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Eles ficaram mais modernos, inteligentes e econômicos. Entenda mais sobre os diferentes tipos de câmbios automáticos e por que eles estão dominando o mercado
O câmbio automático cresce na preferência dos consumidores e hoje já é maioria entre os carros novos. De acordo com um estudo da Bright Consulting, em 2021, 55% dos automóveis e comerciais leves (autoveículos) emplacados no país vinham equipados com o câmbio automático.
Isso acontece, primeiramente, porque eles não estão mais tão caros como ocorria no passado. Além disso, trazem conforto e comodidade ao motorista. E convenhamos: eles fazem toda a diferença quando se pega um congestionamento.
Conforme foram ganhando tecnologia, ficaram mais acessíveis. A maior demanda, por sua vez, gerou escala e as montadoras, em algumas linhas, passaram a oferecer apenas transmissão automática.
Hoje você não encontra mais, como zero-km, Toyota Corolla e Corolla Cross, Volkswagen Nivus, Fiat Toro, Hyundai Creta e Peugeot 2008, entre outros, manuais: apenas com câmbio automático.
Entre carros novos e usados, o consumidor pode ficar na dúvida entre as diferentes caixas de câmbio. No chamado câmbio automático convencional, ou conversor de torque, as marchas são trocadas automaticamente, dispensando o pedal da embreagem.
Já a transmissão CVT (sigla de Transmissão Continuamente Variável) não possui marchas pré-definidas porque são variáveis, operando de forma mais gradual e suave. Sem trancos, o CVT tem menor custo e seu sistema ajuda a reduzir o consumo.
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Há alguns anos, as montadoras trouxeram para o Brasil, em carros de menor custo, os câmbios automatizados, que também dispensavam o terceiro pedal, embora tivessem embreagem.
São câmbios mecânicos com mudanças de marchas automáticas. Sensores ajudam a atuar na troca da marcha. E quando isso ocorre é preciso tirar o pé do acelerador, como num carro manual. Alguns carros apresentavam delay, e era comum sentir o tranco nas passagens de marchas.
Com o tempo, foram vencidos pelos automáticos muito em função da rejeição do consumidor brasileiro, ao mesmo tempo em que os automáticos, fabricados em maior escala, tiveram custo reduzido. Chevrolet, Fiat, Ford, Renault e Volkswagen ofereceram carros de entrada com câmbio automatizado, mas hoje eles são raros.
Há ainda os carros equipados com sistema automatizado, mas de dupla embreagem, encontrado geralmente carros mais esportivos e sofisticados. Nele, dois sistemas de embreagem distintos intercalam as engrenagens de marchas e deixam o conjunto bem mais ágil.
Algumas pessoas gostam de dirigir de forma mais esportiva e preferem trocar as marchas, como se tivessem o carro mais “à mão”.
Por terem de dividir o carro com outras pessoas, que preferem o automático, ou por gostarem dos dois tipos de câmbio, a indústria oferece, em alguns modelos, a opção de trocas de marcha para os sistemas automáticos, CVT ou automatizados.
Cada carro tem sua proposta. Os mais acessíveis oferecem as mudanças de marcha pela alavanca, com toques que aumentam ou diminuem as marchas. Os mais esportivos possuem os chamados paddle shift, aletas ou borboletas atrás do volante, para a troca de marchas.
A transmissão tem influência direta no consumo. Tanto, que na divulgação dos números do Inmetro, boa parte dos carros mais econômicos tem câmbio manual. Mas não se engane. As medições de consumo são feitas por profissionais muito bem preparados para trocar as marchas manuais no tempo correto, no trânsito do dia a dia e não por motoristas comuns.
Mas se a pergunta for, qual tipo de carro consome mais, é correto afirmar que automático convencional, em geral, gasta mais que o manual. Como a troca de marchas é feita em rotações mais altas, porque ele estica mais as marchas, existe uma tendência do automático consumir entre 10 e 15% a mais que um modelo similar manual.
As transmissões CVT jogaram esse mito por água abaixo e, conforme o modelo, chegam a ser mais econômicas que seu similar com câmbio manual.
Na tabela abaixo, fizemos uma comparação de modelos que usam o mesmo motor com caixas de transmissão diferentes (algo cada vez mais raro). Confira a diferença de consumo, levando em conta o uso de gasolina em percursos urbanos e rodoviários.
Consumo manual x automático (gasolina)
Modelo | Manual (km/l) cidade / estrada | Automático (km/l) cidade / estrada |
| Chevrolet Onix Plus 1.0 Turbo | M613,7 / 17 | A612 / 15 |
| Hyundai HB20 S 1.0 Turbo | M613,6 / 16 | A612,1 /15,3 |
| Fiat Strada 1.4 8V | M511,7 / 12,4 | CVT12,4 /13,9 |
| Nissan Kicks 1.6 | M511,1 / 13 | CVT 11,4 / 13,7 |
| Fiat Pulse 1.3 | M512,6 / 14,7 | CVT12,9 / 14,3 |
Na prática, as transmissões CVT são mais econômicas que seus similares manuais, nos casos de Strada e Kicks e com vantagem para cidade no CVT do Pulse. O mesmo não ocorre com os câmbios automáticos, mais gastões no Onix Plus e HB20S.
Os sistemas evoluem rapidamente e por causa disso os carros mais modernos com transmissão automática têm, no mínimo, 6 marchas. Com isso, ele troca as marchas com a rotação mais baixa e o maior número de marchas entrega mais eficiência.
Vale lembrar que o sistema Start Stop, que desliga o carro sempre que ele para em semáforos e congestionamentos, por exemplo, e presente em muitos carros, é mais comum nos automáticos.
Assim que o motorista pisa no freio ou no acelerador, o carro religa. No caso dos manuais, é preciso lembrar de desengatar a marcha.
Sem entrar no mérito da importância da manutenção preventiva, obrigatória para qualquer tipo de carro, transmissões dão pouca manutenção, desde que bem utilizadas. Na comparação, as caixas manuais tendem a pedir mais manutenção, mas o custo é menor.
Caixas automáticas e CVT têm excelente durabilidade, estimada pelas fabricantes em 300 mil km, desde que obedecidas as revisões periódicas. Mas quando requerem algum reparo, é possível dizer que os modelos automáticos, por seu conjunto, tenham consertos mais caros. E já foram até mais, no passado. A mão de obra, mais especializada, também pesa neste custo.
Como prevenção, é importante observar o fluido de câmbio e o período de troca, que varia conforme o carro, geralmente a partir de 40 mil km. Consulte sempre o manual do proprietário.
Por fim, antes de comprar ou se arrepender, estude se o carro automático é adequado ao seu perfil. Até porque, até então, para tirar a habilitação é exigido saber dirigir modelos manuais e não automáticos.
O câmbio automático é para:
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