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O banco central norte-americano deve anunciar na quarta-feira (04) mais um aumento da taxa de juros — uma decisão com potencial para afetar o comportamento de ativos digitais
O bitcoin (BTC) opera em alta nesta noite de segunda-feira (02), acompanhado de algumas das principais criptomoedas do mundo.
Embora esteja iniciando o mês e a semana em tom mais positivo, o BTC tem um desafio importante pela frente: a decisão do Federal Reserve (Fed).
A expectativa é de que o banco central norte-americano anuncie na quarta-feira (04) mais um aumento da taxa de juros, que atualmente está na faixa entre 0,25% e 0,50% ao ano.
Muitos agentes do mercado trabalham com um aumento mais agressivo neste encontro, de 0,50 ponto percentual, o que pode pressionar bolsas e demais ativos de risco — entre eles, as criptomoedas.
Por volta de 20h20, o bitcoin (BTC) operava com alta de 0,66%, cotado a US$ 38.38.643,58. Confira a performance de algumas das principais criptomoedas nesta noite:
| Nome | Preço | 24h % | 7d% |
|---|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | US$ 38.643,58 | +0,66% | +4,36% |
| Ethereum (ETH) | US$ 2.869,72 | +1,88% | +4,78% |
| Tether (USDT) | US$ 0,9999 | -0,02% | -0,02% |
| BNB (BNB) | US$ 390,42 | +0,13% | +3,59% |
| USD Coin (USDC) | US$ 1,00 | -0,02% | -0,02% |
Assim como todo adolescente, o bitcoin começa a assumir certas responsabilidades e protagonismo. O avanço regulatório sobre as criptomoedas é um desses aspectos que devem fazer o mercado de criptomoedas amadurecer.
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Mas a alta dos juros e a redução do balanço patrimonial do Fed, que deve fechar a torneira de dinheiro para a economia americana, são os grandes eventos que influenciam com o bitcoin.
Nesse sentido, pode-se estabelecer uma nova ordem entre o mercado tradicional e o universo das criptomoedas. Vale lembrar que a crise de 2008 — com uma gigantesca interferência dos BCs na economia — foi a fagulha que deu origem às moedas digitais.
Em outras palavras, os investidores podem optar por moedas que não estejam relacionadas a autoridades e governos. Do contrário, o dinheiro dos Bancos Centrais pode ganhar ainda mais força em um cenário de incerteza pela frente, como os desdobramentos da guerra na Ucrânia e o avanço da covid-19 na China.
Dificilmente a maior criptomoeda do mundo terá seu valor reduzido a zero. O mercado como um todo vale cerca de US$ 1,73 trilhão, dos quais mais da metade desse total é apenas bitcoin.
Entretanto, as oscilações de preço — tanto para cima quanto para baixo — devem continuar acompanhando o BTC por um longo período. Os especialistas recomendam não se desfazer de suas posições em cripto nos momentos de crise e evitar seguir o “efeito manada”.
É preciso lembrar que o mercado é volátil e qualquer alteração de cenário pode fazer a maré virar. Por isso, é recomendado apenas uma pequena parcela dos seus investimentos em criptomoedas.
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