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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

FOME DE AQUISIÇÕES

Vinci Partners quer levantar US$ 1,4 bilhão para novos fundos de private equity e de energias renováveis

O fundo atual da Vinci, gestora formada por ex-sócios do atual BTG Pactual, possui na carteira empresas como rede de pizzarias Domino’s e o banco digital Agi

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
13 de julho de 2022
10:45
Domino's Pizza, empresa da Vinci Partners
Domino's Pizza, rede de pizzarias controlada pela Vinci Partners no Brasil - Imagem: Reprodução

Uma das gestoras mais tradicionais de fundos de private equity — que compram participações em empresas — está com fome por novos negócios. A Vinci Partners pretende captar US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões, no câmbio atual) para o quarto fundo dessa família, conforme o Seu Dinheiro apurou.

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A gestora também está em conversas com investidores institucionais para levantar um fundo de US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões) para investir em projetos de infraestrutura com foco em energias renováveis. Procurada, a Vinci não comentou o assunto.

Com quase R$ 60 bilhões sob gestão, a Vinci foi criada por antigos sócios do atual BTG Pactual, liderados por Gilberto Sayão e Alessandro Horta.

A gestora, que hoje atua com fundos de classes diversas, teve origem justamente no private equity, quando o banco começou a investir na compra de empresas — em geral de capital fechado — com o objetivo de revendê-las com lucro.

A Vinci se separou do BTG em 2009 e no início do ano passado abriu o capital em uma oferta de ações de US$ 250 milhões na bolsa norte-americana Nasdaq. Uma parte desse dinheiro deve ser usada no novo fundo.

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Vinci: Grandes tacadas (e alguns escorregões)

No currículo, a Vinci ostenta grandes tacadas como a Equatorial Energia. O investimento fez parte do primeiro fundo, que entregou mais de quatro vezes o capital aplicado pelos investidores.

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Mas como costuma acontecer nesse tipo de negócio, a Vinci também sofreu alguns escorregões. O maior deles foi com a incorporadora PDG, que sucumbiu à recessão econômica da década passada e entrou em recuperação judicial.

Enquanto busca recursos novos, o terceiro fundo de private equity da gestora está na fase final de investimentos e possui seis empresas na carteira, incluindo a rede de pizzarias Domino’s e o banco digital Agi. 

Private equity em baixa

A captação dos novos fundos acontece em um momento complicado para o mercado. Com a alta dos juros, os recursos dos investidores passaram a migrar para as classes de ativos mais tradicionais, como a renda fixa.

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Mesmo entre os investimentos alternativos, o private equity anda em baixa no Brasil. Isso porque o sucesso de empresas como o Nubank levou o mercado a aumentar as apostas na compra de participações de companhias menores, porém com maior potencial de crescimento — o venture capital.

Mas a Vinci conta com um bom cartão de visitas para atrair os investidores: o desempenho do fundo mais recente, que até o momento conta com uma taxa de retorno em dólares de mais de 40%, de acordo com dados do último balanço.

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No total, a Vinci pretende captar R$ 10 bilhões em dinheiro novo neste ano, afirmou Alessandro Horta, CEO da gestora, em teleconferência com analistas.

O aumento no volume de recursos sob gestão faz parte da estratégia da Vinci para entregar resultados aos acionistas que compraram as ações no IPO da empresa.

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Por fim, o desempenho dos papéis da gestora, negociadas na Nasdaq com o código VINP, não anda lá muito bom. Desde a estreia, os papéis acumulam uma queda da ordem de 40%.

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