O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A matriarca de uma das maiores exportadoras de soja do mundo é a sétima pessoa mais rica do Brasil e ultrapassa a dona do Magalu no ranking da Forbes
Agro é tech, agro é pop, agro é… bilionário. O Brasil conta com oito mulheres bilionárias, mas só uma delas ocupa o posto de mulher mais rica do país: Lucia Maggi. A fundadora do Grupo Amaggi, uma das maiores empresas produtoras de soja do Brasil, possui a 7ª maior fortuna do país, segundo o ranking da Forbes.
De acordo com a lista, a magnata ultrapassou até mesmo a dona do Magazine Luiza. Com a queda das ações da varejista, Luiza Trajano ocupa agora o 26º lugar entre os maiores bilionários do Brasil e o 5º entre as brasileiras mais ricas, com um patrimônio líquido de US$ 1,4 bilhão (R$ 6,5 bilhões).
Mas acumular um patrimônio de US$ 6,9 bilhões (R$ 32 bilhões) como a empresária Maggi fez não é uma tarefa fácil, e muito menos acontece da noite para o dia.
Quer saber como uma jovem do interior do Rio Grande do Sul criou um império no agronegócio? Então me acompanhe no nosso especial da Rota do Bilhão.
A história de Lucia Borges Maggi começa em Lajeadinho, um bairro da cidade de Três Cachoeiras, no Rio Grande do Sul, em 1933.
A fundadora do Grupo Amaggi tinha uma vida simples, onde dividia seu dia entre estudar pelas manhãs e trabalhar durante a tarde, lavando roupa da família, alimentando o gado, cortando cana, recolhendo ovos das galinhas e tirando leite das vacas.
Leia Também
Na época, quem se formava no quinto ano poderia se tornar professor e começar a dar aulas. Porém, Lucia reprovou não só uma, como duas vezes — a primeira vez por uma birra da professora e a outra porque a jovem perdeu o exame final (e a vontade de fazê-lo) após passar por uma cirurgia.
Mas foi na pequena cidade, em 1945, que Lucia conheceu André, o sobrinho de seu cunhado, que futuramente viria a se tornar seu marido e parceiro na criação da Amaggi.
Quando Lucia e André Maggi se casaram, em 1952, a situação financeira do casal era precária. Eles se mudaram para o Paraná, em São Miguel do Iguaçu, onde criaram os cinco filhos e, 23 anos depois, fundaram a própria empresa.
Lá, André se estabeleceu e, em 1961, criou o primeiro negócio da família, uma serraria chamada de Fazenda São Vicente, onde também plantava feijão e começou com a pecuária. Com o lucro do feijão e do gado, o gaúcho juntava o dinheiro e comprava mais pedaços de terra.
O negócio do produtor rural foi evoluindo, incluindo o comércio de grãos por outras cidades, contratando mais e mais funcionários.
Em 1977, criou-se a Sementes Maggi, considerado o verdadeiro início do que hoje é o notório Grupo Amaggi no agronegócio brasileiro.
Dois anos depois, a família expandiu as compras de terra para o Mato Grosso, com a as primeiras aquisições no município de Itiquira. André chamou o feito de uma “rentável descoberta”.
Em 1984, a sede da Sementes Maggi passou para Rondonópolis (MT), e lá se tornou o símbolo do cultivo de sementes de soja — grão no qual o Amaggi é um dos maiores exportadores do mundo atualmente.
Conquistado o Sul do Estado, o foco da família Maggi foi investir no Noroeste, onde não existia qualquer infraestrutura, e tornar Sapezal, uma cidade da região, um município central e importante.
Foi aí que criou-se a Agropecuária Maggi, uma empresa feita para adquirir uma fazenda do município de Sapezal.
Em 1992, André construiu uma usina hidrelétrica na cidade, a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) batizada de Santa Lucia.
Cinco anos depois, criou-se a Fundação André Maggi (que hoje é chamada de Fundação André e Lucia Maggi), com o intuito de inaugurar um hospital em Sapezal.
Em 2001, o patriarca da família Maggi faleceu. Com a morte de André, Lucia assumiu a posição de principal acionista do Grupo Amaggi. Já seu filho Blairo se tornou o presidente e principal executivo da empresa.
Apenas três anos depois, a viúva descobriu que tinha câncer, e, em 2005, iniciou a quimioterapia — tudo isso cuidando dos negócios da família.
Desde então, o Grupo Amaggi diversificou a produção, passando a incluir, além do plantio, o processamento de grãos, comércio de insumos agrícolas e geração de energia elétrica.
Em 2009, o Grupo Amaggi mudou novamente a sede da companhia, desta vez para a cidade de Cuiabá. Os motivos foram a expansão da empresa, tanto física quanto logística e estratégica.
A princípio, foram transferidas para a nova sede as áreas de produção e engenharia corporativa e os departamentos de Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Suprimentos.
Em 2008, a companhia inaugurou o primeiro escritório comercial no exterior, na Holanda, e expandiu o seu processo de internacionalização três anos depois, com a chegada do Amaggi na Argentina, onde deu início às atividades de trading da empresa.
Além de ser referência no agronegócio hoje, o sobrenome Maggi ficou ainda mais famoso pela presença na política brasileira.
O terceiro filho de André e Lucia, Blairo Maggi, foi tão influente na trajetória da empresa Amaggi que o reconhecimento no agronegócio o apelidou de “rei da soja".
