Quem tem medo das eleições? Para o JP Morgan, bolsa brasileira deve subir mais que mercados emergentes durante o ciclo eleitoral
O banco norte-americano tem recomendação overweight — peso acima da média, equivalente a compra — para a bolsa brasileira e vê pouca influência da eleição sobre o desempenho das ações

Você está preocupado com os impactos da eleições nos seus investimentos? Pois não deveria, pelo menos na visão do JP Morgan. Para o banco norte-americano, a bolsa brasileira deverá superar o desempenho dos demais mercados emergentes apesar da incerteza sobre quem vai ocupar a cadeira de Presidente da República a partir de 2023.
É relativamente normal a bolsa passar por forte volatilidade em períodos que antecedem as eleições presidenciais. Mas um estudo do JP Morgan mostra que, historicamente, o desempenho das ações brasileiras é semelhante ao dos demais emergentes quando se considera todo o ciclo eleitoral — seis meses antes e depois do resultado das urnas.
É verdade que a bolsa acaba avançando mais no período imediatamente após as eleições e sofrendo antes. “No entanto, acreditamos que desta vez as condições estão dadas para o Brasil ter um desempenho relativamente melhor que os emergentes”, escreveram os analistas do JP Morgan, em relatório.
- GUIA PARA BUSCAR DINHEIRO: baixe agora o guia gratuito com 51 investimentos promissores para 2022 e ganhe de brinde acesso vitalício à comunidade de investidores Seu Dinheiro
O banco norte-americano tem recomendação overweight — peso acima da média, equivalente a compra — para a bolsa brasileira, tanto em relação à América Latina como na comparação aos emergentes como um todo.
E por que o JP Morgan acredita que os mercados brasileiros podem se sair melhor? Primeiro, por uma questão de preço, ou seja, a bolsa está barata. Mais precisamente com um desconto de 35% em relação aos demais emergentes, bem acima dos 15% habituais para esta época pré-eleitoral.
Leia Também
Fator Selic ajuda a bolsa
A expectativa do fim do ciclo de alta da taxa básica de juros (Selic) também deve ajudar a bolsa a atravessar melhor as eleições de 2022.
Além de não contar com aperto monetário nos meses que antecedem a corrida presidencial, o JP Morgan vê a possibilidade de o Banco Central começar a cortar juros em até seis meses depois do resultado das urnas.
Os analistas do banco norte-americano também não esperam uma disparada do dólar no período pré-eleitoral, diante das cotações em alta das commodities — que beneficiam o real — e o diferencial entre as taxas de juros brasileiras e as praticadas no exterior.
Mas e quanto aos candidatos? O que pode acontecer no caso de Jair Bolsonaro conseguir se reeleger? E se Lula voltar ao Palácio do Planalto?
O JP Morgan reconhece saber pouco sobre a direção política, mas faz uma ponderação com base na cobertura que o banco fez de todas as eleições desde 2002.
“Acreditamos que a diferença de política entre o candidato A e B pode ser muito menor do que a distância entre A e Z, embora também existam exceções a essa norma”, escreveram os analistas, sem dar nome às letras indicadas.
Leia também:
- As small caps renasceram das cinzas — e o Seleção Empiricus te diz como aproveitar as boas oportunidades entre essas ações
- Por que Bolsonaro corre o risco de se transformar no primeiro presidente em exercício a perder a reeleição
- Petrobras (PETR4) recua quase 4% após críticas de Lula; petista condenou pagamento de dividendos e política de preços da estatal
- Por que o dólar está despencando? Os motivos que explicam o forte alívio no mercado de câmbio
TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'
Faça chuva ou faça sol nas urnas: JP Morgan seleciona ações que podem ganhar com o melhor ou o pior resultado eleitoral
30 de setembro de 2026 - 13:05TAG SUMMIT
Não tem tempo ruim para a infraestrutura: as empresas preferidas da Perfin para atravessar crises e juros altos
29 de setembro de 2026 - 17:53PRÊMIO DE RISCO
Dólar a R$ 4,80? As pistas que as últimas eleições na América Latina dão para o desempenho do real
28 de setembro de 2026 - 18:45VISÃO DO GESTOR
“Não se ganha dinheiro comprando o que é popular”: onde a Inter Asset está vendo pechinchas na bolsa brasileira
27 de setembro de 2026 - 12:01INTER INVEST SUMMIT
Ações “órfãs” na bolsa, juros altos e uma armadilha no crédito: onde investir em 2027, segundo especialistas
26 de setembro de 2026 - 18:08RALI NA B3