Com alta de até 13%, estas sete criptomoedas conseguem se salvar da ‘onda vermelha’ que assola o bitcoin; entenda os motivos e se vale a pena investir
Saiba quem são, o que fazem e os riscos de se investir nessas criptomoedas que conseguiram sobreviver aos últimos dias
Os mais de 15 mil projetos em criptomoedas guardam semelhanças e diferenças cruciais entre si, o que explica a queda de umas e o avanço de outras. Em um cenário em que o bitcoin (BTC) despenca mais de 15% na semana, algumas moedas ainda se salvam no período.
Mas por que isso acontece? Bom, alguns projetos estão “fora do radar” de analistas e investidores, e isso faz com que as maiores criptomoedas do mundo tenham menor influência sobre eles.
Além disso, justamente por serem mais desconhecidos, a comunidade que apoia essas criptomoedas menos conhecidas tende a sustentar o preço dos ativos, por acreditar nos fundamentos daquele projeto — como acontece com as memecoins, caso do Dogecoin (DOGE) ou do Shiba Inu (SHIB).
Enquanto as maiores criptomoedas do mundo registram perdas de quase 30%, confira sete projetos que sobem nos últimos sete dias.
Mas antes, um aviso sobre criptomoedas
Vale ressaltar que o mercado de ativos digitais é extremamente volátil e qualquer pessoa ou grupo pode lançar uma nova criptomoeda. No entanto, isso não significa necessariamente que o projeto é sério ou que tenha algum futuro.
Nós selecionamos entre os 100 maiores projetos em valor de mercado (market cap) porque é uma das métricas utilizadas para medir a qualidade de um projeto, de acordo com o Coin Market Cap.
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Além disso, você irá reparar que muitos deles têm semelhanças com o ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda do mundo e a queridinha dos analistas. Portanto, na hora de olhar um projeto, o melhor é acompanhar o que especialistas do mercado dizem sobre eles.
Ausência ou poucas informações sobre uma criptomoeda podem indicar que o projeto é muito recente ou desconhecido — e o risco de investir neles aumenta significativamente.
Agora sim, vamos às criptomoedas que sobem esta semana:
| Posição em valor de mercado | Nome (ticker) | Preço | 24h % | 7d % |
| 18 | TRON (TRX) | US$ 0,7695 | -6,53% | 13,22% |
| 96 | 1inch Network (1INCH) | US$ 1,29 | -0,28% | 12,32% |
| 26 | Algorand (ALGO) | US$ 0,6535 | -13,90% | 10,63% |
| 50 | Waves (WAVES) | US$ 13,84 | 6,57% | 8,85% |
| 72 | Zilliqa (ZIL) | US$ 0,7287 | -3,86% | 3,28% |
| 67 | Curve DAO Token (CRV) | US$ 2,12 | -11,93% | 2,81% |
| 73 | Neutrino USD (USDN) | US$ 0,9817 | 0,17% | 0,57% |
1 — TRON (TRX)
A primeira criptomoeda que se salvou na última semana é a Tron. De acordo com o white paper, que traz a ideia que os desenvolvedores conceberam para o projeto, essa é uma rede (blockchain) focada em web 3.0.
Ela pretende aumentar a participação de criadores de conteúdo na distribuição de ganhos pelo seu trabalho. “O usuário pode pagar diretamente o seu influencer preferido sem a necessidade de uma plataforma como Facebook ou Youtube”, afirma o texto.
O nosso último convidado do Papo Cripto, o CEO da Dux — uma startup focada em web 3.0 —, Luiz Octavio Gonçalves Neto, contou o que é a nova geração da internet no último programa. Ele também fala dos seus projetos preferidos ligados à novidade.
2 — 1inch Network (1INCH)
Na sequência desses projetos, o 1inch pretende ser um protocolo para otimizar as negociações em DeFis, as finanças descentralizadas. Isso inclui tornar o processo mais rápido, seguro e, é claro, benéfico para ambas as partes.
O diferencial da 1INCH é que ela é um protocolo governado por uma organização autônoma descentralizada (decentralized autonomous organization, ou simplesmente DAO), em que não existe um desenvolvedor central, mas os contratos inteligentes (smart contracts) são criados e validados pelos participantes da rede.
Essa blockchain conta com mais de 70 provedores de liquidez na rede ethereum e já recebeu rodadas de investimento do tipo série A (focada na consolidação do projeto) e série B (focada na expansão das atividades) no total de US$ 187 milhões.
3 — Algorand (ALGO)
A rede da Algorand se define como um “projeto autossustentável, descentralizado de rede baseada em blockchain”. Em outras palavras, ela é uma solução de primeira camada (layer 1 ou L1) — ou “camada zero”, como alguns analistas gostam de chamar.
Ela serve de suporte para criação de outras criptomoedas e ambientes digitais, assim como acontece com a rede do ethereum. Entretanto, ela possui taxas de negociação (gas fees) menores do que as do ETH, que costumam girar em torno de US$ 25 (R$ 127) em média.
4 — Waves (WAVES)
De maneira semelhante, a rede Waves também é um protocolo que busca otimizar o desenvolvimento de aplicações em blockchain, como DApps (decentralized apps ou aplicativos descentralizados) e teste de contratos inteligentes.
Em 2020, os desenvolvedores da Waves integraram a blockchain à rede do ethereum, transformando a criptomoeda WAVES em um ERC-20 — Ethereum Request for Comments, tokens-padrão para criação de projetos dentro do éter.
5 — Zilliqa (ZIL)
Outra criptomoeda focada em escalabilidade, desenvolvimento de projetos e taxas mais baratas é a Zilliqa. Atualmente, a rede processa centenas de transações por segundo e busca ampliar esse número a cada nova atualização.
Além de permitir a criação de aplicativos descentralizados, a Zilliqa também realiza o staking de criptomoedas — uma espécie de “pagamento de dividendos” no mercado cripto, que permite o usuário receber por moedas em sua carteira.
6 — Curve DAO Token (CRV)
Um dos poucos projetos mais conhecidos desta lista, o Curve DAO Token é um dos primeiros projetos em DAOs focado principalmente no universo das DeFis.
Essa blockchain promete ser um automated market maker (AMM), provendo liquidez para os principais protocolos de DeFi disponíveis no mercado.
O CRV ajuda principalmente criadores de stablecoins a manterem seus tokens (criptomoedas) estáveis durante períodos de incerteza, que costumam fazer as cotações oscilarem.
7 — Neutrino USD (USDN)
Por último, essa é mais uma das stablecoins disponíveis no mercado, a Neutrino USD. Essas “moedas estáveis” têm paridade de 1 para 1 com outras moedas — no caso, o dólar — ou com commodities.
O preço mais baixo dela em relação ao dólar (ela é negociada a US$ 0,98) se deve principalmente a um ajuste do protocolo e das reservas necessárias para que a empresa por trás da emissão consiga manter a paridade com o dólar.
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