🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Complacência: Entenda por que é melhor investir em ativos de risco brasileiros do que em bolsa norte-americana

Uma das facetas da complacência é a tendência a evitar conflitos e valorizar uma postura pacifista, num momento de remilitarização do mundo, o que pode ser enaltecido agora

29 de agosto de 2022
11:25 - atualizado às 13:13
Meia bandeira do Brasil e meia bandeira dos Estados Unidos
Imagem: Shutterstock

“Complacência”, entre outras coisas, claro, é o nome de um bom livro de economia brasileira, escrito por Fabio Giambiagi e Alexandre Schwartsman. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil parece destinado a ser, eternamente, o país do futuro porque evita enfrentar de frente seus problemas. 

Empurramos discussões difíceis para frente, como se esquecêssemos as necessidades de arbitrar conflitos. 

Como é difícil ser desagradável mediante as pressões de determinado grupo de interesses.

Alerta à complacência dos investidores

Curioso como essa disposição transbordou o território local e contaminou os mercados globais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Day One da semana passada foi batizado “Blood Bath and Beyond”; servia como um alerta à complacência dos investidores diante dos riscos às vésperas do simpósio de Jackson Hole. 

Leia Também

Àquela altura, as cotações embutiam a visão predominante de que a atividade já desacelerava, a inflação tinha feito seu pico e o Fed não precisaria subir tanto sua taxa básica de juro.

Deu no que deu. 

Whatever it takes

Lembrando aquele discurso de Ben Bernanke sobre o “taper tantrum” em Jackson Hole, Jerome Powell castigou os mercados com palavras contundentes sobre o combate à inflação, quase em seu momento “whatever it takes” (fazer o que for necessário, em alusão à expressão de Mario Draghi). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As apostas de um novo aumento de 75 pontos-base no juro básico norte-americano na próxima reunião do Fed subiram a 70% e a ideia do “Fed pivot” (mudança em direção a uma queda de juro em 2023) ficou mais longe. 

As bolsas derreteram lá fora, num movimento que se estende na manhã desta segunda-feira.

Um fim terrível ou um terror sem fim?

Sempre que estamos diante da escolha entre um “fim terrível” e um “terror sem fim”, prefiro o primeiro. 

O choque e a volatilidade são sempre duros, mas revelam a verdade e permitem que enfrentemos os desafios de frente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro passo para a resolução de um problema é reconhecê-lo na íntegra. 

A alternativa implica empurrar para baixo do tapete, apenas escondendo a poeira em vez de eliminá-la de fato. 

Não lidar com um problema não significa que o problema deixa de existir. 

Duas misérias no mercado financeiro

Como miséria pouca é bobagem, na falta de uma escolha entre "fim terrível” e “terror sem fim”, estamos diante de duas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

01. Federal Reserve

A primeira é justamente o Fed. 

Reconhecer que a saída da atual crise inflacionária passa, necessariamente, por algum sacrifício parece superior a atrasar o inexorável aperto monetário. 

Estamos diante de um ciclo econômico clássico. Para combater a inflação, teremos de esfriar o mercado de trabalho, gerar desemprego e conter a demanda agregada. Isso vai conter os preços e permitir redução de juros lá na frente. Não há saída fácil. 

A alternativa é pior. A inflação persistiria, entraríamos na espiral preços e salários de forma mais contundente e o esforço no futuro seria ainda maior. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto antes o mercado encarar essa realidade, melhor. Tergiversar sobre as dificuldades ou as próprias mazelas será sempre um caminho tentador a curto prazo, mas não resolverá os problemas.

02. Eleições no Brasil

A segunda vem da eleição brasileira. 

O cenário de polarização excessiva com dois personagens personalistas em cada polo não oferece solução ótima. Ambas as lideranças estão aquém dos desafios que se colocam diante de nós. 

Nada do que é essencial para o crescimento da produtividade brasileira (isso é o que deveríamos estar perseguindo!) está sequer no debate — na Band ou seja lá onde. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fim terrível se aproxima

A boa notícia aqui é que também o “fim terrível” se aproxima, superando a procrastinação eterna do “terror sem fim”. Por meses, talvez até anos, tememos essa eleição. 

Os prêmios de risco associados aos ativos brasileiros foram às alturas, flertando com máximas históricas. 

A eleição vai passar e vamos perceber que continuaremos sendo o mesmo país de sempre, em seus 200 anos de independência, complacência e mediocridade. 

Seja lá qual for o resultado do pleito, convergiremos à nossa média de sempre, superior à atual, sem falsas esperanças ou expectativas ingênuas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Brasil e a superação de adversidades

Curiosa e circunstancialmente, talvez possamos ser mais do que apenas o país do futuro, porque a superação de certas adversidades, ao menos em termos relativos, não depende tanto da gente; ela vem de fora, alimentada por fatores exógenos, sem que tenhamos de enfrentar conversas difíceis ou arbitrar conflitos. 

Encontramos um vento favorável das commodities em níveis elevados, melhorando nossos termos de troca. O mundo ocidental volta a valorizar democracias representativas diante da insurgência de autocracias beligerantes. 

Value sobre growth

Uma das facetas da complacência é a tendência a evitar conflitos e valorizar uma postura pacifista, num momento de remilitarização do mundo, o que pode ser enaltecido agora. 

A subida dos juros em âmbito global prioriza casos de value sobre growth (o Brasil, com seus bancos, suas commodities e seu mercado doméstico forte é um caso de value; com pouca tecnologia embarcada, sofremos menos do que a Nasdaq, por exemplo).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Reiteramos nossa visão construtiva para os ativos de risco brasileiros, que pode ser hedgeada (protegida) com uma posição vendida em bolsa norte-americana. Por incrível que pareça, a complacência está maior por lá. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar