O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O resultado do BB provavelmente surpreendeu ainda mais do que o do Itaú, mas ação do banco estatal pode ter desempenho ainda melhor em 2022; saiba mais sobre essa controversa tese de investimento
O value investing raiz prega que devemos comprar empresas baratas, e ponto. Um modus operandi clássico dessa escola é partir da lista de companhias classificadas pelo seu múltiplo de preço sobre lucro, ordenados do menor para o maior.
Aquelas que estiverem no topo da lista se tornam candidatas promissoras para a composição de um portfólio.
É verdade que, nos últimos anos, o value investing foi superado, em termos de performance, pelo growth.
Anos de juros reais baixos (ou negativos) nas principais economias do mundo geraram um ambiente propício para as teses de crescimento ganharem destaque.
Agora, com a inversão dos juros, o panorama mudou, e o value voltou a ser atrativo.
A cesta dos grandes bancos, relegada durante o período de dinheiro barato, voltou à cena. O que até pouco tempo atrás era negócio “em declínio” pela ameaça constante das fintechs passou a se tornar atrativo.
Leia Também
Usando aquele modus operandi clássico do value investing, essa categoria aparece no topo da lista, com o primeiro lugar sendo ocupado justamente pelo patinho feio: o Banco do Brasil.
Nos anos de dinheiro fácil, as pechinchas foram frequentemente taxadas, sem grande escrutínio, de “value traps”, ou armadilhas de valor. Um aforisma popular dessa teoria é que “se está barato, vai continuar barato”.
Mas a temporada de resultados do 4T21 veio para mostrar que as barganhas podem ser mesmo bons investimentos.
Entre os grandes bancos, o que levou a melhor nos resultados foi justamente ele: o patinho feio. No início do mês, o Santander Brasil divulgou um resultado morno. As ações sofreram.
Depois, veio o Bradesco, que mostrou números de fato ruins e uma projeção ainda pior para 2022, fazendo toda a cesta de bancos apanhar nas cotações.
Então, foi a vez do Itaú, que surpreendeu as expectativas e puxou para cima todos os seus pares.
Finalmente, veio ele: o Banco do Brasil, que divulgou ontem um resultado que provavelmente surpreendeu ainda mais do que o do Itaú.
A carteira de crédito do patinho feio cresceu 18% na comparação anual, com destaque para os empréstimos à pessoa física (+15%) e ao agronegócio de varejo (+27%).
A margem financeira bruta, que representa a receita de juros líquida do custo de captação do banco, cresceu 5% contra o 4T20.
O resultado da tesouraria, que também compõe a margem financeira bruta e que foi ruim para todos os outros grandes bancos, cresceu 69%.
Também indo na contramão dos pares, o índice de inadimplência de 90 dias, que representa a razão das operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito, diminuiu tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Apesar do forte crescimento da carteira de crédito pessoa física, mais arriscada, essa inadimplência caiu 0,25 ponto percentual contra o 4T20, totalizando 1,75%.
Com isso, a margem financeira líquida, que desconta as despesas de inadimplência, subiu 22% na comparação anual. Assim, o spread do banco ajustado pelo risco apresentou melhora de 0,3 ponto percentual, atingindo 2,6% ao ano.
As receitas de prestação de serviços também tiveram um bom desempenho, com crescimento anual de 7% e destaque para as receitas de administração de fundos, que cresceram 12%.
Aqui, o Banco do Brasil é beneficiado pela predominância da renda fixa entre seus produtos de fundo, beneficiados pela corrida dos investidores para capturar nossa agora gorda taxa Selic.
As despesas administrativas se mantiveram sob controle, com um crescimento anual de 1,4%, bem abaixo do IPCA acumulado no ano, de 10,1%.
Com isso o lucro líquido ajustado do Banco do Brasil foi de R$ 3,7 bilhões no trimestre, 67% acima do valor do 4T20.
O retorno sobre o patrimônio líquido do ano de 2021 foi de 15%, melhora anual de 4 pontos percentuais.
Ainda, o Banco do Brasil guiou o mercado para um cenário positivo em 2022. O banco espera que a carteira de crédito cresça entre 8% e 12%, com subida dos spreads e a margem financeira bruta crescendo de 11% a 15%.
Além disso, as despesas com inadimplência devem cair entre 13% e 16%, ao contrário de seus pares, que guiaram para uma inadimplência mais alta em 2022.
Sabemos que essa é uma tese de investimentos controversa por ser um ano de eleições. Entretanto, nos atenhamos aos números, que devem ser positivos para o ano. Quem sabe, em 2022, o patinho feio não vai levar a melhor outra vez.
Um abraço,
Larissa
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor