrem uma dinâmica que aqui nós não sentimos, pelo menos não nesse momento: o excesso de canteiros e de emprego, o que gera a inflação da mão de obra”, diz o CEO

Os dados estatísticos sustentam a declaração: a taxa de desemprego no Nordeste ficou em 14,9% no primeiro trimestre deste ano, contra 11,1% no sudeste. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com poucos canteiros e competidores, a Moura Dubeux evita custos salgados com mão de obra, que conforme destaca Villar, é “um fator importante na composição do orçamento de qualquer orçamento de construção no Brasil”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem problemas para contratar, a companhia também opta pela verticalização das operações, o que reduz o repasse potencial da alta dos preços ao longo de cadeias terceirizadas. 

Poder de barganha minimiza efeitos da inflação dos insumos 

Ainda assim, a Moura Dubeux não escapa da outra face da inflação na construção. Diferente da escassez de mão de obra, o encarecimento dos insumos construtivos afeta todo o país.

Mas, novamente, a liderança regional fornece a ferramenta necessária para que a incorporadora mitigue parte do problema.

O valor agregado dos insumos é baixo e não justifica o frete, logo a produção é feita localmente. “E, pela baixa quantidade de canteiros, a competição por esses materiais é menor. Como o maior player da região, nós conseguimos melhores negociações”, indica Villar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como resultado, a margem bruta — que, em linhas gerais, mede o retorno obtido com as vendas — da Moura Dubeux nos últimos 12 meses é a terceira maior entre os pares listados em bolsa, segundo informações da empresa.

Quando se trata da velocidade de vendas, outra métrica importante para o segmento, o resultado é ainda melhor. No quesito medido pelo índice de Vendas sobre Oferta (VSO) líquido, a Moura Dubeux deixa para trás todas as outras concorrentes.

Tropeço no segundo trimestre?

Vale destacar que esses dados traçam um cenário do último ano e há dúvidas se a Moura Dubeux será capaz de manter o desempenho forte nos próximos meses.

A velocidade de vendas anteriormente celebrada, por exemplo, foi uma surpresa negativa na prévia operacional do segundo trimestre, divulgada na última quinta-feira (7). O VSO líquido caiu 6,1 pontos percentuais, em relação ao mesmo período do ano passado, para 20,8%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O recuo ocorreu porque as vendas contratadas caíram 18,9%, na mesma base de comparação, e ficaram em R$ 329,5 milhões. A queda do indicador é ainda maior, de 23,1%, quando confrontado com o trimestre imediatamente anterior.

A Moura Dubeux argumenta que parte do resultado pode ser explicado pelo regime escolhido para os lançamentos do período, que é o de incorporação.

A empresa costuma apostar no modelo de condomínio, no qual os recursos para as obras vêm direto do bolso dos compradores e a velocidade de comercialização é mais rápida, mas optou pela incorporação no segundo trimestre para equilibrar a operação.

A extensão dos efeitos do tropeço no desempenho financeiro da empresa poderá ser vista no balanço da companhia, cuja divulgação está marcada para o dia 10 do próximo mês. Mas Villar garante que a gestão está preparada para lidar com o que o futuro reservar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Temos hoje dentro de casa mais de R$ 2 bilhões em projetos quase prontos para lançar. Lançaremos tudo este ano? Não sei, quem vai dizer é o mercado. Se os indicadores que marcamos todos os meses começarem a cair de forma consistente, suspenderemos. Se eles continuarem estáveis ou subindo, continuaremos lançando.

Diego Villar, CEO da Moura Dubeux

Veja também — RISCOS PARA A ECONOMIA NO 2° SEMESTRE: Lula x Bolsonaro, inflação e JUROS I RECESSÃO NOS EUA?

Hora de colocar a Moura Dubeux (MDNE3) na carteira?

Os analistas em geral têm uma visão positiva para as ações da Moura Dubeux. Entre as casas que recomendam a compra de MDNE3 está o Itaú BBA, que coloca a empresa como uma de suas top picks da construção civil. Para os analistas, a incorporadora é o nome mais bem posicionado no segmento de média renda.

“A ação [MDNE3] é a única que não se recuperou após o início da pandemia. Como consequência, é negociada a um desconto significativo para os a pares que não acreditamos ser merecido, considerando sua operação de alta qualidade no Nordeste”, justifica o banco de investimentos.

Nesse cenário, o Itaú BBA indica compra para a Moura Dubeux, com preço-alvo de R$ 9,00. A cifra representa uma alta de pouco mais de 75% para os papéis, em relação à cotação de fechamento de ontem (12).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A recomendação de compra também é unânime entre os especialistas consultados pelo TradeMap. A plataforma de investimentos compilou a análise de três casas e chegou a um preço-alvo médio ainda maior, de R$ 11. Aqui o potencial de ganho é de 114%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar