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As autoridades russas estimam que as medidas punitivas adotadas pelas potências ocidentais congelaram cerca de metade de seus US$ 642 bilhões em reservas

O banco central da Rússia parece estar com a bola branca encostada na caçapa, quase sem ângulo para uma tacada. E tudo porque as sanções impostas por EUA, Europa e aliados estão surtindo efeito sobre as reservas internacionais do país, ameaçando secar a fonte de recursos de Vladimir Putin.
Desde que as potências ocidentais impuseram sanções econômicas e financeiras à Rússia, o país tem lutado para encontrar alternativas para suas reservas congeladas em moeda estrangeira.
"A lista dos países que emitem moedas de reserva líquida é limitada e são eles que tomaram medidas hostis e reduziram nosso acesso", disse a presidente do banco central russo, Elvira Nabiullia.
Mas como quem tem amigo, tem tudo, a China aparece mais uma vez como uma alternativa. As autoridades russas estimam que as sanções congelaram cerca de metade de seus US$ 642 bilhões em reservas, mas o banco central do país ainda ficou com yuan e ouro.
Sair de uma sinuca de bico não é fácil, mas também não é impossível. O banco central russo é a prova de que, com a estratégia certa, é possível tentar uma jogada.
Antes de invadir a Ucrânia, 11% das participações da Rússia eram dólares, já que o banco central havia diminuído drasticamente sua exposição aos EUA ao adicionar o yuan e o euro às suas reservas.
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Segundo a Bloomberg, mais de um terço das reservas russas estão em euros, com investimentos adicionais em libra e iene.
Mas todos os itens acima foram congelados pelos rivais de Putin em meio à guerra na Ucrânia, o que forçou o banco central da Rússia a tomar medidas drásticas.
A autoridade monetária teve que recorrer a aumentos acentuados da taxa de juros e controles de capital rigorosos, como limites sobre a quantidade de moeda estrangeira que os russos poderiam transferir.
Como era de se esperar, a Rússia não vai deixar a jogada do Ocidente para secar seus recursos passar batida.
De acordo com Nabiullia, o banco central está planejando retaliações legais contra países que bloquearam ativos russos, mas qualquer ação "deve ser pensada com muito cuidado para que possamos obter o resultado desejado".
A chefe do BC russo também alertou que o período em que a economia pode viver de reservas é finito.
Por isso, segundo ela, no segundo e terceiro trimestre a Rússia entrará em um período de transformação estrutural e de busca por novos modelos de negócios.
*Com informações da Bloomberg e do Markets Insider
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