Polêmico no Brasil, popular na Rússia: Telegram volta ao ar e Bolsonaro fala em crime; veja quantos seguidores presidente ganhou após decisão do STF
O aplicativo ultrapassou o WhatsApp e se tornou a ferramenta de mensagens mais popular entre os russos, segundo a operadora móvel Megafon

O Telegram esteve sob os holofotes nos últimos dias, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ordenou a suspensão dos serviços de troca de mensagem. A determinação foi revertida no domingo (20), mas, nem por isso, o aplicativo saiu das manchetes.
No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a disparar sua artilharia contra o STF. O chefe do Palácio da Alvorada chamou a proibição de Moraes de crime e disse que a medida era lamentável, indicando que o ministro resolveu recuar
"São milhões de pessoas que usam Telegram, você não pode prejudicar. Usam para fazer negócios", afirmou.
Bolsonaro ganha mais seguidores
Bolsonaro também chegou a dizer que Moraes faz "perseguição implacável" contra ele, mas parece que a decisão do ministro acabou ajudando o presidente no Telegram.
Antes da determinação, que ocorreu na sexta-feira (18), Bolsonaro tinha 1.085.114 inscritos no canal. No início da tarde de domingo (20), o número de seguidores chegou a 1.154.791.
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O total de seguidores de Bolsonaro é mais de dez vezes maior que o de rivais pela presidência nas eleições de outubro deste ano.
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 48,5 mil inscritos;
- Ciro Gomes (PDT): 19,3 mil;
- Sergio Moro (Podemos): 5.335.
Telegram dispara na Rússia
E não é só por aqui que o Telegram é popular. Na Rússia, país de origem do aplicativo, a ferramenta de troca de mensagem ganhou impulso em meio à guerra na Ucrânia e às proibições do presidente Vladimir Putin a alguns serviços digitais.
A Megafon, uma das quatro principais operadoras de telecomunicações da Rússia, disse que sua análise do tráfego de internet móvel mostrou que a participação do Telegram saltou para 63% nas duas primeiras semanas de março, de 48% nas duas primeiras semanas de fevereiro.
A participação do WhatsApp caiu de 48% para 32%, ainda de acordo com a Megafon.
A Meta, dona do WhatsApp, está envolvida em um processo judicial na Rússia, com promotores locais tentando rotular o aplicativo como uma organização extremista.
Além disso, as autoridades russas vêm promovendo ativamente o Telegram em meio à proibição de outras plataformas como Facebook, Instagram e Twitter.
*Com informações da Reuters e do R7
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