O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Apesar de um resultado fraco no primeiro trimestre de 2022, a casa acredita que os papéis estão subavaliados pelo mercado e podem subir mais de 160% até dezembro
Para quem está acostumado a entregar jatos que decolam com perfeição, virar o jogo nas últimas semanas de forma positiva não foi um feito extraordinário para a Embraer (EMBR3). Mesmo depois de divulgar um balanço abaixo das expectativas, a empresa continua no gosto seleto do JP Morgan.
Os analistas da casa acreditam que as ações estão subavaliadas e podem disparar nas bolsas de valores daqui e de Nova York, por isso, recomendam a compra dos papéis.
“Em nossa opinião, os mercados estão tendo dificuldade em incorporar o valor da Eve nas ações da Embraer, pois, apesar da listagem da Eve e do valor de mercado atual, as ações não reagiram a este fato, caindo 11% nesta semana em Nova York”, disse a casa de análise.
Para as ações da companhia listadas na Nyse, os analistas revisaram para cima o preço-alvo por ação EJ e fixaram em US$ 27 até dezembro deste ano, o que implica em um potencial de valorização de 169,2% em relação ao fechamento de quarta-feira (11), de US$ 10,03.
Enquanto isso, para os papéis negociados na B3, o preço-alvo é de R$ 36 por ativo EMBR3 até o final de 2022, o que representa uma alta potencial de 177,5% ante a cotação do último pregão, de R$ 12,97.
No pregão desta quinta-feira (12), as ações ordinárias (EMBR3) da companhia operam em alta. Depois de liderarem as altas do Ibovespa nesta manhã, os papéis arrefeceram a valorização.
Leia Também
Por volta das 14h45, a EMBR3 subia 1,93%, negociada a R$ 13,22. No acumulado deste ano, a ação da empresa acumulou desvalorização de 47,7%.
Você pode até se perguntar o motivo de comprar ações da Embraer (EMBR3) depois que a empresa entregou métricas abaixo das estimativas. Porém, os analistas do JP Morgan não só analisaram um como três pilares para construírem a tese de compra dos papéis.
O primeiro deles é a aviação comercial regional. A Embraer, já em posição de liderança no segmento, com jatos de até 150 assentos, está passando por uma recuperação mais rápida em relação às viagens internacionais pós pandemia da covid-19.
A taxa de ocupação de voos domésticos da companhia retomou aos patamares pré-coronavírus, para 80% em março de 2022. Enquanto isso, o percentual em voos internacionais segue 5 pontos percentuais abaixo do período pré-pandemia, em 75%.
O segundo pilar da tese dos analistas é o “upside atraente” — que nada mais é do que o potencial de alta de um ativo em um certo período.
Isso porque, segundo a avaliação do JP Morgan, os segmentos de aviação comercial e serviços e suporte já somam a maior parte do valor de mercado atual da empresa, de aproximadamente US$ 1,9 bilhão.
“A empresa deve se beneficiar do dimensionamento correto, obrigando as companhias aéreas a ajustarem o volume e a focar na lucratividade, e da regionalização, aumentando a demanda por viagens domésticas/curtas distâncias”, disse a casa em relatório.
A listagem do negócio da Eve — sua startup de "carros voadores” — na NYSE, com um valor de firma (enterprise value) de aproximadamente US$ 2,1 bilhões, ainda impulsiona a análise da casa, uma vez que a Embraer possui participação de 90% na empresa de carros voadores.
O terceiro e último ponto que compõe a tese do JP Morgan para a Embraer (EMBR3) é a projeção de recuperação dos números da companhia no próximo ano.
Os analistas acreditam que o lucro terá uma sólida recuperação em 2023, com alta de 2 pontos percentuais na margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português), resultando em um Ebitda de US$ 638 milhões.
Assim como qualquer projeção, existem situações que podem colocar em risco toda a tese desenvolvida anteriormente. No caso da análise do JP Morgan sobre a Embraer (EMBR3), são seis fatores a serem considerados.
A relevância da Embraer no setor de aviação foi citada anteriormente como um dos pilares da análise do JP Morgan. Porém, se essa coluna começar a ceder, a estrutura inteira — no caso, a tese de investimento — pode vir a ruir.
Deixe-me explicar. Apesar de ser líder no mercado em que atua, a concorrência na aviação comercial está crescendo, inclusive pelo lançamento da aeronave A220 pela Airbus.
Assim, caso a companhia não consiga sustentar sua participação de mercado no segmento de jatos de até 150 assentos, a avaliação dos analistas pode ser impactada.
Além disso, se a empresa precisar reduzir suas margens para competir com a Airbus, os resultados no médio e longo prazo podem ficar abaixo do esperado pelo JP Morgan, o que também pode comprometer a análise das ações.
A recuperação da Embraer na aviação regional se mostrou evidente ao analisar a taxa de ocupação das aeronaves. Porém, outro fator pode impactar essa melhora: a entrega dos jatos em 2022.
Isso porque o segmento representa aproximadamente 40% da projeção dos analistas para o Ebitda da companhia.
O guidance da companhia para este ano é de 60 a 70 unidades entregues, contra 48 em 2021. O JP Morgan espera que a empresa entregue 65 aeronaves neste ano (o ponto médio da projeção da Embraer) e 90 unidades em 2023.
Ou seja: caso a recuperação do segmento venha mais lenta do que o esperado ou a rentabilidade seja menor que o projetado, as estimativas para o Ebitda também sofrem.
Outro ponto de risco para a análise da Embraer é o crescimento da concorrência entre fabricantes de aeronaves.
A Ásia (em especial, a China) já é o maior mercado de novos aviões de passageiros. Porém é uma região em que a Embraer possui exposição limitada, uma vez que representa apenas 5% do total de pedidos firmes da carteira da companhia em aviação comercial.
Assim, se surgirem novos concorrentes na Ásia ou a própria Embraer não tiver sucesso em crescer neste mercado, a análise do JP Morgan começa a estremecer.
Assim como um Ebitda abaixo das expectativas pode impactar a análise do JP Morgan, um fluxo de caixa livre da Embraer menor que o esperado também gerará efeitos na tese de investimento da casa.
“Embora a Embraer não tenha nenhum problema de curto prazo com relação à alavancagem, uma queima de caixa adicional em novos investimentos nos próximos trimestres pode levar a uma significativa redução do seu valor patrimonial”, disseram os analistas.
No primeiro trimestre de 2022, a posição de caixa da companhia foi de aproximadamente US$ 2,1 bilhões, com vencimentos não significativos até 2025 em torno de US$ 1 bilhão.
O principal cliente de uma das aeronaves da Embraer é ninguém menos que o governo brasileiro.
Porém, a questão fiscal do país fez com que a União revisasse para baixo o contrato de jatos C-390, de 28 aeronaves para apenas 22 atualmente.
Porém, caso surjam novos cortes nas encomendas, a avaliação do JP Morgan pode mudar.
Por fim, o mesmo negócio que pode revolucionar o setor da Embraer pode atingir em cheio a avaliação da companhia pelo JP Morgan.
Como dito anteriormente, a empresa possui 90% de participação na Eve. Se o mercado de eVTOL — os carros voadores da empresa — começar a deteriorar, a própria Embraer pode sair machucada.
Isso porque um cash burn maior que o esperado ou um atraso no desenvolvimento das aeronaves poderia impactar o valuation da Eve e, assim, a potencial geração de valor para a Embraer.
Produção de minério cresce entre janeiro e março, cobre e níquel surpreendem e bancos elevam projeções de lucro e geração de caixa; saiba o que fazer com os papéis agora
O valor total da propina chegaria a R$ 146 milhões, dos quais R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos ao então presidente do banco
Mesmo com lucro 88% maior, as ações da empresa caíram com um guidance mais fraco para o segundo trimestre e a saída do cofundador do conselho de administração
Movimento ocorre após troca de CEO e faz parte da estratégia para enfrentar o endividamento e destravar resultados
O anúncio dos proventos acontece antes de a companhia divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2026
Metais básicos impulsionam resultados operacionais, enquanto gargalos logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio afetam o escoamento
Durante o evento VTEX Day 2026, executivos das empresas explicaram que é necessário fazer adaptações para conquistar o público brasileiro
Além da bolada aos acionistas, estatal aprovou plano bilionário de investimentos para este ano e mudanças no conselho
O movimento marca o início de uma captação mais ampla, que tem como meta atingir US$ 1,5 bilhão ao longo dos próximos cinco anos
O banco suíço cita uma desconexão entre lucro e valuation para a nova avaliação das ações, que agora tem potencial de queda de 8,40%
Em fato relevante, a empresa comunicou ao mercado sua decisão de aceitar a proposta da MAK Capital Fund LP. e da Lumina Capital Management.
Além do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, o advogado Daniel Monteiro, considerado próximo a Daniel Vorcaro, foi preso em São Paulo nesta manhã
Telefônica paga R$ 0,11421932485 por ação, enquanto Marcopolo distribui R$ 0,085; confira datas de corte e quando o dinheiro cai na conta
Após vencer leilões e reforçar o portfólio, companhia ganha mais previsibilidade de caixa; analistas veem potencial adicional nos papéis
Para aumentar margens, algumas varejistas, como supermercados e até o Mercado Livre, estão dando alguns passos na direção da venda de medicamentos
Com real valorizado e dados fracos de exportação, banco vê pressão nas receitas e risco de revisões para baixo
Seu prazo para conseguir novas injeções de capital ou mesmo entrar em recuperação judicial ou extrajudicial está cada dia menor. E quem sofre são médicos e pacientes
A CSN poderá arrecadar mais de R$ 10 bilhões com a venda de sua unidade de cimento, que também é garantia de um empréstimo feito com bancos
Sistema funciona como um “raio-x” do subsolo marinho, melhora a leitura dos reservatórios e eleva o potencial de extração
Com compra da Globalstar, empresa quer acelerar internet via satélite e ganhar espaço em um mercado dominado pela SpaceX