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As informações ainda precisam ser confirmadas por fontes oficiais, mas o mercado já começa a precificar a desistência
O indicado da União para assumir a presidência da Petrobras (PETR4), Adriano Pires, acaba de desistir de assumir o cargo, segundo informações da Broadcast.
A decisão veio após Rodolfo Landim, apontado pelo governo federal para comandar o Conselho de Administração da Petrobras, abrir mão do posto para permanecer apenas como presidente do Clube de Regatas do Flamengo.
Landim anunciou a desistência após o clube perder a final do campeonato carioca para o Fluminense. Na ocasião, ele afirmou que o seu foco continuaria sendo o Flamengo; no entanto, ao longo do fim de semana começaram a circular as primeiras notícias quanto aos possíveis conflitos de interesse envolvendo os executivos indicados pelo governo.
Embora a interferência governamental no comando da Petrobras seja considerada negativa, o nome de Pires era considerado técnico e havia sido bem recebido pelo mercado financeiro — ele substituiria Joaquim Silva e Luna, demitido em meio à polêmica do aumento no preço dos combustíveis.
Com a nova onda de incertezas envolvendo o comando da companhia, suas ações operaram em baixa nesta segunda-feira (4) e puxaram o Ibovespa com um todo ao campo negativo. Mesmo com a alta de mais de 3% do petróleo, os papéis PETR4 recuaram 0,94%, a R$ 32,70.

“Essa queda das ações da Petrobras, mesmo com o petróleo em alta, está ligada à desistência de Landim e também ao fato de o mercado estar em dúvida se Pires vai assumir a empresa. Tudo o que causa dúvida, provoca realização”, diz Bruno Madruga, sócio e head de venda variável da Monte Bravo Investimentos.
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Madruga se refere ao relatório da diretoria de governança de conformidade da Petrobras sobre o histórico de Landim e de Pires.
Segundo o jornal O Globo, o dossiê mostra que a diretoria da Petrobras cita conflito de interesses e dificuldades para que os dois nomes sejam aprovados. De acordo com o documento, tanto Landim como Pires têm ligações com empresários e empresas do setor de gás.
“O fato de prestar consultoria para empresas de petróleo pode impedir que Pires assuma a estatal, ainda que ele seja um excelente nome para isso e conheça a Petrobras”, afirma Madruga, para quem a questão do controle de preços está mitigada no momento.
Ao que tudo indica, foi a questão do conflito de interesse que afastou Pires da indicação para a presidência da Petrobras (PETR4). Segundo a Broadcast, a desistência do economista veio depois que o governo Bolsonaro recebeu informações de que o nome dele não passaria no teste de governança da empresa.
A checagem do nome de dirigentes por empresas de fora da Petrobras é uma obrigação das regras da estatal, que tem ações da bolsa. Como sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Pires tem contratos de longo prazo com petroleiras e empresas de gás, entre elas a Cosan (CSAN3).
Para assumir o comando da Petrobras, Pires teria que abrir mão dos seus negócios. Segundo fontes ouvidas pela Broadcast, ele achou que daria simplesmente para passá-los para seu filho — o que não é permitido pelas regras de governança da estatal.
A Petrobras (PETR4) vem de um imbróglio recente envolvendo a paridade com os preços internacionais depois que o petróleo superou os US$ 100 o barril por conta da guerra na Ucrânia.
O presidente Jair Bolsonaro criticou o sistema que equipara o valor dos combustíveis no Brasil à flutuação do petróleo e do dólar, sinalizando com um possível controle de preços. Agora, a Petrobras se vê novamente no meio de incertezas, dessa vez ligadas ao comando da estatal.
Falando à CNN nesta segunda-feira (04), o general Joaquim Silva e Luna afirmou que não vai deixar a presidência da Petrobras enquanto a solução definitiva para o comando da companhia não for acertada.
Será que, em meio a toda essa incerteza, as ações PETR4 ainda valem a pena? Para a XP, a resposta é sim — segundo a corretora, as notícias sobre a desistência de Landim à presidência do Conselho de Administração são marginalmente negativas.
Apesar de acreditarem que isso pode gerar alguma volatilidade nas ações, os analistas André Vidal, Victor Burke e Thales Carmo mantiveram suas teses de investimento intacta, "desde que o estatuto da Petrobras e a Lei das Estatais (13.303/2016) permaneçam em vigor, blindando a empresa".
A XP também reiterou a recomendação de compra para as ações PN da Petrobras, com preço-alvo de R$ 47,80, o que representa potencial de alta de 44,80% em relação ao último fechamento.
Já para o BTG Pactual, o anúncio de Landim e a possibilidade de que Adriano Pires decline a posição de CEO da estatal são negativas, já que estendem a atual fase de governança corporativa e trazem mais incerteza.
O banco explica que no caso de Pires, a impossibilidade deve-se à Lei da Estatais, que impossibilita ter familiares trabalhando no mesmo setor.
"Até termos uma nova indicação para o cargo, esperamos que o papel continue registrando performance abaixo dos fundamentos de petróleo. O preço da ação pode sofrer ainda mais caso o Pires não assuma a posição", afirma o banco.
O BTG lembra que, com a aproximação das eleições, a Petrobras está cada vez mais no foco — e, em meio à incerteza, os investidores não estarão dispostos a pagar pelos fundamentos do papel. O banco manteve recomendação neutra para Petrobras.
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