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Relembre o histórico da adoção da criptomoeda como moeda oficial do país desde junho do ano passado até a “Cidade Bitcoin”
O anúncio de que o primeiro país a adotar o bitcoin (BTC) como moeda oficial também passaria a emitir títulos de dívida (bonds) em criptomoedas animou os investidores em novembro de 2021. Mas a realidade se impôs a Naiyb Bukele, presidente do país, após uma matéria da Bloomberg.
De acordo com a reportagem, nenhum investidor se prontificou “a colocar um centavo” no título da dívida em BTC proposto por Nayib Bukele, que pretendia levantar US$ 1 bilhão.
Quem colocou água no chope dessa história foi o Fundo Monetário Internacional (FMI), que aumentou as preocupações dos credores quanto a esse tipo de investimento em criptomoedas.
O fundo destaca que a grande volatilidade desse mercado fez desse investimento arriscado demais e chegou a recomendar que El Salvador abandonasse a ideia de adotar o bitcoin como moeda oficial.
As conversas com o FMI foram praticamente suspensas, mas Bukele ainda precisa lidar com outro problema mais concreto: o prêmio de risco tradicional da dívida do país centro-americano disparou.
Isso pode parecer uma boa oportunidade em um primeiro momento, mas eles sofrem dos mesmos problemas dos títulos de guerra da Ucrânia, que prometem retornos de 11% com prazo de até um ano: o grande risco de calote.
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O bônus sobre o título com prazo para 2023 chegou a 24%, o que indica um investimento de altíssimo risco e os analistas já esperam por um calote.
Em 9 de junho de 2021, o pequeno país localizado no coração da América Central fez história e entrou para as manchetes ao ser a primeira nação do mundo a adotar o bitcoin como uma de suas moedas oficiais, juntamente com o dólar.
Muito mais do que apenas uma medida econômica, Nayib Bukele faz parte de uma geração (os millenials) que acredita no futuro das moedas digitais — ele é pessoalmente um entusiasta de criptomoedas.
Pouco mais de cinco meses depois, Bukele anunciou a criação de uma cidade inteira com o US$ 1 bilhão resultante da emissão de títulos.
A 'Cidade do Bitcoin' ficaria na região de La Unión, mo leste do país. A localização foi cuidadosamente escolhida: a região fica aos pés do vulcão Conchagua, e a energia geotérmica gerada pela formação rochosa irá abastecer o projeto, cuja infraestrutura demandará recursos na ordem de US$ 17,7 bilhões.
Na mesma época, o presidente do país também pretendia emitir outros títulos para financiar o projeto da cidade, que se tornaria um polo de mineração verde de bitcoin, na ideia inicial de Bukele.
Entretanto, nem o sonho da cidade, nem as usinas geotérmicas para mineração da criptomoeda e muito menos o título acabaram saindo do papel até o momento.
Não deixe de conferir o último Papo Cripto, em que eu converso com João Canhada, CEO da Foxbit.
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