Stone dispara após balanço, Nasdaq puxa bolsas globais e o dia no mundo cripto; confira os destaques desta quinta-feira
No Brasil, o dia ficou marcado pela divulgação do PIB do primeiro trimestre, que frustrou expectativas

Em tempos de bonança do mercado financeiro, os analistas tendem a encarar os números e acontecimentos com rigidez, prontos para punir os ativos por todo e qualquer desvio das expectativas.
Mas as coisas não são levadas tão a ferro e fogo nos períodos de incerteza. Os investidores adquirem uma flexibilidade muito maior e tendem a encontrar sinais de otimismo até mesmo quando os números indicam uma decepção. A forte agenda desta quinta-feira (02) é um bom exemplo disso.
A China segue cambaleando pós-coronavírus, mas o governo se compromete a estimular o setor de infraestrutura. O PIB brasileiro veio abaixo do esperado, mas os sinais são promissores e analistas revisam para cima as projeções para a economia.
O mercado de trabalho americano mostrou tendência de fraqueza antes da divulgação do payroll, o que pode ser um impeditivo para a atuação mais dura do Federal Reserve na elevação dos juros.
Na Ásia, em Nova York e em São Paulo, os investidores escolheram acreditar, e colheram bons frutos. Os ganhos do setor de tecnologia levaram as bolsas americanas a subirem mais de 1%, com o Nasdaq superando os 2%. As commodities metálicas patrocinaram o bom dia na B3 — de olho na China.
Apesar de uma leve instabilidade no meio do pregão, o Ibovespa conseguiu aproveitar o desempenho do setor de mineração e siderurgia e encerrou em alta de 0,93%, aos 112.392 pontos.
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Com o dólar mais fraco e o ambiente favorável para divisas emergentes, a moeda americana recuou 0,32%, a R$ 4,7885.
O mercado de juros, no entanto, seguiu refletindo a preocupação com a possibilidade de novas manobras no teto de gastos e a pressão inflacionária herdada da alta das commodities, avançando ao longo do dia.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta quinta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
TIO SAM EM APUROS
Dólar vai perder a majestade? Confira quem ameaça o reinado da moeda americana no mundo. Levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que a participação da divisa nas reservas cambiais globais caiu abaixo de 59% no quarto trimestre do ano passado.
HAJA CORAÇÃO
Solana (SOL) sai do ar pela oitava vez no ano e despenca 23% enquanto bitcoin (BTC) luta para se manter nos US$ 30 mil; confira o desempenho das criptomoedas hoje. O índice de medo e ganância aponta para um mercado apreensivo com o futuro
FII SUMMIT
Quer investir em fundos imobiliários? Gestores e especialistas debatem as perspectivas do setor no maior evento da indústria. Nunca é tarde para aprender e, mesmo quem já trabalha com o segmento há anos pode se beneficiar ao ouvir os conselhos de grandes nomes do setor.
BALANÇO
Stone (STOC31) vê lucro líquido cair quase 30%, mas receita supera R$ 2 bi e é a maior para o trimestre. O desempenho foi influenciado pelos negócios de adquirência e pela Linx, de software, comprada em 2020.
DE GRÃO EM GRÃO
Camil tem café no bule? JP Morgan diz que sim e recomenda a compra de ações CAML3. Segundo o banco norte-americano, o pior já passou em termos de ganhos e a estratégia da empresa está apontando na direção certa após a entrada no mercado de café
PROPINA E MAIS PROPINA
De exploração de terra indígena a esquema de corrupção: Glencore vai pagar US$ 1,5 bilhão em multas por subornos em 7 países, inclusive no Brasil. A companhia desembolsará cerca de US$ 1 bilhão às autoridades norte-americanas e US$ 40 milhões pela operação aqui.
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