Segundo a Forbes, ele ainda é considerado uma das pessoas mais influentes do mundo agro.
Porém, em 2002, a política entrou novamente no caminho da família Maggi, e Blairo decidiu concorrer para governador do Mato Grosso.
O filho de Lucia governou por dois mandatos: primeiro, ele venceu a eleição de 2002, depois a reeleição de 2006.
Em 2016, ele se tornou senador e foi escolhido como ministro da Agricultura no governo Michel Temer, depois do impeachment de Dilma Rousseff.
Hoje, a empresa atua em quatro principais áreas de negócio: agronegócio, commodities, logística e energia.
O segmento Amaggi Agro contempla a produção agrícola de soja, milho e algodão. Já na Amaggi Commodities, o foco é a compra, venda e o beneficiamento dos grãos de soja e milho, além da importação e comercialização de insumos agrícolas.
Para realizar o escoamento de grãos tanto no cenário doméstico quanto no exterior, a companhia criou a Amaggi Logística e Operações, com operações portuárias, fluviais, rodoviárias e ferroviárias.
No setor de energia, a Amaggi Energia conta com cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), com potência instalada de aproximadamente 70 mega-watts.
Atualmente, as operações do Amaggi estão presentes no Brasil, Holanda, Argentina, Paraguai, Suíça, Noruega e China.
De acordo com a Forbes, o Grupo Amaggi hoje ocupa o 13º lugar na lista das 100 maiores empresas do agronegócio no Brasil, com uma receita de R$ 23,51 bilhões.
Atualmente, Lucia Maggi possui cargo de membro consultivo no Conselho de Administração da companhia.
“Daqui, só vou pra frente. Voltar, jamais”
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Até que ponto o discurso em nome da liberdade de expressão se tornou uma forma das big techs tirarem as responsabilidades de si mesmas?
Quem costuma ler meus textos por aqui, sabe que gosto de começar com algum detalhe sobre mim. Os livros que gosto, os que odeio, alguma experiência da minha vida, algo que ouvi falar… Assim, vamos nos tornando mais íntimos um mês de cada vez. O texto de hoje é um desses. Quero falar sobre sonhos… […]
Ícone das criptomoedas possui história excêntrica, desde proximidade com Donald Trump a título de primeiro-ministro de micronação
As melhores distopias são necessariamente um retrato exacerbado do presente, que funcionam como uma espiada sensacionalista do está por vir se a sociedade decidir seguir determinado rumo. É como se a obra estivesse o tempo todo nos ameaçando com um futuro terrível… como se fosse a foto de um pulmão cinza e cheio de câncer […]
Enquanto muitos temiam os deepfakes, a grande mentira das eleições de 2024 pareceu mais algo criado na década de 1930. O que aconteceu?
A nossa relação com a arte mudou depois das redes sociais, mas até onde isso pode ser considerado uma coisa boa?
Se antes a voz do povo era a voz de Deus, agora Ele parece ter terceirizado o serviço para uma casta de intermediários: os influencers. Munidos pela força do algoritmo das redes sociais, que exige cada vez mais do nosso tempo, eles parecem felizes em fazer esse trabalho, até porque são muito bem pagos por […]
“As rodas da máquina têm de girar constantemente, mas não podem fazê-lo se não houver quem cuide delas”. Na falta de um jeito original de começar a news desta semana, recorro ao ChatGPT para me fazer parecer mais sofisticada. Oi, Chat! [digito educadamente na intenção de ser poupada caso as IAs tomem o poder] Quero […]
Enquanto Bolsonaro votou contra o Plano Real em 1994, Lula disputava a presidência contra Fernando Henrique Cardoso
Esses carros são reconhecidamente bons produtos, mas vendem pouco; saiba quando (e se) vale a pena comprá-los
Você provavelmente é mais inteligente entre seus círculo de conhecidos nas redes sociais. E aqui está o real motivo por trás disso
“Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”. Talvez seja um pouco irônico começar um texto sobre nostalgia citando uma música que me foi ensinada pelo meu próprio pai — e que fala sobre conflitos geracionais… A proposta de hoje: […]
Começo o texto desta semana com uma história que envolve o TikTok, Vladimir Putin e um jovem sub-astro da rede, filho de dois viciados em droga que perderam a guarda dele antes mesmo de seu primeiro aniversário. O contexto que une esses personagens é a guerra na Ucrânia. O jovem em questão é Denys Kostev, […]
Você pode sair deste texto preocupado…
Este texto não é sobre ganhar dinheiro, é sobre uma tendência
“Ah, é aquela rede social de gente mentirosa”, é o que eu ouço do meu avô de 91 anos ao tentar explicar o que é o Telegram. Assíduo espectador de noticiários, ele se referia não só às vezes em que a plataforma russa teve problemas com a Justiça brasileira, mas também ao seu conhecido uso […]
Os dois marcaram uma briga física, mas a batalha real é outra
Com desafios e oportunidades pela frente, o Seu Dinheiro reuniu as melhores oportunidades indicadas pelos especialistas em um guia exclusivo; baixe gratuitamente
Um homem chega em casa exausto depois de uma semana intensa de trabalho. É sexta -feira e tudo está em silêncio, o lugar está escuro. Ele mora sozinho. O vazio do ambiente começa a contaminá-lo a ponto de despertar uma certa tristeza pela solidão que enfrentaria nas próximas horas. Ele se senta no sofá e, […]