O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O caso da Amazon é emblemático e mostra que aquele que apenas olhou para o lucro e o P/L como estimativa de valor certamente deixou a oportunidade passar
Apesar de muito se falar que o valor de uma empresa é definido pela soma dos seus fluxos de caixa futuros trazidos a valor presente por meio de uma taxa de desconto, muitas recomendações de investimento são feitas com base no múltiplo Preço/Lucro (ou P/L) de uma ação.
Em linhas gerais, existe uma regrinha de bolso que muitos investidores usam para ganhar dinheiro com ações, que basicamente é a seguinte: comprar empresas negociadas a múltiplo P/L razoável com capacidade para crescerem lucro acima das expectativas.
Seguindo essa regrinha, seria possível ganhar dinheiro não só com o crescimento do lucro — caso ele venha a ocorrer — como também através da expansão de múltiplo, já que o bom momento operacional da empresa poderia fazer com que outros investidores pagassem múltiplos maiores por esse lucro crescente e "surpreendente".
Eu expliquei mais sobre a dinâmica do P/L aqui e aqui.
Ora, se o que importa para o cálculo do valor de uma empresa são os fluxos que ela gera ao longo dos anos, olhar somente o lucro líquido acaba sendo uma análise simplista.
O lucro líquido é o que sobra após subtrair todos os custos, despesas e impostos das vendas que a empresa faz e nem sempre é um bom indicativo de criação de valor por não considerar o capital utilizado pela operação da empresa.
Leia Também
Além disso, é comum uma empresa aumentar seu lucro empregando mais capital em sua atividade, seja investindo em uma nova fábrica ou fazendo uma aquisição, mas não necessariamente o lucro gerado paga o risco do capital empregado.
Além do lucro não ser uma variável fiel de valor, ele também pode ser facilmente manipulado por meio da:
Já a análise de fluxo de caixa — que apesar de não estar imune à manipulação, leva em conta como a empresa se financia para crescer — mostra que uma empresa pode gerar caixa a partir de suas operações mesmo reportando prejuízo contábil.
Para isso, é preciso considerar o capital de giro, os investimentos em bens de capital (Capex) e o financiamento de uma companhia.
A análise permitirá entender como a empresa gerencia suas operações de curto prazo, quanto e onde ela está investindo em Capex e se ainda é capaz de pagar suas dívidas com a sua operação.
O exemplo mais conhecido nesse sentido talvez seja o da Amazon. Essa carta da SFA — gestora que, inclusive, apareceu por aqui nos episódios #004 e #009 — explica o segredo da Amazon.
Apesar de reportar sucessivos prejuízos por conta dos investimentos que transitavam em sua demonstração de resultado como despesas — P&D, aquisição de clientes, marca — reduzindo assim o lucro, a empresa conseguiu gerar um caminhão de caixa alongando o prazo de pagamento de fornecedores, diminuindo o prazo de pagamento dos seus clientes, acelerando a sua depreciação e pagando menos impostos dado o menor lucro tributável.
Com isso, a empresa foi capaz de crescer sua operação sendo financiada pelos próprios fornecedores e clientes ao fazer uma gestão eficiente do seu capital de giro.
Ou seja, apesar de não dar lucro, a geração de caixa advinda do seu negócio deu fôlego financeiro para que ela continuasse reinvestindo dentro do seu negócio.
O caso da Amazon é emblemático, mas mostra que aquele que apenas olhou para o lucro e, consequentemente o P/L como estimativa de valor, certamente deixou a oportunidade passar.
Se existe uma característica comum entre os grandes gestores de fundos, é o hábito de leitura. E isso sempre ganhou minha admiração.
Não à toa, a leitura tem sido uma prática que eu venho estimulando cada vez mais na minha rotina.
Mas ler não é suficiente, é necessário absorver o conteúdo lido.
O texto "How to Remember What You Read" ("Como se Lembrar do Que Você Lê", em tradução livre) do blog Farnam Street me trouxe vários insights sobre como extrair o melhor de uma leitura.
"O que você lê pode lhe dar acesso a um conhecimento incalculável, mas COMO você lê muda a trajetória de sua vida."
Abraço,
Matheus Soares
Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência
Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional
O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas
Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje
Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá
Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito