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Defesa de Elon Musk tentava ganhar tempo e adiar decisão em pelo menos um mês, mas conquistou direito de usar depoimento de ex-funcionário da rede social a seu favor

O bilionário Elon Musk até que tentou, mas teve seu pedido de adiamento do julgamento sobre a compra do Twitter negado por um tribunal da Delaware, nos Estados Unidos.
O dono da Tesla foi obrigado a responder judicialmente por sua tentativa de compra da rede social após abandonar o acordo de US$ 44 bilhões.
De acordo com um documento divulgado nesta quarta-feira (7), o julgamento acontecerá no dia 17 de outubro conforme previsto, enquanto os advogados de Musk tentavam empurrar a decisão para meados de novembro.
Na avaliação da corte, quanto mais demorado o processo, mais prejudicial para o Twitter — que busca obrigar o empresário a cumprir o acordo. Assim, não haveria motivos para adiar o julgamento em quatro semanas.
Porém, nem tudo está perdido: o tribunal cedeu e permitiu que ele adicione o testemunho do ex-chefe de segurança do Twitter, Peiter “Mudge” Zatko, ao seu processo.
Ele denunciou falhas graves de segurança nos procedimentos do Twitter há poucas semanas. A intenção da defesa de Elon Musk é provar, a partir deste caso de falha de segurança, que a rede social violou os termos do acordo de compra e, assim, livrar o bilionário de seguir com o negócio.
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O Twitter, por sua vez, nega as acusações do ex-funcionário.
O julgamento marcado para o mês que vem acontecerá após Elon Musk desistir de comprar o Twitter num acordo de US$ 44 bilhões.
O número de usuários fictícios, ou “spam”, na plataforma é o principal motivo por trás do fim do acordo para a compra.
De acordo com uma carta emitida pelo escritório de advocacia que representa Elon Musk, o a dona da rede social violou o acordo ao "parecer ter feito declarações falsas e enganosas nas quais o Sr. Musk se baseou ao celebrar o contrato".
A queixa é que a empresa se recusou ou falhou em fornecer informações solicitadas pelo dono da Tesla.
O Twitter rejeitou essa afirmação e argumentou que Musk não aderiu aos termos do acordo, inclusive violando um acordo de confidencialidade e depois se gabando disso no Twitter. A empresa de mídia social processou Musk em 12 de julho no Delaware Chancery Court, buscando fazer cumprir os termos da transação.
* Com informações da CNBC
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