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Corrida do ouro: na disputa entre Magazine Luiza, Via e Americanas, ficou rico quem vendeu anúncios

Magazine Luiza é uma das poucas garimpeiras que podem se dar bem na corrida pelo varejo brasileiro, não só pelo poder financeiro, mas por tudo o que vem construindo nos segmentos de logística, marketplace, serviços financeiros

Imagem mostrando uma bacia com pequenos fragmentos de ouro, simbolizando a atividade do garimpo
Imagem: Unsplash

Por volta de 1850, o desejo de ficar rico da noite para o dia fez 300 mil pessoas largarem tudo o que tinham para cruzar os Estados Unidos em busca de ouro na Califórnia.

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Esse episódio ficou conhecido como "a corrida pelo ouro" e, como você deve imaginar, acabou não dando certo para a grande maioria desses sonhadores.

O melhor negócio é vender picaretas

Se trezentas pessoas estivessem concorrendo pelo ouro californiano, é bem provável que todas elas acabariam encontrando alguma recompensa interessante nessa cruzada. Mas trezentas mil pessoas é gente demais .

É muita concorrência para um recurso tão raro como o ouro — e é claro que o sonho de ficar rico acabou virando frustração e pobreza para quase todas as pessoas que largaram tudo.

Quem realmente ganhou dinheiro nessa época? Alguns poucos garimpeiros tiraram a sorte grande, mas quem ficou rico de verdade — e sem depender da sorte — foram os vendedores de picaretas, que tinham 300 mil clientes pagando qualquer preço em busca de um sonho.

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Trezentas mil lojas online 

Se você quer vender um produto, precisa fazer marketing de alguma forma. Nos tempos antigos, seria um anúncio na revista, um carro de som ou uma propaganda na televisão; hoje em dia, com o crescente uso da internet, o marketing digital é que tem dominado. São os tais dos anúncios online.

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Empresas de e-commerce contratam serviços como o Google Ads, que por sua vez anunciam o seu produto para os melhores clientes potenciais baseado no histórico de busca deles. Só que o custo do seu anúncio varia de acordo com a concorrência.

Se tiver muita gente querendo anunciar o mesmo produto, para o mesmo público, no mesmo espaço, o Google Ads fará uma espécie de leilão e vai vencer aquele que pagar mais.

Isso nem era lá um grande problema para as grandes companhias de varejo online. O problema é que, nos últimos semestres, houve uma inundação de dinheiro no setor: IPOs, follow-on e rodadas de captação privada deram um enorme poder de fogo para as varejistas.

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Isso significa mais investimento em marketing, mais competição pelos cliques e lances cada vez maiores pelos anúncios. Mas, enquanto as varejistas se matam para ver quem paga mais para anunciar o produto que querem vender, quem dá risada à toa é o Google.

Dá uma olhada nas receitas de anúncios da companhia, que cresceram incríveis US$ 62,6 bilhões, mais de 40% na comparação com 2020.

Fonte: Statista

Na era da corrida pelo clique, quem vende as picaretas é o Google. E vai continuar assim por um bom tempo.

É por isso que a companhia está na série As Melhores Ações do Mundo, que conta com outras empresas internacionais para você construir uma carteira dolarizada com bastante potencial de retorno. A lista completa está aqui, se você quiser conferir.

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Os poucos garimpeiros bem-sucedidos 

Será que todas as empresas de e-commerce estão fadadas a entregar seus recursos para o Google, o Facebook e outras empresas que ganham dinheiro com anúncios?

É difícil imaginar que muitas das companhias que hoje estão gastando rios de dinheiro com marketing continuem com esse mesmo apetite. Primeiro, porque muitas delas nem conseguem gerar resultados, só têm dinheiro hoje porque alguém investiu baseado em alguma promessa mirabolante.

Segundo, porque a maré não está mais tão favorável para levantar dinheiro via IPO nem follow-on. Os juros estão bem mais elevados e os empréstimos bem menos atrativos para as empresas que estiverem dispostas a queimar recursos para atrair clientes.

Tudo isso deve culminar em um ambiente mais racional e menos custoso para anunciantes, ainda que demore um pouco. Mas o fato é que essa dinâmica acaba sendo um problema para companhias como Via (VIIA3), Americanas (AMER3) e Magazine Luiza (MGLU3) no curto prazo — que, além disso, ainda estão vendo a demanda por produtos de linha branca retrair e as margens se apertarem por causa da inflação.

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Apesar desses ventos contrários, entendemos que o Magazine Luiza é justamente uma das poucas garimpeiras que podem se dar bem nessa corrida pelo varejo brasileiro, não só pelo poder financeiro que ela possui sem precisar de injeções de capital, mas por tudo o que ela vem construindo nos segmentos de logística, marketplace, serviços financeiros etc. – aliás, existe até um serviço ainda em estágio embrionário chamado Magalu Ads para ganhar dinheiro justamente com anúncios dentro da plataforma.

Para quem tem paciência, estômago e topa um pouco de volatilidade no curto prazo, MGLU3 é uma das companhias que fazem parte da série As Melhores Ações da Bolsa, que além do Magalu ainda conta com várias outras ações que ficaram bem baratas com a queda da bolsa em 2021 e agora têm um potencial enorme de ganhos pela frente.

Se quiser conferir a lista completa, deixo aqui o convite.

Um grande abraço e até a semana que vem!

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Ruy

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