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Os mercados de ações ao redor do mundo sentiram a pressão de dados de inflação nos EUA; as criptomoedas não escaparam da tendência de baixa do momento
O dia de terror que Wall Street viveu nesta sexta-feira (10) chegou ao mercado de criptomoedas como um drama — já que o bitcoin (BTC) e outros ativos digitais vem sofrendo há algumas semanas para sustentar patamares psicologicamente importantes.
Mais cedo, o mundo viu o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA acelerar para 1% em maio, de 0,3% em abril. Em base anual, o CPI subiu 8,6%, com os preços da gasolina atingindo um recorde e o custo dos serviços avançando ainda mais.
O chamado núcleo do índice, que exclui preços mais voláteis de alimentos e energia, teve alta de 6% em termos anuais — comparações que vieram acima das projeções dos analistas.
Não bastasse a inflação seguir implacável nos EUA, outro indicador também chamou atenção: a leitura preliminar de junho do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan ficou bem abaixo das expectativas, caindo para 50,2 pontos, uma mínima histórica.
A combinação foi fatal para derrubar as bolsas ao redor do mundo e também pesou sobre o mercado de criptomoedas, embora menos do que sobre as ações.
Por volta de 20h25, o bitcoin (BTC) operava em queda de 2,97%, cotado a US$ 29.183,95. Confira a cotação de algumas das principais criptomoedas do mundo:
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| Nome | Preço | 24h % | 7d % |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 29.183,95 | +2,97% | -2,11% |
| Ethereum (ETH) | US$ 1.679,17 | +6,24% | -5,94% |
| Tether (USDT) | US$ 0,9992 | +0,03% | -0,01% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | 0,00% | -0,02% |
| BNB (BNB) | US$ 287,13 | +0,75% | -3,90% |
A grande questão é que, para uma inflação que não dá tréguas, o remédio é o aumento dos juros nos EUA.
Juros altos lá significam fuga dos investidores dos ativos de risco — algo que já vem acontecendo — como ações e criptomoedas, entre elas o bitcoin.
O Federal Reserve (Fed) já avisou inúmeras vezes aos mercados que não poupará esforços para conter o aumento de preços nos EUA.
O banco central norte-americano já se mostrou disposto a elevar a taxa de juros o quanto for preciso. Até o momento, o Fed já telegrafou mais duas elevações de 0,50 ponto percentual (pp).
Mas, com os dados de hoje, os investidores voltam a especular sobre aumentos de 0,75 pp — o que pode lançar a economia dos EUA em recessão.
Por isso, os olhos do mundo estarão voltados para a decisão de política monetária do Fed da próxima quarta-feira (15) e, principalmente, para as declarações do presidente Jerome Powell, na coletiva marcada para às 15h30 do mesmo dia.
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