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DE BOCA FECHADA

Mordida do Leão? Na boca da eleição, Guedes nega fim da dedução de despesas com saúde e educação do IR

A cinco dias do segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto, ele também disse que não mudará as regras para corrigir o salário mínimo

Paulo Guedes
O ex-ministro da Economia, Paulo Guedes - Imagem: Alan Santos/PR

Se depender do ministro da Economia, Paulo Guedes, o Leão vai permanecer de boca fechada — pelo menos no que diz respeito à dedução das despesas com saúde e educação no Imposto de Renda (IR).

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A cinco dias do segundo turno das eleições presidenciais, Guedes negou que mudará as regras para corrigir o salário mínimo e que acabará com as deduções de saúde e educação do IR.

As declarações vão contra o que fez a própria equipe de Guedes, que defendeu por escrito o fim dos descontos com despesas médicas e de educação no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A medida representaria uma economia de R$ 30 bilhões para o caixa do governo e, assim, compensaria em parte as promessas que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição, tem feito na campanha. Guedes, entretanto, negou que tomará essa medida.

"Não deixem que roubem sua tranquilidade, já roubaram muita coisa. Sai uma fake news por dia à medida que nos aproximamos da eleição. Tenho que desmentir as mentiras deslavadas que estão sendo contadas todos os dias. Trabalhadores, aposentados e pensionistas receberam aumentos mesmo durante a pandemia. Possivelmente algum petista dentro do ministério pega um trabalho sem aval nosso e passa para jornalista. Vencida e ultrapassada a pandemia, aumentos de salários e benefícios podem ser inclusive acima da inflação", disse o ministro.

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Segundo Guedes, o sonho do governo Bolsonaro é que o País tenha uma grande economia de mercado, com classe média forte. O ministro ainda afirmou que esse processo passa pelo fortalecimento do cooperativismo.

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"Esperamos ter contato mais próximo com cooperativismo em segundo mandato. Tem gente do outro lado querendo acabar com simples e regimes especiais para cooperativas. Tentamos colocar cooperativas dentro de todos os regimes. Faremos transição para IVA, OCDE dá parâmetro para isso", declarou Guedes.

Os contratos da PPSA

O ministro da Economia afirmou ainda que o governo estuda vender R$ 380 bilhões em contratos da PPSA. Entretanto, ele não deu detalhes sobre como será esse processo. 

Segundo Guedes, parte da imprensa é militante e tem recebido informações de servidores que ele chamou de petistas.

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"Por que não vazaram que queremos vender R$ 380 bilhões de contratos da PPSA? Isso é um estudo. Querem criar desassossego na classe média brasileira. Deixo claro para a classe média brasileira que não vamos tirar as isenções das despesas com saúde e educação. Tem petista aqui dentro, eles fazem um documento e vazam pra imprensa como se fosse plano do governo. Foi descartado por mim tirar dedução do IR dois anos atrás", disse o ministro.

Para ele, o governo estuda aumentar as isenções de IR para as classes mais baixas.

Guedes sem pacote

Guedes voltou a afirmar que o governo não pretende lançar um pacote de medidas que vai assustar e trazer danos para empresários e para a classe média. 

Segundo ele, todas as medidas tomadas pelo governo são anunciadas pela equipe econômica, com antecedência e em diálogo com a sociedade.

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"Não vamos dar susto em ninguém, não tem pacote do Guedes. Tudo o que vamos fazer anunciamos antes. Toda Arca de Noé tem um pica-pau. Aqui no Ministério da Economia também tem um petista com uma picareta", disse o ministro.

As projeções de Guedes para o Brasil

Guedes afirmou que o Brasil deve crescer entre 3% e 4% nos próximos 10 anos. Segundo ele, esse processo passa pela reforma tributária, que deve melhorar o ambiente de negócios.

Declarou também que a reforma tributária, que prevê a tributação de lucros e dividendos, está paralisada no Senado, após ser aprovada pela Câmara. Segundo ele, se Bolsonaro for reeleito, a proposta avançará no Congresso.

Guedes também relembrou que o governo investiu na tecnologia para digitalizar os serviços oferecidos aos brasileiros. 

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"O Brasil está saindo do sétimo lugar em direção ao segundo lugar como melhor governo digital do mundo", disse.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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