Investindo em startups: empresas iniciantes podem trazer ganhos absurdos com uma grande tacada, mas ela precisa ser certeira
Antes restrito a milionários, investimento em startups com grande potencial de valorização hoje já pode ser feito até via plataformas online. E com aportes tão pequenos quanto R$ 1 mil.

David era um grafiteiro que tinha acabado de sair da prisão em 2005. Depois de alguns meses enjaulado, ele estava louco para fazer algumas pinturas.
Sean era um grande fã do grafiteiro. E como ele queria dar uma cara descolada para a sede da sua nova empresa de tecnologia no Vale do Silício, chamou David para pintar algumas paredes.
Os dois se encontraram, combinaram o projeto e acertaram um valor de US$ 60 mil para a arte.
Dinheiro ou ações?
Depois de terminar o trabalho, David recebeu a seguinte proposta de Sean: você ainda quer os US$ 60 mil em dinheiro, ou prefere que a gente dê para você algumas ações da nossa empresa?
O problema é que a tal empresa era completamente desconhecida. Na verdade, era pior do que isso. David, o grafiteiro, achava o que eles faziam sem sentido e ridículo. Ou seja, havia grandes chances de o investimento não vingar.
Mesmo assim, acabou aceitando as ações porque além de grafite ele gostava também de fazer apostas.
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Ações!
Sete anos depois, aquela empresa, chamada Facebook, abriu capital valendo US$ 100 bilhões na Nasdaq.
E o "aporte" de US$ 60 mil de David Choe, o grafiteiro, acabou se transformando em US$ 200 milhões – uma multiplicação de mais de 3 mil vezes.
Essa história é real e mostra como investimentos precoces em companhias ainda em estágio inicial de operação são capazes de transformar quantias razoáveis em verdadeiras fortunas.
Mas acredite, essa não é a maior lição nessa história.
O mais importante aqui é entender que David claramente não tinha muita esperança em resgatar aquela grana. Ele encarou aquela proposta como uma aposta, que poderia vingar mas tinha grandes chances de não dar certo e ele nunca mais ver os US$ 60 mil.
Provavelmente, foi justamente essa abordagem que o tornou milionário, caso contrário, você acha que ele investiria dinheiro em três garotos que tinham pouco mais do que uma ideia "sem sentido e ridícula".
Investir em startups
A verdade é que, sem saber, Choe tinha a característica mais importante para qualquer investidor de startups: a plena consciência de que o retorno nessa classe de ativos tende a ser negativo ou mesmo virar pó (ou seja, a empresa falir).
Aliás, os dados abaixo da Correlation Ventures deixam bem claro esse ponto:

Quase 65% das empresas que recebem aportes de investidores nos estágios iniciais acabam não trazendo retornos positivos.
Apenas 2,5% das empresas nesses estágios iniciais conseguem se valorizar entre 10 e 20 vezes e menos de 0,5% conseguem se multiplicar por mais de 50 vezes.
Mas se a grande maioria dos retornos é tão ruim assim, por que existem investidores de startups, que aportam dinheiro nessas empresas em estágios tão iniciais?
Porque basta apenas um grande acerto no meio de várias tentativas frustradas para que o seu retorno seja muito positivo (muito mesmo).
Apenas ilustrando o exemplo de Choe, mas com aportes de R$ 1 mil em 100 companhias diferentes: se antes de colocar R$ 1 mil no Facebook ele tivesse investido o mesmo montante em ações de outras 99 empresas e perdido tudo, ainda assim terminaria o jogo com um saldo positivo considerável de R$ 3,23 milhões.
A multiplicação de 3.333 vezes o valor investido no Facebook mais do que compensaria os R$ 99 mil perdidos nas outras apostas furadas.

Os investidores Anjos
Não é à toa que muita gente usa uma parte do portfólio para investir em dezenas, às vezes centenas de startups em busca da grande tacada.
Aliás, tem até um nome para diferenciá-los dos outros. Esses garimpeiros do mundo dos negócios são conhecidos como Investidores Anjos. Eles destinam uma parte do portfólio que não fará falta – o dinheiro da pinga, e não o do leite – para investir em empresas que estão nos estágios iniciais da vida e que, na maioria das vezes, não vingam. Mas quando dão certo, podem trazer ganhos simplesmente absurdos.
O problema é que antes esse tipo de investimento estava restrito às pessoas milionárias e com proximidade com banqueiros influentes.
Felizmente, hoje em dia já existe até uma plataforma aberta, como a CapTable, para você investir em startups com grande potencial de valorização. E com aportes tão pequenos quanto R$ 1 mil.
Hoje, a parte difícil não é mais ter a oportunidade de investir em startups, mas decidir quais delas são as mais promissoras para aumentar as suas chances de pegar aquela grande porrada.
Por isso, a Empiricus está lançando o curso Investindo em Startups, no qual você receberá a ajuda necessária para saber quanto, como e onde investir nesse mundo ainda muito desconhecido e com enorme potencial.
A primeira aula será gratuita, na próxima segunda-feira, e você poderá assistir se inscrevendo aqui.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
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